Algunos no veo hace 50 años. Otros 8 años. Estubimos en el colegio juntos, cuando chicos. Ellos siguieron hasta el final del secundario. Yo me vine al Brasil con 10 años. Nuestros caminos se separaron. 50 años despues alguien se acordó de mi. Me buscaron en la web y semana que viene estaré junto con ellos en el encuentro anual de la clase en Punta del Este. Fantastico! Estoy nerviosa. Sí, yo nerviosa! Al mismo tiempo estoy en contaje regresiva ansiosa para encontrarlos, and sort them all out!!!!!
Leitura é a chave para a liberdade. Ler e escrever é fazer amor com as palavras. Tricotar e cozinhar é fazer amor com os sentidos. Aqui encontrarás o delírio, o prazer e o sonho, que fazem parte do viver...
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Lágrimas
lágrimas da natureza
formando trilhas interrompidas
pingos salpicam o momento
desenhando imagens vagas
água, fonte de uma vida
cheia de turbilhões...
formando trilhas interrompidas
pingos salpicam o momento
desenhando imagens vagas
água, fonte de uma vida
cheia de turbilhões...
© Anne M. Moor
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Quero
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Viver

Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforescentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar... Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar...
e voar...
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer!
Mário Quintana
Imagem: "Pássaro Azul" de António Tapadinhas
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforescentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar... Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar...
e voar...
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer!
Mário Quintana
Imagem: "Pássaro Azul" de António Tapadinhas
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Impossibilidades

difícil é sentir as possibilidades
esvaindo-se contra a vontade
tal qual areia fina por entre os dedos...
© Anne M. Moor – 22/02/2008
Figura: http://www.istockphoto.com/
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Esteio de uma vida
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Vento
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Noites loucas!
Noites Loucas — Noites Loucas!
Estivesse eu contigo
Noites Loucas seriam
Nosso luxuoso abrigo!
Para Coração em porto —
Ventos — são coisas fúteis —
Bússolas — dispensáveis —
Portulanos — inúteis!
Navegando em pleno Éden —
Ah, o Mar!
Quem dera — esta Noite — em Ti
Ancorar!
by Emily Dickinson
Tradução: Paulo Henriques Britto
Estivesse eu contigo
Noites Loucas seriam
Nosso luxuoso abrigo!
Para Coração em porto —
Ventos — são coisas fúteis —
Bússolas — dispensáveis —
Portulanos — inúteis!
Navegando em pleno Éden —
Ah, o Mar!
Quem dera — esta Noite — em Ti
Ancorar!
by Emily Dickinson
Tradução: Paulo Henriques Britto
Somos...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Mario Benedetti

Fracaso
Fracasar es también una señal
que es casi una advertencia / por ejemplo
que teníamos algo para dar
tal vez para perderlo en una noche
los insomnios se quedan tan vacíos
como un cielo sín fin / y sín embargo
puede el fracaso abrirnos una puerta
una ventana o quizás una mano
que nos sirva de ayuda inesperada
fracasar es haber triunfado antes
y eso suele dejar un buen sabor /
al destino le consta y es astuto
sabe por qué no nos sobreponemos
a derrotas que estaban anunciadas
sabe por qué al final nos estremece
la vocación ímpar de los vencidos
el fracaso hace bien / es una alarma
nos enseña que somos vulnerables
y con esa tutela nos da fuerzas
para volver de nuevo a la victoria
Imagen: The Puertas (Three Doors)
1998, oil, 59"x71" by Isabel Brown
www.sjsu.edu
Fracasar es también una señal
que es casi una advertencia / por ejemplo
que teníamos algo para dar
tal vez para perderlo en una noche
los insomnios se quedan tan vacíos
como un cielo sín fin / y sín embargo
puede el fracaso abrirnos una puerta
una ventana o quizás una mano
que nos sirva de ayuda inesperada
fracasar es haber triunfado antes
y eso suele dejar un buen sabor /
al destino le consta y es astuto
sabe por qué no nos sobreponemos
a derrotas que estaban anunciadas
sabe por qué al final nos estremece
la vocación ímpar de los vencidos
el fracaso hace bien / es una alarma
nos enseña que somos vulnerables
y con esa tutela nos da fuerzas
para volver de nuevo a la victoria
Imagen: The Puertas (Three Doors)
1998, oil, 59"x71" by Isabel Brown
www.sjsu.edu
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Feitiços e fantasmas
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Não é possível...

Não é possível existir naquilo que eu não fui, naquilo que eu não vivi. Mas é possível crescer através daquilo que eu tentei, daquilo que eu senti e busquei... Não estamos aqui para tirar da vida tudo o que pudermos para nós mesmos, mas sim para tentarmos fazer a vida dos outros mais feliz.
Sir William Osler
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Almas abertas

Dia após dia janelas abertas deram passagem a
afeto e carinho que nasceu de almas em sintonia
sem convite nem procura –
vibrações inexplicáveis formando uma rede tertúlica.
Afeto e carinho pelo companheirismo instalado
amor transformou-se sem sentir.
Ao acordar um dia vimo-nos olho no olho
um no outro, conchas interligadas.
Embalados pela singularidade dos meandros
de um estar junto sem estar, ao murmurar do mar,
as noites tornaram-se estreladas e parceiras.
Vôos noturnos com asas abertas
salpicadas pelo brilho da lua e o cantar do mar
mantêm abertas as janelas da alma.
© Anne M. Moor – 09/02/2008
Imagem: Whistler - Annabel Lee
afeto e carinho que nasceu de almas em sintonia
sem convite nem procura –
vibrações inexplicáveis formando uma rede tertúlica.
Afeto e carinho pelo companheirismo instalado
amor transformou-se sem sentir.
Ao acordar um dia vimo-nos olho no olho
um no outro, conchas interligadas.
Embalados pela singularidade dos meandros
de um estar junto sem estar, ao murmurar do mar,
as noites tornaram-se estreladas e parceiras.
Vôos noturnos com asas abertas
salpicadas pelo brilho da lua e o cantar do mar
mantêm abertas as janelas da alma.
© Anne M. Moor – 09/02/2008
Imagem: Whistler - Annabel Lee
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Ingenuidade
Elegância e ternura
Saudades de tempos idos. Aprendi elegância e modernidade com ela. Um pedaço do meu eu. Afinal, essa foto foi tirada lá nos idos de 1940! Poderia ser hoje. Mãe do meu pai. A bengala era apenas instrumento de alpinismo. E olhem as luvas, que chique! E o chapéu brejeiro! Uruguaia da nata casou com meu avô – inglês – e viajar era algo que faziam muito.
© Anne M. Moor – 04/02/2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Consciência
Dedico este poema a um homem que amei muito e que perdeu a luta contra o vício...


A dor do vício é latejante e espraiadora,
varrendo personalidades, esperanças, ilusões, vidas,
amores, desestruturando famílias e redes sociais,
provocando torpor na sua passagem,
como um vendaval com vontade própria!
O vício tem formas difusas, mas certeiras!
Começa de mansinho, achegando-se despercebido.
Dança ao som da vontade irracional e
crava as garras na jugular do desafortunado,
Que não enxerga as conseqüências.
“Paro quando quero” é o tom dado, enquanto
vai-se a confiança, a auto-estima, os neurônios.
Instalam-se os achaques e as mazelas,
detonando com a saúde e o respeito próprio.
Na esteira descontrolada da degradação
tombam famílias inteiras ao som da
retirada silenciosa dos ‘amigos’...
Fica uma experiência de vida dolorosa
ao ver as pessoas amadas desmanchadas.
Tantas vidas ceifadas e machucadas pela bebida!
© Anne M. Moor – 04/02/2008
varrendo personalidades, esperanças, ilusões, vidas,
amores, desestruturando famílias e redes sociais,
provocando torpor na sua passagem,
como um vendaval com vontade própria!
O vício tem formas difusas, mas certeiras!
Começa de mansinho, achegando-se despercebido.
Dança ao som da vontade irracional e
crava as garras na jugular do desafortunado,
Que não enxerga as conseqüências.
“Paro quando quero” é o tom dado, enquanto
vai-se a confiança, a auto-estima, os neurônios.
Instalam-se os achaques e as mazelas,
detonando com a saúde e o respeito próprio.
Na esteira descontrolada da degradação
tombam famílias inteiras ao som da
retirada silenciosa dos ‘amigos’...
Fica uma experiência de vida dolorosa
ao ver as pessoas amadas desmanchadas.
Tantas vidas ceifadas e machucadas pela bebida!
© Anne M. Moor – 04/02/2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Ainda há esperança...
As vezes vem a nossa atenção algum fato que nos devolve a esperança nas pessoas e na vida...
“(...) Em Laranjeiras, Lucas Landau, que estava cobrindo os blocos, filmou com o celular o momento em que a banda parou em frente à casa de d. Elizabeth -- e o bloco inteiro, como faz sempre, cantou Carinhoso para ela. D. Elizabeth, uma senhorinha de cabelos brancos, apareceu na sua janela de segundo andar e foi muito aplaudida por todos.
Não sei quem ela é nem faço idéia de como ou quando começou essa tradição (socorro, César Tartaglia!), mas o pequeno vídeo despretensioso mostra que o carnaval que me empolga está vivo e bem, e que a nossa Muy Leal e Heróica, em que pesem seus pesares, conserva um bocado do antigo charme. (...)”
http://cora.blogspot.com/
Não sei quem ela é nem faço idéia de como ou quando começou essa tradição (socorro, César Tartaglia!), mas o pequeno vídeo despretensioso mostra que o carnaval que me empolga está vivo e bem, e que a nossa Muy Leal e Heróica, em que pesem seus pesares, conserva um bocado do antigo charme. (...)”
http://cora.blogspot.com/
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