segunda-feira, 30 de junho de 2008

Aprende-se...


Uma magnólia no Caminho das Pedras em Bento Gonçalves - RS

Aprende-se com o silêncio
a reparar nas coisas mais simples,
a valorizar o que é belo,
a ouvir o que faz algum sentido...

Aprende-se com o silêncio
a conhecer amigos em conhecidos novos,
a ouvir o coração alheio
a aconchegar-se no convívio...

Aprende-se com o silêncio
que as pessoas são únicas
que os momentos trazem pérolas
que viajar juntos descortina amizades...

© Anne M. Moor – 2008
Escrito na chegada da excursão a Bento - 29/06/2008

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Amigos

Enquanto eu passeio pela Serra Gaúcha tomando vinho fiquem com esta música de coração...

terça-feira, 24 de junho de 2008

domingo, 22 de junho de 2008

Imagens

Atrás das nuvens disfarçam-se segredos, sentimentos, alegrias. As imagens delinhadas no céu e na alma contam inúmeras histórias...


sexta-feira, 20 de junho de 2008

Felicidade

Geladinho nas costas
calorzinho na pança
escraxado no chão
entre amigos...
Aiiiiiiiiiii que bom!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Medo

Medo de amar
Medo de se deixar amar
Medo de se permitir ser feliz
Medo de viver!

Razões pipocam ao nosso redor
no querer entender o receio.
Receio do novo, do desconhecido,
do diferente, do gostoso...

Não tenhamos medo nem receio!
Não nos escondamos no medo!
Abramos os braços e vivamos!

Existe vida para ser explorada!
Existe felicidade para ser descortinada!
Existe amor para ser vivido!

© Anne M. Moor - 2008

sábado, 14 de junho de 2008

Feliz aniversário! (15/06/2008)



Há ... anos nascias num meio dia de inverno. Loirinho, bonitinho e o orgulho de todos nós. Nenê foste calmo, sempre sorridente. Dado, ficavas em qualquer lugar e com qualquer um. Isso foi bom e ruim - todos eram teus 'amigos'. Inocente e confiante. Irriquieto e amigo.

Menino foste arteiro e auto-didata, o que te levou a sempre saberes o que querias. Já nessa época eras bom negociante. Pequeno ainda negociaste um carrinho por um coelho vivo que eu achei pulando em tua cama ao chegar do trabalho! Maiorzinho, quando precisei, ajudaste-me a fazer dinheiro para nos manter em pé e pagar a tua escola. Independente sempre foste e quase me enlouqueceste em diversas ocasiões. Jamais deixaste de ir atrás daquilo que querias e daquilo que achavas certo. Empacotador de supermercado, frentista, garçon e barman foste entre 12 e 18 anos.

Homem te tornaste cedo por força das circunstâncias. Filho, meu braço direito e amigo nos últimos anos - sem ti teria sido difícil segurar a peteca. Irmão caçula, mas sempre pronto a ajudar, dar carinho e um braço forte. Filho e neto transformado em pai e amigo ao longo da doença de teus avôs - meu muito obrigada. Negociante continuas e me botaste nos trilhos ($$$$) de novo com amor, paciência e competência. Filho e amigo, cúmplice da minha vida e dos meus amores. Nossa relação sempre recheado de muito respeito, amor e compartilhamento, entendido por poucos. Aventureiro, muitas coisas eu nunca soube, mas outras acompanhei... Bicicleta, skate, motos, windsurf, surf, jeep, barcos...

Agora, construindo a TUA família com muito amor. Marido és e, como sempre, com muito amor e carinho. E um sorriso contagiante...


FELIZ ANIVERSÁRIO meu querido - te amo!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Reflexões


Outra noite ao sentar embebida pelo fogo da lareira fiquei a pensar o que teria sido na minha caminhada que me fez gostar tanto de ler e escrever e, especialmente, a minha paixão pela poesia. Passou em frente aos meus olhos uma menininha enrolado no sofá com um livro na mão, lendo sem prestar a mínima atenção ao que tinha ao seu redor, e a figura dos meus pais sempre com livro na mão.

Meu espírito aventureiro provavelmente vem, entre outras coisas, do tipo de leitura que sempre fiz. Criei-me lendo basicamente três tipos de livros: as aventuras de um grupo de cinco crianças – The Famous Five, as aventuras de outro grupo de sete crianças – The Secrect Seven – e livros sobre enfermeiras e hospitais. Enid Blyton, autora desses livros, foi uma constante na minha vida dos cinco aos doze anos de idade.

Porém, antes disso, fomos alimentadas, minha irmã e eu, por histórias contadas pelos nossos pais e avós e poemas de Robert Louis Stevenson, Hans Christian Anderson, Beatrix Potter entre outros. Lembro-me de sentar aos pés de minha avó aprendendo a recitar poesia com ela.

Não sei bem com que idade passei de autores infantis para adultos, mas aos doze anos fui apresentada ao Shakespeare, o qual estudávamos no colégio. Analisávamos a obra, memorizávamos trechos e fazíamos teatro. Na escola havia um gramado redondo com um chafariz no meio que era onde encenávamos as peças ao final do ano. Ao ar livre abaixo das estrelas e da lua e as pessoas sentadas em volta do “palco”.

Adulta, continuei lendo autores como J. Grisham, Alistair MacLean, Ngaio Marsh, Robert Ludlum, C.S. Forrester, além de James Herriot e Gerald Durrell. Sempre li em inglês. Comecei a ler em português com 36 anos quando entrei na faculdade e diversifiquei minhas leituras. Mas ainda gosto de ficar enrolado no sofá, que nem aquela menininha, e ler uma boa aventura.

© Anne M. Moor - 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

Janelas...


Foram-se fechando as portas
uma a uma e a escuridão
apossou-se de mim com garra.

Sonâmbula andei por intuição
num andar sem rumo pensado
guiando os outros pela mão.

Sem sentir, janelas começaram
a se abrir uma a uma, mostrando-me
o caminho e inundando-me de esperança.

Vida se me mostrou em ótica nova
olhei-me de fora como se não
fosse eu. E a vida recomeçou...

© Anne M. Moor - 2008
Foto: Vista da janela do meu quarto. Prédio velho abandonado.

domingo, 8 de junho de 2008

Magia


Ao ver o crepitar do fogo
em uma noite frio, a lareira
faz-se cúmplice. Tocos empilhados,
brasas fulgurantes a acender memórias
e amores. Olhos a fitar por entre
as chamas, invocam um pipocar
de vontades e desejos.
O fogo é hipnotizante.
O calor espraia sensações.
A cor atrai o olhar.

© Anne M. Moor – 2008
Imagem: Foto da lareira da minha casa.

sábado, 7 de junho de 2008

Encontros e reencontros


Derek e eu na Praça dos doces na FENADOCE.
A fachada das docerias são réplicas da arquitetura antiga da cidade e a volta do Mercado Central.

O último mês tem sido de reencontros com os filhos. Cada encontro é um reencontro. Primeiro fui eu e o reencontro foi não só com os filhos, mas com os amigos da aldéia. Sensação de aconchego como a noite. A cada reencontro descobre-se mais sobre o passado, sobre o presente e, principalmente, sobre as pessoas. Lindo e Lindos! Depois, em casa, vieram. Uma já foi asas abertas à vida nova. Outros dois aqui. Uma outra ligada a nós por internet. Ontem de noite, com mais aconchego, fomos à FENADOCE. Quem aceitou o convite foi o Derek que aqui está para conhecer algo que é de sua cidade natal, mas que não conhecia. Fotos seguem para dar água na boca. Esta feira, a segunda maior do estado, sempre promove encontros e reencontros e não foi diferente ontem de noite. Todos nós abraçamos pessoas que a muito não víamos. Mas, egoisticamente, o melhor, pra mim, foi o aconchego dos meus filhos. Faltaram as meninas fisicamente, mas estiveram juntas em almas. Quem sabe vejo vocês por aqui um dia...


Alguns do milhares de doces à venda...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Paz e solidão


Passa o dia sem sentir.
Tarefas ocupam o viver.
Sonhos ficam no limbo.

Chega a noite de uma só vez
trazendo o aconchego
do escuro. Lua a aparecer.

Surgem momentos e vontades
no andar do dia e a chegada

da noite! Paz e solidão!

Paradoxos do viver.
Controvérsias do sonhar.
Contradições do ser.

by Anne M. Moor - 2008
Imagem: M&I Garmash, acessado no Google Images às 18:27 do dia 04/06/2008

domingo, 1 de junho de 2008