terça-feira, 29 de julho de 2008

O gongo

Uma das coisas que fiz na terra natal foi visitar meu tio, irmão de minha mãe, que vive lá. Conversamos... O acompanhamos e em uma das visitas, olhando ao meu redor, dei de cara com o gongo. O gongo que era de minha avó e que ficou pra ele. Memórias inundaram minha mente. Imagens de crianças correndo pela casa. Cada vez que passávamos no gongo, pegávamos o ‘martelo’ e batíamos com força! E, claro, saíamos correndo. Risadas muitas. Barulho de pezinhos se atropelando na inocência de achar que a avô não sabia o que fazíamos.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Juventude

Há 3 sinais de velhice.
A primeira é a perda de memória. As outras 2 não lembro.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sentires...

Sinto um tremular no peito
Sinto um vazio na alma
Sinto uma vontade de ti
Sinto saudades de nós
Sinto um trepidar no dia-a-dia
Sinto que algo me falta!

by Anne M. Moor

terça-feira, 22 de julho de 2008

Lembranças...


Toda vez que venho a Montevidéu revivo minha infância! Hoje revivo um dia gélido, chuvoso tocado a um vento cortante, bem ao estilo daqui. Eu ía passear, mas irei pra casa (de minha prima), acenderei a lareira e lá ficarei... :-)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sol e Lua

Esta postagem é em honra da Raquel. Sentada na sala da ap novo da Jennifer ontem à tardinha e olhando pelas janelas diversas, apareceu:



Pensamentos mesclados com o ir e vir do
dia e da noite, da luz e da sombra, da cor e
do brilho. De um lado o pôr do sol em tons de rosa,
do outro a lua a se mostrar num céu claro ainda.
Tamanha beleza ao findar do dia, faz brilhar os olhos
e o coração - o céu de Porto Alegre é mágico...
O pôr do sol fascinante!

© Anne M. Moor

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Mais uma mudança...


Aqui estou. Calor - verão fora de época - caixas, muito papel, bagunça, pó - mais uma mudança. Compraram um ap novo. Lindo! Aconchegante! Bom astral! "Mãe, estás convocada pra ajudar." Cá estou! O grosso já foi - sobrevivemos. Cara de lar mais uma vez. Quilos de papel já foram. Caixas desmanteladas. Roupeiros arrumados. Papos ficando em dia... em meio ao trabalho árduo. Internet, TV a cabo e telefone instalados. Filha e mãe, cada uma atirada num sofá, cansadas mas felizes. Tomando chimarrão - alguém quer? Gata menos estressada, tadinha. Genro de furadeira em punho! E começa tudo de novo...

by Anne M. Moor

quarta-feira, 9 de julho de 2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

Descobertas

Nos anos 80 em Rio Grande, uma amiga e eu abrimos uma creche para auxiliar as mulheres que trabalham e não têm com quem deixar os filhos pequenos. Ela tomava conta do lado administrativo, enquanto eu do pedagógico. Além disso, no turno da tarde, eu cuidava dos nenês pequenos, entre 3 meses e um ano. Sempre amei crianças.

Foi um período mágico. Cinco pessoazinhas sob meus cuidados. Ficava sentada no chão junto com eles em uma peça grande e arejada, com um colchonete cobrindo mais da metade do espaço. Era ali que ficavam os nenês. E eu. Colo, carinho, mamadeira, papinha, fralda. Mas o mais formidável – presenciei a primeira vez que cada um viu a mão, o pezinho, a primeira vez que se viraram debruço sozinhos, a primeira gargalhada e conseqüente olhar de surpresa... Cada descoberta no desenrolar de suas vidinhas. Quando temos nossos próprios filhos, não temos tempo de ficar horas sentadas olhando pra eles sem fazer outra coisa, e com isso perdemos muitos momentos especiais na vida deles. Recuperei esse tempo com os filhos dos outros.

Certa vez, Leandro, um bebezão de 10 meses, estava engatinhando pela sala e se levantou apoiado num balanço perto da Débora, uma meninha miudinha de cabelinhos encaracolados. Eu a observar, quieta... De repente, Leandro soltou-se do balanço e ficou parado sozinho. Ao se dar conta que estava em pé sozinho, agarrou-se na primeira coisa que estava à mão – os cabelos da Débora! Obviamente ela gritou. O olhar de surpresa do Leandro foi genial. Ele olhou para baixo e repentinamente surgiu um sorriso no rosto de orelha a orelha e ele puxou os cabelos dela novamente e ela gritou novamente! Descoberta – “se eu puxar os cabelos dela, ela grita.” – tadinha da Débora. Em seguida, tirei o ‘bandido’ de perto e peguei a Débora no colo. Esse episódio e outros tantos fizeram daquele ano um ano revelador!

© Anne M. Moor

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Silêncios

Silêncio e introspecção
parecem pairar no ar.

A aldeia bloguenígena
instaurou a vírgula...
ou seria o ponto e vírgula?

Os 'cafés' borbulham na espera
da volta, para um saboreio gostoso.

© Anne M. Moor - 2008

sábado, 5 de julho de 2008

Vida


Sentidos sem cessar aguçados
continuam a prevalecer.

Será uma quimera ou
um devaneio do coração?

Tantos momentos intensos
Tantas vontades devastadoras!

Tanta vida desperdiçada
por preceitos sem sentido...

Tanta dor causada
por uma sociedade medieval!

As memórias perdurarão sempre.
As vontades eternamente...

A esperança ...
tem lá suas vontades!

© Anne M. Moor - 2008
Imagem acessado de Google Images às 17.45 do dia 05/07/08

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Doce Vida...

Diz-se que a vida é doce. De onde será que veio esse clichê? Não sei. Nem me interessa muito. Adoro vida e adoro doce. No passeio que fizemos à Serra Gaúcha vi muita coisa que não conhecia. A Casa da Ovelha, a Casa da Erva Mate (interessantíssima), restaurantes tipicamente italianos, as diversas vinícolas – degustação livre... Nunca é tarde para aprender. A turma, quase toda de tenistas veteranos e amigos, promoveu uma farra contínua nos 3 dias. Mas uma coisa incrível que nos chamou a atenção foi o tamanho do ‘doce’. Vejam e não babem...

by Anne M. Moor - 2008
Foto: Pé de Moleque (tirado com meu telefone)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sem Título I



Persigo sem descanso
um horizonte estranho
alheio a tudo o que já fui ou sou
Sei que os meus passos seguem um desenho
que não alcanço
mas que algo em mim já viu ou já sonhou
Desconheço a razão de cada avanço
Só sei que tenho de ir por onde vou…

by Ana Vidal
anavidal@netcabo.pt
Foto tirada do ônibus de um riacho à beira do Caminho da Pedra em
Bento Gonçalves - RS.