sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Reencontrando amigos de infância

Algunos no veo hace 50 años. Otros 8 años. Estubimos en el colegio juntos, cuando chicos. Ellos siguieron hasta el final del secundario. Yo me vine al Brasil con 10 años. Nuestros caminos se separaron. 50 años despues alguien se acordó de mi. Me buscaron en la web y semana que viene estaré junto con ellos en el encuentro anual de la clase en Punta del Este. Fantastico! Estoy nerviosa. Sí, yo nerviosa! Al mismo tiempo estoy en contaje regresiva ansiosa para encontrarlos, and sort them all out!!!!!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Lágrimas

lágrimas da natureza
formando trilhas interrompidas

pingos salpicam o momento
desenhando imagens vagas

água, fonte de uma vida
cheia de turbilhões...

© Anne M. Moor

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Quero


os quero-queros que cantam
nos campos dos pampas em coro uníssono
dizem o que sinto neste momento

© Anne M. Moor

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Viver


Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforescentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar... Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar...
e voar...
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer!

Mário Quintana
Imagem: "Pássaro Azul" de António Tapadinhas

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Impossibilidades


difícil é sentir as possibilidades
esvaindo-se contra a vontade
tal qual areia fina por entre os dedos...


© Anne M. Moor – 22/02/2008
Figura: http://www.istockphoto.com/

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Esteio de uma vida


Minha primeira paixão na vida. Um homem com quem me comuniquei quase sempre por silêncios companheiros, compreensivos e solidários. Falava com os olhos. Sempre presente quando precisei. Foi quem me ensinou a ter paciência. Quem me estendeu a mão sempre. Quem me ensinou a viver pelo exemplo!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Vento


vento que te quero
varredor de teias
da minha vida!

vento que te quero
dedilhando meu cabelo
em rajadas intensas!

vento que te quero
escancarando meus olhos
para fitar longe!

vento que te quero
companheiro, parceiro
de horas de mim!

© Anne M. Moor - 18/02/2008
Foto: BMW GS Adventure do Derek Moor Wagner

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Noites loucas!

Noites Loucas — Noites Loucas!
Estivesse eu contigo
Noites Loucas seriam
Nosso luxuoso abrigo!

Para Coração em porto —
Ventos — são coisas fúteis —
Bússolas — dispensáveis —
Portulanos — inúteis!

Navegando em pleno Éden —
Ah, o Mar!
Quem dera — esta Noite — em Ti
Ancorar!

by Emily Dickinson
Tradução: Paulo Henriques Britto

Somos...

Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.
Eduardo Galeano

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Mario Benedetti


Fracaso

Fracasar es también una señal
que es casi una advertencia / por ejemplo
que teníamos algo para dar
tal vez para perderlo en una noche

los insomnios se quedan tan vacíos
como un cielo sín fin / y sín embargo
puede el fracaso abrirnos una puerta
una ventana o quizás una mano

que nos sirva de ayuda inesperada
fracasar es haber triunfado antes
y eso suele dejar un buen sabor /
al destino le consta y es astuto

sabe por qué no nos sobreponemos
a derrotas que estaban anunciadas
sabe por qué al final nos estremece
la vocación ímpar de los vencidos

el fracaso hace bien / es una alarma
nos enseña que somos vulnerables
y con esa tutela nos da fuerzas
para volver de nuevo a la victoria

Imagen: The Puertas (Three Doors)
1998, oil, 59"x71" by Isabel Brown
www.sjsu.edu

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Feitiços e fantasmas

o vento enverga
os galhos,
mas espanta os feitiços!




o lodo esconde
os iscos,
mas dá vazão aos fantasmas!




by Anne M. Moor - 12/02/2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Não é possível...



Não é possível existir naquilo que eu não fui, naquilo que eu não vivi. Mas é possível crescer através daquilo que eu tentei, daquilo que eu senti e busquei... Não estamos aqui para tirar da vida tudo o que pudermos para nós mesmos, mas sim para tentarmos fazer a vida dos outros mais feliz.

Sir William Osler

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Almas abertas



Dia após dia janelas abertas deram passagem a
afeto e carinho que nasceu de almas em sintonia
sem convite nem procura –
vibrações inexplicáveis formando uma rede tertúlica.

Afeto e carinho pelo companheirismo instalado
amor transformou-se sem sentir.
Ao acordar um dia vimo-nos olho no olho
um no outro, conchas interligadas.

Embalados pela singularidade dos meandros
de um estar junto sem estar, ao murmurar do mar,
as noites tornaram-se estreladas e parceiras.

Vôos noturnos com asas abertas
salpicadas pelo brilho da lua e o cantar do mar
mantêm abertas as janelas da alma.

© Anne M. Moor – 09/02/2008
Imagem: Whistler - Annabel Lee

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ingenuidade


ingenuidade
pura e fora de época
surge de um exercício
de retrospectiva e leitura...

triste figura aparece:
raiva de mim
vergonha do deixar levar
dó de fazer sofrer...

solidão preme o botão da vida
sofrimento gratuito
de um momento
provocado por ingenuidade...

© Anne M. Moor – 15/11/2007

Elegância e ternura

avó sempre elegante
olhem a pose
nos Alpes Suíços!

Saudades de tempos idos. Aprendi elegância e modernidade com ela. Um pedaço do meu eu. Afinal, essa foto foi tirada lá nos idos de 1940! Poderia ser hoje. Mãe do meu pai. A bengala era apenas instrumento de alpinismo. E olhem as luvas, que chique! E o chapéu brejeiro! Uruguaia da nata casou com meu avô – inglês – e viajar era algo que faziam muito.

© Anne M. Moor – 04/02/2008

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Consciência

Dedico este poema a um homem que amei muito e que perdeu a luta contra o vício...



A dor do vício é latejante e espraiadora,
varrendo personalidades, esperanças, ilusões, vidas,
amores, desestruturando famílias e redes sociais,
provocando torpor na sua passagem,
como um vendaval com vontade própria!

O vício tem formas difusas, mas certeiras!
Começa de mansinho, achegando-se despercebido.
Dança ao som da vontade irracional e
crava as garras na jugular do desafortunado,
Que não enxerga as conseqüências.

“Paro quando quero” é o tom dado, enquanto
vai-se a confiança, a auto-estima, os neurônios.
Instalam-se os achaques e as mazelas,
detonando com a saúde e o respeito próprio.

Na esteira descontrolada da degradação
tombam famílias inteiras ao som da
retirada silenciosa dos ‘amigos’...

Fica uma experiência de vida dolorosa
ao ver as pessoas amadas desmanchadas.

Tantas vidas ceifadas e machucadas pela bebida!

© Anne M. Moor – 04/02/2008

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Ainda há esperança...

As vezes vem a nossa atenção algum fato que nos devolve a esperança nas pessoas e na vida...

“(...) Em Laranjeiras, Lucas Landau, que estava cobrindo os blocos, filmou com o celular o momento em que a banda parou em frente à casa de d. Elizabeth -- e o bloco inteiro, como faz sempre, cantou Carinhoso para ela. D. Elizabeth, uma senhorinha de cabelos brancos, apareceu na sua janela de segundo andar e foi muito aplaudida por todos.

Não sei quem ela é nem faço idéia de como ou quando começou essa tradição (socorro, César Tartaglia!), mas o pequeno vídeo despretensioso mostra que o carnaval que me empolga está vivo e bem, e que a nossa Muy Leal e Heróica, em que pesem seus pesares, conserva um bocado do antigo charme. (...)”

http://cora.blogspot.com/