quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Novo Ano


Fecha-se uma porta ao cerrar
de um ano que me foi prazeroso –
paz...

Amor redescoberto, viagens a lugares no velho mundo.
Memórias - amigos renovados e aconchego no (re)conhecer –
magia...

Sentimentos inquietos reconstruídos e
revigorados, outros entendidos –
amor...

Pela janela do novo espia-se com afã
esperança, renovação e paz conturbada –
vida...

© Anne M. Moor - 2008

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Outras Artes


Missão cumprida! Há dez anos em plena atividade acadêmica e administrativa resolvi fazer uma colcha para Jennifer (minha filha). E comecei. Mas o trabalho me fazia parar a toda hora com a empreitada. Um dia, alguns anos mais tarde, Jennifer disse: "Mãe, a minha colcha vai ficar pronta para meus 50 anos de casada!!"

Aqui está a colcha feita com muito amor. Comecei com restos de lã, mas logo precisei sair e comprar mais e mais e mais. São 442 quadrados feitos de crochê, uma a uma, todos com o miolo preto e depois juntados com lã preta. As cores foram se compondo alheatoriamente e sendo combinadas por mim. A minha experiência com tricô, que comecei a fazer com 8 anos, e crochê, que comecei na adolescência, ensinou-me a usar de minha intuição artística para combinar as cores.

Modéstia a parte, a colcha ficou linda. Como um bom observador pode notar, há 20 quadrados para serem juntados ao todo com preto. Dentro de uma semana estará totalmente pronta. É que nos próximos dias tenho que terminar um blusão de lã que estou tricotando para a outra filhota, que viaja para Holanda dia 31.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Estrelas que brilham



Ser feliz não é um sonho
é uma decisão.



Que neste Natal vocês, meus amigos, que dividiram comigo sonhos, delírios, histórias e vida ao longo de 2008, sintam paz, amor e muita vontade de continuar maquinando nesta vida inconstante, inesperada e gostosa por todos os dias de 2009. Que nós tomemos a decisão de sermos felizes.


Abraços apertados e beijos festeiros :-)


domingo, 21 de dezembro de 2008

The Impossible Dream

The Impossible Dream (The Quest)
From the Broadway musical "Man Of La Mancha"(Listen to Richard Kiley sing this!
http://www.youtube.com/watch?v=MCL4cA7hhPo

To dream the impossible dream
To fight the unbeatable foe
To bear with unbearable sorrow
To run where the brave dare not go.

To right the unrightable wrong
To be better far than you are
To try when your arms are too weary
To reach the unreachable star

This is my quest, to follow that star,
No matter how hopeless, no matter how far
To be willing to give when there's no more to give
To be willing to die so that honor and justice may live

And I know if I'll only be true to this glorious quest
That my heart will lie peaceful and calm when I'm laid to my rest

And the world will be better for this
That one man scorned and covered with scars
Still strove with his last ounce of courage
To reach the unreachable star.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Caminhos

Uma homenagem à turma de formandos, meus afilhados, do Curso de Letras da UFPel de 2008. O convite para ser paraninfa desta turma foi, para mim, uma coroação emocionante de uma longa carreira. Uma turma sensacional!
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Ao fazer escolhas na vida, tantas coisas influenciam
os caminhos a serem tomados - tortuosos ou não;
sonhos de infância, desejos de adolescência, exemplos
que intensamente habitam nossas vidas.

Passa o tempo em um vai e vem inconstante de anseios,
nem sempre muito nítidos, nem objetivos, mas todavia
interesses múltiplos que povoam nosso dia-a-dia com
uma insistência por vezes até irritante, um teimar persistente.

Não foi em vão. A colheita surge no final de uma caminhada
e no início de uma vida amadurecida. Viagens, Mestrados,
empregos – coroa de louros por anos de um laborar árduo.

Professores, pesquisadores, leitores e escritores de uma
vida descoberta no interior de cada um, abrindo espaços
e caminhos de um expressar humano na lida com o outro.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Imaginação fértil



A profundidade das portas e dos arcos

que nos levam em viagens longas

por caminhos iniciados em sonhos,

provocam a imaginação a buscar

momentos de puro prazer...


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Minha tia - um exemplo de vida!


A. Renee - tia, exemplo de vida e pintora

Ter estado contigo - Auntie Renee - no dia dos teus 90 anos foi tão surpreendente pra mim quanto foi pra ti.
Minhas memória de ti vão longe. Quando criança eu me lembro de ti severa e séria, mas eu não era flor que se cheirasse! Lembras a vez que bati na cabeça do John (meu primo):!! Mas ainda criança eu posso me lembrar de ficar em tua casa e os cheiros deliciosos de teu cozinhar divino, de brincar no jardim, do cachorro, do papagaio...

Quando adolescente, já morando no Brasil, e somente te vendo nas férias, lembro-me do papear gostoso e das risadas entre todos nós. E a maneira que eu e o resto de nós - sobrinhas e sobrinhos - crescíamos e ficávamos mais velhos, te temos como exemplo de vida e de viver no presente. Viver a vida com prazer é o que nos ensinaste e nos ensinas. Obrigada!

Ter estado na Inglaterra contigo em Setembro nos teus 90 anos deu-me um prazer profundo, não só por estar lá, mas de alguma maneira representar a mãe e a Elizabeth, que teriam gostado de estar lá, assim como me transportar para os 90 anos da avó (tua mãe) em Montevidéu, onde estivemos todos juntos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Hino à vida

Tive hoje uma sugestão de mudança de título de um grande amigo. Acatei. :-)
Beijos a todos
Anne


Vida é uma condição de extrema inconstância. Vai e vem, pulsa,
peregrina em frente e pára repentinamente a patinar – recua,
empaca mais uma vez. Recomeça ao seguir uma luz a brilhar.
O mais delicioso da vida é essa instabilidade positiva e permanente.

Talvez a pitada de aventura e eventos novos me atraem – desde criança.
Essa mesma volubilidade que carrega a negatividade da palavra é
a que também leva a momentos de incertezas, infelicidades,
e, por que não – desespero! Mas isso é vida!

Só nos descortinamos através dessa areia movediça. Patinamos, caímos,
levantamos cada vez mais fortes. Sacudimos as teias que se grudam
com teimosia à alma e alçamos vôo ao desconhecido.

No vôo livre, asas abertas, vento provocando um rufar estrondoso ao
desordenar cabelos e desacomodar apotegmas em um caminho
refrescante à liberdade, ao amor e à vida!

©Anne M. Moor
Imagem: Luminous Wind by Jonathon Earl Bowser

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Saudades

Eu fui relegada a segundo plano desde minha viagem à Europa! Agora quando o Richard sai, a Serafina deita em cima da roupa dele que ele deixa na cama!!!! Tipo: "Já que não estás aqui fico com teu cheirinho que deixas na roupa!"