quinta-feira, 30 de abril de 2009

Luz

Quando o António apresentou a obra disse "que os modelos são banhados por uma luz forte, com cores vivas e quentes, que, se em alguns casos, quase os ocultam, serve sempre para evidenciar a sua beleza e sensualidade. E continuo a pensar assim, porque a pintura deve fazer-nos sonhar com um mundo melhor, mais harmonioso, mais sedutor." Provocada por comentário do rm no post anterior e inspirada na pintura divina de António apresento 'Luz' acompanhada de 'Afrodite':

A luz que alumia a vida
alucina identidades
acena caminhos
brilha!

A luz que flutua nas mãos
espalha raios
treme na ofuscação
cintila!

A luz que emana d’alma
deslumbra o sentir
canta corações
chameja!

© Anne M. Moor
Afrodite, feiticeira do amor de António Tapadinhas
Óleo sobre tela 120X120cm

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Buscamos...

Ontem faleceu a grande poeta Uruguaia Idea Vilariño com 88 anos. Uma palhinha de sua obra bela!


Buscamos cada noche
con esfuerzo
entre tierras pesadas y asfixiantes
ese liviano pájaro de luz
que arde y se nos escapa
en un gemido.

by Idea Vilariño

terça-feira, 28 de abril de 2009

Quem me dera...

Hoje recebi este poema de um amigo e quis compartilhar com você...




Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando...

Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira...

Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo…

Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...

Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena…

Alberto Caeiro

domingo, 26 de abril de 2009

Sou quem sou...

Avô materno

Sou quem sou! Minha caminhada uma mistura de culturas e nacionalidades. Meu avô materno, escocês, veio para Montevidéu já adulto e radicou-se ali.

Embora tremendamente rígido com todos nós, ele sabia brincar e o que mais encantava os netos era o fato de que ele mexia com as orelhas!!! Figura alta, imponente mas com um sorriso terno que alcançava os olhos.

Grande leitor, nos deu o exemplo. Tive sorte que os meus 2 avôs eram grandes leitores. Tenho livros deles hoje em minhas prateleiras. Livros com os quais cresci e me criei.

Meu avô paterno, grande leitor e amante incondicional da música, tocava piano e tinha prateleira imensas de livros, os quais nunca nos foi negado pegar na mão folear e ler. Adorava viajar e os Alpes Suiços eram seu lugar preferido (vide foto).

Sou quem sou por causa dessa caminhada!


Avô e Avó paternos

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sem título



O frio úmido do dia me deixa feliz.
Meu mundo está fragmentado.
Músicas peculiares percorrem minha cabeça.

Merda de ânimo que me falta.
Risos sem risos, sem graça, dissolvem meu ar.

Te penso e decoro tuas frases
teu ar de sensatez (misto de infância)
teu quente corpo quente.

Certeza (vontade) de estar juntos
comendo as frutas que o tempo amadureceu.

by Marcos Villela Pereira
Imagem: Van Gogh, "Siesta"

terça-feira, 21 de abril de 2009

Alamedas


A melodia da vida embala o andar
Sentimentos brincam entre si
E com meu coração!

Tantas vezes deparei-me com
Os dois caminhos do Frost
Uma forquilha a me provocar!

Tomava o que tapado de verde
Chamava-me pela beleza e aroma
Virava as costas ao outro!

Aprendi a ver o outro com olhos
apaixonados da alma e da experiência
Cansei do igual, do ‘seguro’, escolhi

O diferente. Sem arrependimentos!

©Anne M. Moor

segunda-feira, 20 de abril de 2009

domingo, 19 de abril de 2009

Minh'alma


Minh’alma clama por constância
no despertar de horizontes embebidos
em tentações, acenos, e loucuras.

Dançar emoções entrelaçadas
ao compasso de músicas etéreas
num brotar de memórias insistentes.

Corpos e mentes em harmonia.
Passos irrequietos movimentam almas
em persistente busca do desconhecido.

© Anne M. Moor

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Limites


Limites.
Existem? Quais?
Liberar-se de correntes impostas
pela sociedade, família ou por nós mesmos;
vontades novas e surpreendentes ligadas a limites
impostas ou não. Quando sabemos que às ultrapassamos?
Há como saber? Há como medir? Há como admitir?
Alguns diriam que sim, claro, óbvio. Outros
nem saberão o significado por detrás
das buscas, das dúvidas
dos medos...

© Anne M. Moor - 2008

terça-feira, 14 de abril de 2009

Janelas

Ainda no mesmo tema de um eterno recomeçar... Um republicar...




Foram-se fechando as portas
uma a uma e a escuridão
apossou-se de mim com garra.

Sonâmbula andei por intuição
num andar sem rumo pensado
guiando os outros pela mão.

Sem sentir, janelas começaram
a se abrir uma a uma, mostrando-me
o caminho e inundando-me de esperança.

Vida se me mostrou em ótica nova
olhei-me de fora como se não
fosse eu. E a vida recomeçou...

© Anne M. Moor
Imagem: 'Azenhas do mar' de um artista fenomenal Antônio Tapadinhas

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Recomeço

Recomeço brota de frustrações encaradas.
Recomeço emerge de momentos sentidos.
Recomeço pisca pr’almas cansadas
e acaricia vidas entediadas!

Olhe para dentro de si.
Olhe ao seu redor, olhe longe
com olhos de mirar.

Crave os olhos
no nascer de um desejo!

Surgirá a esperança!
Renascerá a possibilidade!
Restaurar-se-á a vida!



© Anne M. Moor

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Crepúsculos que falam

O amanhecer dos sentimentos são como o crepúsculo dos sonhos.

A sinuosidade dos ramos perdidos na areia delineiam

formas que ativam a imaginação. Olha-se pelos

ovais criados e vê-se a luz rosa da luminosidade

do sol que surge. Do dia que recomeça.

De amores e desejos que emergem

de palavras e entrelinhas, com

uma força descomunal a

povoar mentes e corpos.

© Anne M. Moor
Imagem: "Driftwood in the Twilight"
Tirado da internet.


quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ciúmes

Ciúme! Que sentimento é esse?
Celos - Projeto Gotan

Tão melhor paz nas relações... Será possível?

Queremos paz -Projeto Gotan

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sintonia de almas


Ouvir-te é sentir o quanto te conheço
o quanto o amor nos embala em
noites e noites de carinho,
de desejo, de paixão, de amor.

Noites que são intimamente nossas
há tanto tempo, momentos ganhos.

Noites que trazem o murmurar do mar
e o entrelaçar de corações entregues.

Sintonia construída pelo palpitar
de descobertas e vontades.

© Anne M. Moor