Será que se pode dizer que sabemos o que queremos? Ora uma coisa, ora outra... Nesse vai e vem de vida pululante sei que quero estar junto. Sei que dividir momentos é sublime. Sei que a vida é um momento atrás do outro – alguns bons, outros nem tanto. Sei que estar junto não necessariamente é estar colado fisicamente. É muito mais que isso. É saber o que sentes pelo modo que pintas as palavras e que desenhas os anseios. É saber o que queres pelos dardos de significado que emanam de olhos profundos e carinhosos. É saber teu desejo pelos gestos do corpo. É aprender a explorar todos os sentidos. É companhia, ora silenciosa, ora tão cheia de som. É saber ficar junto em silêncio em uma concha criada de carinho.Sei que o século novo trouxe relações com formas misteriosas e diferentes. Sei das dúvidas e dos medos que isso causa. Sei que, por ser distinto, lidamos com o espanto dos descrentes. Sei que é possível estar junto não estando. Sei que se pode sentir sem tocar. Sei que se pode tocar sem sentir. Sei que o envolver em redes de carinho e amor é o cerne da vida, seja como aprendemos até aqui, seja como descobrimos através de ondas virtuais que tornam reais o sentir. Sei. Sei que as empatias destapadas pelas palavras, pela poesia da vida, pelo desenvolvimento dos sentidos abrem janelas para uma vida intensa.
Sei que, se deixarmos, o amor guia nossos caminhos por estradas nunca antes trilhados.
© Anne M. Moor - 2009











