quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sei ...

Será que se pode dizer que sabemos o que queremos? Ora uma coisa, ora outra... Nesse vai e vem de vida pululante sei que quero estar junto. Sei que dividir momentos é sublime. Sei que a vida é um momento atrás do outro – alguns bons, outros nem tanto. Sei que estar junto não necessariamente é estar colado fisicamente. É muito mais que isso. É saber o que sentes pelo modo que pintas as palavras e que desenhas os anseios. É saber o que queres pelos dardos de significado que emanam de olhos profundos e carinhosos. É saber teu desejo pelos gestos do corpo. É aprender a explorar todos os sentidos. É companhia, ora silenciosa, ora tão cheia de som. É saber ficar junto em silêncio em uma concha criada de carinho.

Sei que o século novo trouxe relações com formas misteriosas e diferentes. Sei das dúvidas e dos medos que isso causa. Sei que, por ser distinto, lidamos com o espanto dos descrentes. Sei que é possível estar junto não estando. Sei que se pode sentir sem tocar. Sei que se pode tocar sem sentir. Sei que o envolver em redes de carinho e amor é o cerne da vida, seja como aprendemos até aqui, seja como descobrimos através de ondas virtuais que tornam reais o sentir. Sei. Sei que as empatias destapadas pelas palavras, pela poesia da vida, pelo desenvolvimento dos sentidos abrem janelas para uma vida intensa.

Sei que, se deixarmos, o amor guia nossos caminhos por estradas nunca antes trilhados.

© Anne M. Moor - 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Tea Cosy

Esta foto mostra um "tea cosy" bordado pela minha mãe. O que é isso? É uma capa acolchoada para pôr por cima de bules para manter o chá quente. Dou-me conta agora que isso não é algo da cultura brasileira, mas sim da inglesa na qual cresci. Os ingleses costumavam, e alguns ainda costumam, fazer chá em bule pois uma xícara de chá não é o suficiente. Para que o momento de tomar chá seja agradável até o fim era necessário que o bule pudesse manter-se quente. É uma peça obrigatória em um lar em que se toma chá!

Este 'Tea Cosy' foi feito pela minha avó materna em tricô - reparem os detalhes. A janela aberta como convite a um bom chá quentinho...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Churrasco de chão!

Missão cumprida! Ver os filhos graduados e encaminhados na vida é o maior prazer de uma mãe! Hoje festejamos mais uma formatura com amigos e familiares.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pedra no caminho...


Eram 18.45. Eu estava assistindo um filme na TV. Sensação de fome, de vontade de comer, de sentir a consistência da comida. Passaram-se 15 minutos. A fome continua. O delírio começa. Vontade de comer um bauru que foi deixado na geladeira. O cheiro de pizza insinua-se. Aquela sensação de que se eu não comer agora nunca mais vai ter bauru nem pizza começa a apontar. Deixa de ser ridícula!

Resolvo levantar. Parei de ver o filme. Perdi o fim. Larguei o tricô. Vim para o computador para escrever o que estou sentindo, na esperança de entender essa paranóia... Sigo sem entender, mas escrever o que sinto ajuda-me a ser racional e manter os pés no chão e o horário de comer na hora estipulada. Por incrível que pareça, preciso manter horários fixos para comer, para não destrilhar e comer de hora em hora.

Emagreci 22 quilos em 2 anos. Não vou voltar ao formato anterior!

Não como agora. A sensação de fome continua, mas estou, mais uma vez, em controle de minha vontade!

Doença? Paranóia? O diabo rondando? Nunca vou saber...

© Anne M. Moor – 2009
Imagem: Painting-Lose Control No. 0040
www.bauguessart.com

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Esperança


Ao perambular por faíscas no breu do pensamento,

diversas cores estouram alucinadamente a levar-me

em errante caminho de múltiplos desvios misteriosos.

Busca constante de não sei bem o quê...

A animação das centelhas fascina-me. Faz com que

meus olhos busquem, no redemoinho da noite,

esperança, perspectiva, possibilidade de engenho e arte.

O movimento espiral hipnótico dá vida ao parado...

Ao ler as fagulhas pensantes irrequietas de minha vida

vejo e sinto expectativa em mergulho profundo

pelo oscilar do pêndulo do viver com amor.

© Anne M. Moor
Imagen:
www.robotpegasys.com

sábado, 17 de janeiro de 2009

Vida nas entrelinhas...

Empatias surgem do nada. Ou será que esse nada é algo? Você já sentiu que conhece alguém desde sempre, mesmo sem nunca ter visto nem ouvido a voz? A Internet tem me ensinado que isso não só é possível, mas é surpreendentemente palpável. A conversa flui. A leitura das entrelinhas é fácil. Brinca-se como se fosse amigo de infância. Enxerga-se o sorriso nas palavras escritas. Ouvem-se as gargalhadas onomatopaicamente, como disse o Jorge ao me ver pela primeira vez: "Já conhecia tuas gargalhadas..." Estou louca? Delirando? Não creio. Já senti isso em vários momentos. Nós aqui no mundo dos blogs. Quando nos vimos na casa da Ju e depois no Genial e na casa do Jorge já ÉRAMOS amigos, já nos conhecíamos, a vontade nas conversas, nas piadas, na contação de causos... Existe sim um algo interessante no poder da palavra escrita. Corre pelas entrelinhas dos escritos - sejam no blog, no e-mail, no MSN - um sentimento de amizade, naturalidade, familiaridade que vez ou outra transformam-se em sentimentos outros - de amor - mas sempre em amizades gostosas, sem cobranças.

Imagem: www.overmundo.com.br

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Reflexões...



A vida não é sobre esperar que passe a tormenta, é sobre aprender a dançar na chuva.

A vida é curta, rompa as regras, perdoe rapidamente, beije vagarosamente, ame verdadeiramente, ria muito e nunca se arrependa de qualquer coisa que lhe arrancou um sorriso.

Autores desconhecidos

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Amar-te


amar pelas palavras
prazer imenso

toque imaginado
sentir fluido

ao céu levas-me
em nuvem de movimento

frustração? sim
machuca? as vezes

prazer em amar-te e
sentir teu amor

negar impossível
sentir supre perspectivas

a vida é curta
as convenções torpes

a força da palavra
constrói empatias e amores

novas e diferentes maneiras
surgem com a internet

possibilidades surpreendentes
de amar e ser amado...

© Anne M. Moor – 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Raizes

Raizes são o que plantamos para ter sustentação na vida.
Raizes são o que deixamos aos filhos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Desprendendo-se ...


Largar, como dizer adeus vem
em momentos que passado é passado,
e a vida tem de ser encarada
por outra perspectiva...

Desprender-se não é tão fácil quanto
parece. As âncoras insistem em
agarrar-se com persistência
inflexível e precisa...

Largar repentinamente começa
como um sopro de ar fresco
a mostrar-nos onde iniciar.

Desprender-se abre janelas
para novos horizontes e caminhos
mostrando-nos o norte da alameda!

© Anne M. Moor – 2008

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Hoje estou feliz...

Venho de uma família que nunca deu a mínima importância para curso superior. E fui assim fiel a minha criação. Quando terminei a escola não quis ir pra faculdade e não fui. Fiz aquilo para o qual fui preparada – fui esposa e mãe – além de ser professora. Mas sempre irrequieta e, curiosa, muito curiosa, resolvi, com 36 anos, ver o que era isso – faculdade -.

Descobri que passar por um curso superior abre horizontes e nos dá uma bagagem necessária para enfrentar a vida, para aprender a ler o mundo. Com 40 anos, mãe de 4 filhos, resolvi que uma de minhas metas seria ver meus 4 filhos formados em um curso superior.

Dia 30 de dezembro, há 3 dias, soubemos as notas finais do Richard (meu filho mais moço) e estamos comemorando desde então sua formatura! Ele está feliz e realizado, além de aliviado, pois nunca gostou muito de aulas J. Mas eu estou FELIZ, por que sei que todo o esforço dele não foi em vão e posso dizer que a meta que me propus está realizada.

Ver os filhos bem encaminhados na vida é tudo de bom. Meus parabéns a todos eles e meu desejo de que os caminhos que trilhem sejam repletos de vida.