segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Fernando Pessoa

Um pouco de Fernando Pessoa para adoçar o dia...

Se eu me sentir sono

Se eu me sentir sono,
E quiser dormir,
Naquele abandono
Que é o não sentir,

Quero que aconteça
Quando eu estiver
Pousando a cabeça,
Não num chão qualquer,

Mas onde sob ramos
Uma árvore faz
A sombra em que bebamos,
A sombra da paz.

Fernando Pessoa
http://www.secrel.com.br/jpoesia/1fpessoa039p.html

sábado, 29 de agosto de 2009

Quer dançar comigo?


Dançar
Dançar até o amanhecer
lembra os anos instalados
Em gemidos!

MAS...

Dançar até o amanhecer
Retira as teias embaralhadas
Da alma!

Dançar até o amanhecer
Alça os pés em vôos noturnos
De sonhos musicados!

Dançar até o amanhecer
É companheirismo na certa
Em recordações gostosas!

© Anne M. Moor

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O delírio da leitura


Começa assim.
Ler é tanta paixão!
Olhos a brincar com
as imagens sejam letras,
figuras, objetos, pessoas.
Ler é fazer senso do que se
enxerga no jornal, no livro, nas
palavras do contador de histórias.
Ler é sentir o mundo em eterno mover.
É discernir o sentido dos ambientes em
que perambulamos na vida. Ler é perder-se
em sonhos e viagens cheios de mistérios a nos
construir e reconstruir na busca de ser... humano.

© Anne M. Moor

sábado, 22 de agosto de 2009

Contação de histórias


Vou contar a história
De um poeta que criou asas
Rebelou-se contra seu cotidiano
E saiu nas asas da águia em
Busca de seu sonho.

Foi preciso achar a coragem para
Quebrar com a convenção do viver
Em sintonia com o escrito por um
Alguém que ninguém sabe quem,
Mas que conduz nossas vidas!

A poesia alimentou alma e vontade
E construiu audácia necessária a
Um pulo no abismo do querer. Um
Escutar o coração a ditar o caminho
A acenar com a luz de estrelas.

Venceu o poeta! Venceu a poesia,
O sonho, a vontade de pisar na arena
Da leitura, do prazer. Venceu o café
que une pessoas em momentos de
companheirismo e sabor a vida!

© Anne M. Moor

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Intempéries


o vento enverga
os galhos,
mas espanta os feitiços!

o lodo esconde
os iscos,
mas dá vazão aos fantasmas!

a chuva molha
o caminho,
mas acorda as bruxas!


© Anne M. Moor

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Já se faz noite...


Já se faz noite
e o sono ronda
pesam os olhos
corpo cansado
vontade de
aconchego...

Os sonhos a espera
da entrega ao sono
serão sensatos, maduros
ou delirantes a provocar?

O dia que me trouxe você
deitou-se no afago das
longas conversas curtas
dos intervalos da labuta...

Onde estarás?

by Anne M. Moor

domingo, 16 de agosto de 2009

Manifestações


Levantar em manhã de sol

Conversa ternurenta jogada ao vento

Com pessoa do coração traz

Sensação de um bem estar imenso...

Prazer imenso de estar viva.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Amar é...


Amar é querer estar junto,
saber-se unidos
em almas, em braços, em sonhos...

Amar é conversar mesmo
que em silêncio,
é querer ver o outro bem...

Amar é sentir a alma expandir
ao ver o outro com os olhos
ou com a alma.

E ser amado é tudo isso em dobro!

© Anne M. Moor

domingo, 9 de agosto de 2009

Vazio que grita!


O vazio que por vezes se torna frio
A invadir a alma com pinceladas fortes
Nem sempre tem razão de ser
Mas cobre o sol com uma névoa

Que inunda momentos da vida com dor
E desespero. Fecha-se a porta da
Esperança, apaga-se a luz do amanhã
Mas fica no fundo do túnel um piscar

Que chama. Folhas a flutuar e levantar
Uma brisa misteriosa que movimenta
O pensar em espirais caóticos.

Ao girar em turbilhão e ventania, as
Imagens formam-se em formato de
Janelas a se abrirem com luz a brilhar.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Memórias


Na sombra acolhedora da figueira imensa
desenhos no chão formam
teias de mistérios sorridentes.

Na sombra espalhada da figueira centenária
sorrisos falam de amizade e paz,
ricos passados sofridos, mas vividos.

Na sombra nostálgica da figueira protetora
lembranças se espalham na rede
de almas entrelaçadas por intuições.

© Anne M. Moor

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pedras


Pedras acomodadas em desenhos vários
No chão, nas paredes, nos rios
Cada uma a contar um conto diferente.
Este conjunto de formas criadas
A iluminar vidas com os faróis antigos
De uma cidade histórica
Mostra o velho que nos abraça
No seu afã de deixar memórias
Que nos movem como a carreta
Silenciosa do quadro...

© Anne M. Moor
Foto: Colônia del Sacramiento - Uruguay