quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Encosta-se uma porta...

Encosta-se uma porta
Abre-se outra com luz forte
a brilhar no horizonte do viver.
Tristezas ficam como mostras do que
passou. Esperança surge no limiar de
um novo momento a arrancar com o pi-
pocar do som surdo da porta se fechando!
Abramos os corações e os braços para um ano
que chega, cheio de promessas e mais vida!
Deixo aqui um presente a todos para reflexão e uma homenagem ao meu AMIGO António Tapadinhas, pintor magnífico que recheia nossas vidas com tanta beleza e cor!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Estrelas

As estrelas que alumiaram a noite
São as mesmas que cintilam sobre

O barco

Que se move em remadas potentes
Por intensos mares revoltos em

destino certeiro

©Anne M. Moor

sábado, 26 de dezembro de 2009

Saudade

Saudade em uma noite
chuvosa e quente
traz uma certa
nostalgia do que foi,
do que poderia ter sido
e do que é
em momentos especiais!

© Anne M. Moor

domingo, 20 de dezembro de 2009

The unreachable star


Mais um ano chega ao fim. Um ano bom com os percalços de sempre, com alguns novos :-) e muitas conquista novas, em especial de me 'enxergar' melhor e entender what makes me tick. Estarei, nas próximas 2 semanas, menos presente pois estarei curtindo meus filhotes que vem todos. Nem sempre consigo juntá-los!!!


Pra vocês, meus amigos queridos - alguns 'velhos', outros 'novos' - desejo que continuem a sonhar em 2010, a amar muito, a se abrirem pra vida e, como diz a canção 'The Impossible Dream', alcançar a estrela inalcançável!

Beijão
Anne

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Flores


Flor, tropo seguidamente utilizado
Com significados múltiplos, apresenta
pétalas entrelaçadas e simétricas
Com um centro, cerne do sentido.
Algumas escondem a essência como
As tulipas a incendiar-nos com cores vibrantes.
Outras mostram o coração em
Franca exposição de sentires expostos
Como as gérberas com suas cores vivas
E pétalas formando um conjunto uno
A proteger a profundeza do ser.

© Anne M. Moor

sábado, 12 de dezembro de 2009

Limites


Quais são nossos limites?
A beira da página?
A dor?
O amor?
A sombra ou a luz?

Tudo aquilo que causa estranheza
E disfarça o olhar sobre o fenômeno
Vem a cutucar nosso pensar de
Incertezas persistentes.

Nossos limites são tênues,
Complexos e brincalhões!
Pontos de vista diferenciados
Tornam o que vemos e sentimos
Em confusão de ótica!

Afinal, onde começam e onde terminam?

© Anne M. Moor

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Silêncio


E o silêncio
expressão da alma
refúgio dos medos
ancoradouro do sossego

© Anne M. Moor
Imagem: Trapiche no Laranjal/Pelotas

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Momentos e escolhas


Solidão é um vazio
que enche a vida de
perguntas indefiníveis.

Escolher ser feliz
a cada manhã
é enxergar o que há
de bom na vida.

Solidão é um espaço
aberto para sonhos
possíveis.

Felicidade e solidão
de mãos dadas nos
empulsionam a
uma vida crível.

Felicidade é uma escolha.
Solidão inevitável.
Vida uma consequência.



© Anne M. Moor

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sonho dos Puros


Sonhei o sonho dos puros,
dos que mal conseguem
dormir.
Sonhei um sonho tão claro,
sem sombras, nenhuma cor.

Sonho de um novo prazer,
intenso,
pedaço de vida, de flor,
que nunca foram meus.

Sonhei o sonho dos puros,
e a noite nunca acabou.

© A. C. Rangel – 10/03/2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Um pouco de Pessoa...


Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?

Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.

Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...

Fernando Pessoa, 7-1-1935.