sábado, 27 de fevereiro de 2010

Mulher

Este poema foi inspirado em um email que recebi hoje com uma apresentação da qual retirei a imagem deste post. A última estrofe deste poema, é de um amigo Ronnie Graham, com quem discuti a apresentação recebida. Ele conseguiu expressar exatamente o que eu penso e peguei emprestado para terminar o poema "Mulher".


A seiva da mulher vem de lugares
profundos da alma a pousar
ora no sorriso e semblante de paz
ora em um olhar fundo de tristeza.

A mulher sofreu ao longo dos
séculos, assumindo seu papel
em silêncio. Silêncio quieto cheio
de um vozerio mal entendido.

O vigor da mulher a ensinou
a fazer diversas coisas ao mesmo
tempo, de “salto alto”
e sem pestanejar.

A mulher não é um ser maravilhoso.
É uma mulher e faz o que é de seu íntimo.
O homem não é ruim, é homem
e faz o que é de sua natureza.

© Anne M. Moor

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sons indefinidos

Dia cheio. De trabalho, de frustrações, de realizações. Tecnologia com sua vontade própria! Irritação... Resolvem-se os pepinos com muito contar até dez! Agora, deitada aqui - eu e minha gata - o pc no colo, a TV ligada, um burburinho de vozes em segundo plano. Sem escutar, o pensamento solto feito borboleta a pousar de flor em flor. Corpo cansado. Uma brisa fresquinha a entrar pelas janelas em alívio a tantos dias de calor insuportável. Delícia! Relaxando... Lembrando... Desejando... Sono se achega. O dia acaba...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sonhos

Postei este poema inspirada no post da Udi lá no Prozac.


Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.

by Sebastião da Gama, Pelo Sonho é que Vamos

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Mais uma vez...


Uma vez ao ano encontramo-nos. Um grupo que se conheceu no colégio no jardim de infância. Alguns se juntaram à turma ao longo da caminhada. Alguns terminaram a escola ainda juntos, outros mudaram de colégio, de cidade, de país, de continente. Com a vinda da internet, descobrimo-nos novamente e grande parte de nós migramos a Montevidéu para um encontro anual gostoso, surpreende. Em torno de 20 homens e mulheres. Estudaram, saíram ao mundo, casaram, separaram, casaram de novo, tiveram filhos, netos... Cada um com memórias que tornaram possível o reviver, ao longo dos últimos anos, de nossa amizade e familiaridade. Primeiros amores, brincadeiras na praia, sorveterias prediletas que ainda existem, filmes vistos, festinhas... As pessoas surpreendem-se com a lealdade e amor que todos temos pelo colégio que frequentamos e que ainda hoje existe. O reconhecimento da educação que recebemos lá e o momento, anos 50 e 60, que vivemos no Uruguay. Março é nosso mês escolhido para viagens nas alamedas da nostalgia.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dançar...


Dançar ao som do tango, do bolero, do samba,

do rock, do twist, do baião, do forró,

mexe com o imaginário, o corpo e a alma.

Levita-se com a magia do som e voa-se

num bater de asas em passeios pela vida,

enquanto os enigmas aquietam-se.

O movimento de pernas, braços, quadris, pés

levam-nos em viagens musicadas sem fim,

esquivando das nuvens nos céus da imaginação,

pulando as pedras no leito dos rios que fluem

em excursões quentes de um bailar sem fim.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um domingo diferente...


Os mistérios dos caminhos da vida habitam em todos nós e em nosso cotidiano. Sem aviso a rotina é mudada e enfrentamos momentos nunca antes vistos nem sentidos! Batida inesperada com força a nos abalroar - sobressalto, espanto, medo, zoeira, dor. Silêncio. Estamos vivas, inteiras, chocadas. Recomeça a vida. Polícia, seguro, perguntas. O sol brilha mais forte, o mar impõe sua energia com maior empenho. Descansamos. Sobrou apenas uma costela fraturada e repouso forçado. Dor que passará!


© Anne M. Moor – February 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010


"Cada folha da árvore torna-se uma página do livro, conquanto o coração abre-se e aprenda a ler"

Em 2008, quando eu estava na Holanda visitando minha filha, li "Three Cups of Tea" escrito por Greg Mortenson e David Oliver Relin que mostra que uma pessoa, sim, pode fazer a diferença se tiver vontade e garra. Recomendo! Pode ser comprado na Livraria Cultura em inglês ou em português. O título se refere a um dizer Balti: "A primeira xícara de chá que você compartilha conosco, você é um estranho, a segunda xícara de chá, você é um amigo, mas com a terceira xícara de chá, você se torna família - e para nossas famílias estamos dispostos a fazer qualquer coisa, até morrer."

Em 1º de dezembro este ano Greg Mortenson lançou outro livro: "Stones for Schools", que estou lendo e amando. Para Mortenson, "Se você educar um menino, você educa um indivíduo, mas se educar uma menina, você educa uma comunidade", com o que concordo embora nunca tivesse pensado nisso. O engraçado é que antes de começar este livro, li a autobiografia de Jane Fonda, que também recomendo, e em que ela diz a mesma coisa. Os dois estão falando de contextos diferentes, completamentes diferentes...
São boas leituras, histórias verídicas, para pensarmos em como ajudar a promover a paz...