quarta-feira, 30 de junho de 2010

Um pouco mais de Affonso Romano de Sant'Anna

Enquanto estou sem inspiração para escrever, compartilho com vocês minhas reflexões nas palavras de outros poetas.


Amor e medo

Estou te amando e não percebo,
porque, certo, tenho medo.
Estou te amando, sim, concedo,
mas te amando tanto
que nem a mim mesmo
revelo este segredo.

domingo, 27 de junho de 2010

Silêncio amoroso

Preciso do teu silêncio
cúmplice
sobre minhas falhas.
Não fale.
Um sopro, a menor vogal
pode me desamparar.
E se eu abrir a boca
minha alma vai rachar.
O silêncio, aprendo,
pode construir. É um modo
denso/tenso
- de coexistir.
Calar, às vezes,
é fina forma de amar.

by Affonso Romano de Sant'Anna

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Êxtase

êxtase vem dos lugares mais estranhos
é só permitir-se desfrutar de carinhos
sem preconceitos nem medos.

felicidade se encontra nas pequenas coisas
de maneira desinteressada e,
as vezes, distraída.

fascínio vem em pacotes acanhados
a insinuar-se, aos poucos,
no corpo, na alma.

by Anne M. Moor

sábado, 19 de junho de 2010

Luz dos olhos teus

Luz é o que vejo nos teus olhos
iluminando sentimentos e vontades -
profundidades às vezes escuras,
outras vezes tão claras e nítidas...

Banho-me na luz irradiando dos teus olhos
e nado no amor projetado pela luz
quente e aconchegante das profundidades
secretas e misteriosas do teu ser.

O flutuar insano nas ondas da luz
provoca um bater de asas
em volta de nossos corações.

O momento irradia luminosidade
na qual brindamos amor, desejo,
paixão e cumplicidade...

© Anne M. Moor – 29/01/2008
Imagen: “Banho de Luz” – António Tapadinhas

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tempos tristes

O frio da vida bate com força.
Nada a ver com o jogo.
Amigos reunidos, ambiente gostoso,
entusiasmo, risadas, como tinha de ser.

O que destoou? O que me apunhalou?


Ver um amigo do coração,
irmão que eu não tive, alquebrado.
A vida, cheio de alegrias e desventuras,
nos atingem em tempos inadequados.
Jamais entenderemos essas coisas.


Talvez não nos cabe tentar compreender...


© 2010 Anne M. Moor

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Medos

Ao longo da vida passam
Medos, fantasmas, traições
A moldar uma maneira de ser.

Ao longo da vida cruzam
O umbral de nossas portas
A zombar de inseguranças.

Ao longo da vida ensaiamos
Passos largos em direções
Diversas a ultrapassar pontes.

Ao longo da vida vontades
Povoam nosso pensar a
Brincar com sentimentos.

© 2010 Anne M. Moor

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Um novo poema velho...

Viajo pelas palavras encontradas em linhas irregulares e versos significantes.
Os segredos de vidas entrelaçadas
pululam pelas pautas bem traçadas
ao brotar de uma alma a se reconstruir.

© 2010 Anne M. Moor

sábado, 5 de junho de 2010

Ruídos

Silêncio e introspecção
continuam na canção.

A partitura do compositor
instaurou a vírgula...
ou seria o ponto e vírgula?

Os 'cafés' borbulham na espera
da volta, para um saboreio gostoso.

© Anne M. Moor – 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

(Im)possível

tudo é possível, nada é impossível...

A vida faz-se de sonhos e possibilidades
os quais nos embalam em redes de conforto
trazendo o vai e vem da vida.



© Anne M. Moor - 2008