segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mulher

Uma republicação... Quando da publicação em fevereiro, alguns comentários seguiram falando da mulher como um ser perfeito. Igual ao Flávio, do Arguta, não concordo com isso! Nenhum de nós, mulheres e/ou homens, somos perfeitos, graças ao bom Deus! Somos o que somos, nem melhor, nem pior uns dos outros (mulheres e homens), APENAS diferentes, como dever ser.


A seiva da mulher vem de lugares
profundos da alma a pousar
ora no sorriso e semblante de paz
ora em um olhar fundo de tristeza.

A mulher sofreu ao longo dos
séculos, assumindo seu papel
Em silêncio. Silêncio quieto cheio
de um vozerio mal entendido.

O vigor da mulher a ensinou
a fazer diversas coisas ao mesmo
tempo, de “salto alto”
E sem pestanejar.

A mulher não é um ser maravilhoso.
É uma mulher e faz o que é de seu íntimo.
O homem não é ruim, é homem
e faz o que é de sua natureza.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fui...



Na próxima semana estarei relaxando, aproveitando a energia do sol e esse mar paradisíaco! Mas eu volto em breve. Sintam-se a vontade para explorar o Life... Living...



sábado, 11 de setembro de 2010

Manhãs


silêncio
da manhã

aconchego

aroma de café
pão torrado

lembranças

conversas
introspectivas

sonhos

paz

© Anne M. Moor
Imagem: Convite para um café (80x100) - António Tapadinhas

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A alma das coisas


Ao estar lendo sentada na sala, repentinamente baixo meu livro e levanto o olhar que para num aparador antigo que está a minha frente. Foi comprado no século passado pelos meus avôs paternos e hoje descansa na minha casa. Adoro o móvel. É, não apenas uma peça linda de mobília, mas, em especial, está carregada de memórias. Não me recordo dele na casa dos meus avôs, embora fui criada com os dois lados de minha família tendo ‘aparadores’. Lembro-me já na casa dos meus pais. Muita da mobília na minha casa veio para a casa dos meus pais quando eles (avôs) vieram morar conosco no Brasil. Eu deveria ter ao redor de 15 anos.

Esta peça em particular, me leva à sala grande na casa de meus pais contra uma parede forrada de madeira e Brandy, nosso cachorro ovelheiro, sentado a frente. Atualmente está na minha sala e nele têm mementos de uma vida em família que me trouxe até ‘aqui’ e me fez quem sou. Fotos de meus avôs maternos, que influenciaram meu crescer de maneira muito profunda em todos os sentidos. Uma foto de meus pais dançando na festa de seus 30 anos de casamento – meu pai com um cachimbo como de costume – e os dois tão felizes. Moravam na Holanda à época. Misturados com essas fotos, várias outras de amigos e de meus filhos em momentos felizes de suas vidas. Jarros de cristal e vasos de porcelana inglesa – todos originariamente dos meus pais e avôs – para lembrar-me de almoços de Natal, aniversários e os chás de quartas à tarde na casa de minha avó materna com toda a família. Para completar isso tudo, livros e DVDs que adoro. Embora essas ‘coisas’ sejam materiais, todas têm uma história própria e me fazem perceber quanta sorte tive em poder alcançar todas as coisas ‘espirituais’ que eu sempre quis para minha vida.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mar aberto















Mar aberto traz, ao mesmo tempo
paz, tumulto e uma variação de cores.

Verde, azul, marron,
com ou sem colarinho
batendo nas areias
ao alcance dos pés.

Cheiros...
de paz, de nostalgia, de prazer.

Friozinho na boca do estômago
ao ver minha vida
nas ondas do mar.

© Anne M. Moor