domingo, 21 de abril de 2013

Sou...


Sou aquela que caminhou
Por ruelas povoadas de gente
Na procura do desconhecido.

Sou aquela que enfrentou
Desafios com teimosia e prazer
No destrinchar de uma vida
de culturas diversificadas.

Perambulei por entre alegrias
E dores; felicidade e tristezas
Sob a proteção do sol e da lua.

Fui esmagada pela força das
Intempéries, mas ergui-me
Com a mesma energia que
Sempre correu nas veias.

Sou aquela que corre com os lobos!
Sou aquela que ainda percorre caminhos!
Sou aquela que ama a vida!

© Anne M. Moor
Imagem: Retirado de Google imagens

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Momentos saudosos



Abraçada por um casulo criado
Na penumbra do anoitecer
Sinto saudades de outro
A voejar por paragens ao sul
Em silêncios cheios de burburinhos
A desacomodar o íntimo de uma alma
Aberta a uma sintonia criada...

© Anne M. Moor
Imagem de google images

quarta-feira, 27 de março de 2013

Prazer


Sentir prazer nas coisas do cotidiano
Cria satisfação com a vida, seja
Boa ou ruim ou nem boa nem ruim.

Quem disse que tem que ser uma
Coisa ou outra? Pode e deve
ser essa diversidade louca!

Delícia de ver as gotas de chuva na janela
Delícia de ver o cinza de um dia de inverno
Delícia de sentir o calor da lareira

Prazer de uma conversa após a ausência
Prazer de uma briga que quebra a rotina
Prazer de ver a vida vibrante e presente!

Sentir o encanto do amor a crescer
A sensação do estar perto sem estar
Exemplo do bom e do ruim juntos.

© Anne M. Moor

terça-feira, 19 de março de 2013

Acordar


O sol dança nas paredes do quarto
em movimentos transversais a desenhar
sonhos chorados de uma noite inteira.
Traz a vontade de te abraçar num acordar
embalado por lembranças
fotografadas na alma.
Na minha e na tua!

© Anne M. Moor
Foto tirada ao abrir os olhos...

segunda-feira, 11 de março de 2013

Intimacy of diverse paths taken



As the sea murmurs in the background
And the sun shines
As youngsters get together to
Continue a story from afar…

Memories and feelings
Sprout from smiles of recognition
While wheels of remembrance
Move with much noise and happiness…

The day shares moments of
Good food, drink and conversation
As music plays to our hearts
And propels our legs and bodies…

Into motion and contortions
That show what years of
Living have shaped!

© Anne M. Moor

domingo, 27 de janeiro de 2013

O despertar



Apoucar-se nas nuvens cinzentas
De momentos de uma vida é
regalia dos que parvos são!

Permite-se a mágoa
Consente-se sentir o revés
Tolera-se o vazio!

Viver e deixar viver
Insinua-se a cochichar
Provocando o acordar!

© Anne M. Moor

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Telhados




Caminhar nos telhados alheios
Como gato a observar as estrelas
A buscar um companheiro
Apraz-me! 

As coberturas que vejo de uma janela
Ao estar aqui sentada
Contam imensas histórias
De amores, de rixas, de vidas
Vividas com intensidade
Em períodos diversos...

© Anne M. Moor

domingo, 6 de janeiro de 2013

Navegar


Ao navegar pela vida,
não evite tormentas e águas revoltas.

Deixe passar.
Navegue...

Lembre-se sempre,
Mares calmos nunca produzem
marinheiros hábeis.

Apenas navegue...

Autor desconhecido
Imagem: Google images

domingo, 23 de dezembro de 2012

Viver...



A visão e, especialmente, o cheiro da chuva é coisa que acende minha memória e me leva em viagens gostosas. Lembra-me de pessoas, de momentos, de família, de experiências, enfim, da vida como ela foi e como ela é. Gosto tanto de viver, embora vez por outra tropece nas pedras que povoam o caminho. Mas ELAS são os desafios que constroem o viver! E de desafio eu também gosto! De provocação em provocação abrimos trilhas de significado para vagar por entre as árvores que fincam raízes e esticam seus galhos em direção ao espaço do vôo da águia. Aprendemos com elas a ser livres, ao mesmo tempo em que estamos presos às escolhas que fomos fazendo... Gosto mais de trilhas do que de estradas, pois as veredas arriscam-se nos desvios que se me apresentam. Viver é perambular e fazer escolhas. É arriscar. É errar. É cair e levantar. Sempre levantar...

© Anne M. Moor

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

(H)a paz na vida



a  maturidade nos põem em lugar privilegiado
a caminhada traçando vias e desvios
tropeços e voos, dores e alegrias
contradições a povoarem o redemoinho de ser

criatura em ebulição a procurar
embarcadouro no deslizar por caminhos
as vezes misteriosos mas tão deliciosos
uma bússola a nos levar no furacão de estar

consequências trazem uma paz
de vida ganha
de amor construído
no serenar de uma vida

© Anne M. Moor

For those who do not read in Portuguese...

Peace in Life
maturity puts us in an honored place
paths sketching ways and bypasses
stumbles and flights, pains and joys
contradictions in the whirlpool of being

creatures in effervescence searching for
a pier in the gliding through trails
at times mysterious but so delightful
compasses within the whirlwind of an existence

consequences bring peace
of life gained
of love built
in the serenity of years traveled

© Anne M. Moor

domingo, 2 de dezembro de 2012

Irresistível sedução



Seduzir e ser seduzido
Tempos idos que parecem instantes
Verdades conhecidas e ignoradas
Viagem por entre estrelas
A chegar à lua
Pousando por estações
A criar paciência  no respirar
Ato inútil na esperança
Sei lá do que

Quem sabe o decrescer de parvoíces
Em vidas maduras no permitir
Seduzir e ser seduzido

© Anne M. Moor

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sol e Lua



Pensamentos mesclados com o ir e vir do
dia e da noite, da luz e da sombra, da cor e
do brilho. De um lado o pôr do sol em tons de rosa,
do outro a lua a se mostrar num céu claro ainda.
Tamanha beleza ao findar do dia, faz brilhar os olhos
e o coração - o céu de Porto Alegre é mágico...
O pôr do sol fascinante!

© Anne M. Moor

sábado, 24 de novembro de 2012

Trajetórias...


Ao estender os braços para o céu

Deixo a vida me atravessar


Ligando-me ao ‘céu’ e ao ‘chão’


Permite que me envergue no vento


E mude o rumo


De uma vida...


©Anne M. Moor

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Massa com iscas de carne



Ingredientes
95 grs de carne cortadas em iscas
1 concha para massa de penne integral cru
6 tomates cereja
1/2 cebola cortada em fatias finas
6 fatias de palmito picadas
1 dente de alho picado

Passe as iscas com o alho em 2 colh.de sobremesa de azeite e reserve.
Cozinhe a massa em água e sal até estar al dente.
Corte os tomates ao meio.

Para montar o prato
Misture a carne, cebola, tomates e palmito e tempere com sal e qualquer outro tempero de sua escolha. Misture à massa, ponha por 1 minuto no microondas e sirva.

Porção para 1 pessoa
Calorias: 355



Frango com purê, berinjela e feijão



Ingredientes
1 sobrecoxa de frango
1 batata média
1/2 berinjela pequena (+ou- 7 colh.de sopa)
1 concha média de feijão sem carnes

Lavar a batata com casca e colocar em um saco plástico. Fure o saco plástico e coloque no microondas por 3 minutos. Depois tire a casca da batata e a amasse com garfo. Acrescente uma pitada de sal e 1 colh. de sobremesa de iogurte natural desnatada e 1 colh. de sobremesa de azeite virgem, misturando bem. Reserve.

Pegue uma tigela de vidro (que possa ir ao microondas) e coloque a sobrecoxa de frango temperada com sal e qualquer outro tempero que desejar. Na mesma tigela, coloque a berinjela temperada com um pouco de sal. Coloque no microondas por 5 minutos.

Tire a tigela do microondas, corte a berinjela em quadradinhos com a casca, acrescente o purê de batata e cubra a berinjela com o feijão. Coloque salsa picadinha por cima de tudo e devolva ao microondas por 1 minuto.

Porção = 1 pessoa
Calorias = 340

sábado, 17 de novembro de 2012

A tecnologia e a reinvenção da vida


Sempre fui curiosa e rebelde. Curiosidade que me impulsionou a sempre procurar formas novas de viver. Rebeldia que me incitou a buscar o diferente, a aproveitar as oportunidades que a vida apresentava.

O mundo digital está entre a curiosidade e a rebeldia. Instalou-se e está aqui para ficar, embora muitas pessoas insistam em não aceitar esse inusitado fato. Poderiam me perguntar por que ‘inusitado’ se esse universo existe há tanto tempo. É bom deixar claro que eu me refiro à tecnologia em relações pessoais e não profissionais, nem acadêmicas. As relações entre homens e mulheres, entre pais e filhos, entre amigos, irmãos...  Nos últimos anos o ser humano tem se encontrado em uma teia enredada de solidão, carência e um sentimento de estar perdido. O tradicional nas interações, no emergir de empatias, no sentir simplesmente tem se perturbado com as mudanças sociais. Tantas pessoas na solidão dolorida, na procura de companhias, no buscar de aconchego... Nunca foi tão intensa a busca pelo ‘eu’ e pelo outro!

O uso do computador e a descoberta da internet foram, para mim, uma festa. Gosto de viver, adoro gente, tenho imenso prazer em conhecer pessoas novas, enfim, de me relacionar.  A minha incursão neste mundo mágico foi aos poucos. Comecei pelo acadêmico, mas logo a seguir o pessoal e social começou a me atiçar. Os sites de relacionamentos me pareciam algo perigoso – medos surgiram. Mas a curiosidade nata me fez explorar e abriu-se um mundo surpreendentemente fascinante aos meus olhos. Cadastrei-me no primeiro, ainda com uma mistura de medo e vergonha. Comecei a conhecer pessoas diferentes. Uma realidade estrondosa apresentou-se – milhares de homens e mulheres de minha idade solitários, procurando companhia, amizade, papo. Foi um início.

O mundo digital tem desacomodado de várias maneiras a sociedade nas últimas décadas.  As relações pessoais passaram a contar com formas diferentes e não tradicionais de interação, empatia, encanto e, por que não, de amor. Formas essas pouco aceitas por pessoas avessas a mudanças, a coisas novas, a aventurarem-se no abismo da vida.

Conheci pessoas. Criei empatias e sentimentos com pessoas sem vê-las, nem ouvir a voz (naquela época eu não tinha câmera.). Surpreendi-me com o fato de poder criar empatias com alguém sem ouvir a voz, sem ver, sem tocar... Namorei. Fui tachada de louca, pobre coitada, entre outras coisas por pessoas que nem sequer sabem ligar o computador e muito menos entendem as relações humanas virtuais nem presenciais. Mas eu sabia o que sentia e passei a enxergar a vida que se desenrolou, a partir de outra ótica.

Muitos amigos queridos conheci e mantenho até hoje. Alguns ainda virtuais, outros transformados em presenciais pelos encontros que aconteceram. A riqueza dessa rede de amigos novos e/ou reencontrados é que não mais o meu círculo de amizades é restrito à cidade em que moro, mas espalha-se pelo mundo. Tenho amigos no Brasil, na América do Sul, nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Amigos com quem converso e interajo quase todos os dias. Encontrei-me novamente pela internet com amigos da época do colégio e posteriormente em encontros agendados com a ajuda da internet. Mágico e adorável. Sem a internet jamais teríamos encontrado colegas de 57 anos atrás. Não só encontrei, mas passamos a interagir como se esses anos não houvessem passado.

Conheci um grupo de amigos através do meu blog e do deles. O mesmo país, mas estados e cidades diferentes. Marcamos um encontro após um ano de interação pela escrita, pela poesia nos blogs. Foi nesta época que comecei a escrever. O encontro aconteceu em São Paulo por ser o ponto mais central do grupo. O que mais surpreendeu a todos foi a familiaridade que havia entre o grupo. A sensação de conhecer as pessoas desde sempre. O prazer de estarmos juntos. 

Isso tudo começou pela escrita na internet. 

© Anne M. Moor

sábado, 10 de novembro de 2012

O rodopiar da vida



Formas exóticas em um cenário paradisíaco
Lembram meandros de vida a espiralar no fluxo
Do movimento sinuoso que embala sentimentos.
Anseios pulam de uma borda a outra dos
Instantes ocultos a provocar passos
Imagináveis de uma dança sensual.

© Anne M. Moor

domingo, 4 de novembro de 2012

Momentos nas entrelinhas de uma vida



Flores, pedras e cantos
Lembram de outros tempos
Em que cheiros, toques e música
Perpassavam pela vida com os avós
Memórias nostálgicas e gostosas
Que trazem à mente jardins,
Árvores, maçãs e vagalumes...

© Anne M. Moor

domingo, 28 de outubro de 2012

Na diversidade ...



Mesmo sabendo que somos diferentes
vez por outra as caraminholas dançam
uma rumba no meu peito que irrefletido
levanta o tom querendo cair em cobranças!

Êta emoções descontroladas e tolas
amor não se enxerga na presença, ainda
que na ausência sinta-se na alma
é só 'escutar'...

© Anne M. Moor

domingo, 21 de outubro de 2012

Presença na ausência



Sentimento incomum
De cumplicidade e bem estar
Vem incluso no bojo de ser amigos.

Momentos repletos de silêncios
Em um significar sem palavras
Que afaga a alma e o coração.

Momentos de conversas descontraídas
E desconectadas a pipocar
Em aparente incoerência.

É compreender sentidos de vida
Pelo olhar, pela voz,
Pela linguagem do corpo.

Amigos são os que sem cobranças
Apresentam-se do outro lado do espelho
A dar-nos paz, sossego e companheirismo.

© Anne M. Moor