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segunda-feira, 11 de março de 2013

Intimacy of diverse paths taken



As the sea murmurs in the background
And the sun shines
As youngsters get together to
Continue a story from afar…

Memories and feelings
Sprout from smiles of recognition
While wheels of remembrance
Move with much noise and happiness…

The day shares moments of
Good food, drink and conversation
As music plays to our hearts
And propels our legs and bodies…

Into motion and contortions
That show what years of
Living have shaped!

© Anne M. Moor

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

(H)a paz na vida



a  maturidade nos põem em lugar privilegiado
a caminhada traçando vias e desvios
tropeços e voos, dores e alegrias
contradições a povoarem o redemoinho de ser

criatura em ebulição a procurar
embarcadouro no deslizar por caminhos
as vezes misteriosos mas tão deliciosos
uma bússola a nos levar no furacão de estar

consequências trazem uma paz
de vida ganha
de amor construído
no serenar de uma vida

© Anne M. Moor

For those who do not read in Portuguese...

Peace in Life
maturity puts us in an honored place
paths sketching ways and bypasses
stumbles and flights, pains and joys
contradictions in the whirlpool of being

creatures in effervescence searching for
a pier in the gliding through trails
at times mysterious but so delightful
compasses within the whirlwind of an existence

consequences bring peace
of life gained
of love built
in the serenity of years traveled

© Anne M. Moor

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Uma preciosa pedra

Era uma quarta feira, depois do falecimento de minha irmã, no caminho do aeroporto em Brasília, quando paramos em um sinal vermelho. No carro, meu filho, meu cunhado, Ruti (minha cunhada) e eu. Todos tristes e quietos. Sair da casa de minha irmã estava sendo difícil, como se me arrancassem um pedaço...

Um jovem com uma sacola e umas pedras na mão aproximou-se do carro. Iniciou-se, então, uma conversa:

Jovem: Senhor! Ilustríssimo cavalheiro!! O senhor, que certamente tem mais dinheiro do que eu...

Elmar: (Baixinho) Certamente...

Jovem: (Com um sorriso educado) Me compraria ... Conhece essa pedra que faz tudo e não pode faltar no seu banheiro? Tira cabelo encravado (demonstrando em seu rosto), cascão do pé, entre outras coisas...

A esta hora estávamos todos sorrindo com o entusiasmo do vendedor e prestando atenção a sua exposição.

Ruti: Dá um!

Anne: Dá um também!

Jovem: Toma outra de brinde, que incrusive tira chifre encravado. Ta ligado?

Compramos dois e ganhamos um de brinde. Pedras pome em formato de coração. Um sinal de Deus? Talvez... O semáforo abriu, nos despedimos e continuamos em direção ao aeroporto. Dessa vez todos entre rindo e sorrindo, mais leves, ao admirar um jovem com iniciativa, educação e bom humor. Um bom vendedor.

Que bom saber que este país tem pessoas assim.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Momentos outros


Ao olhar pelas janelas na minha frente vejo nuvens formando desenhos no céu. Se viro os olhos pra direita vislumbro pedaços de céu azul intercalados no desenho, agora misturado com o mexer das folhas da árvore. Uma grande e frondosa Mimosa da flor amarela. Gosto dessa mistura de elementos que me trazem paz. São parte do que fazem do meu ninho um gostoso lugar. Páscoa está conosco. Um momento espiritual interpretado por cada um. Pra mim um sinal de renascimento. Momento gastronômico de excessos nos cercam :-), mas este ano o chocolate e o bacalhau ficarão nas prateleiras do supermercado! Quando criança, não comíamos bacalhau, pois era proibitivo. Chocolate sim, sempre. Lembranças de duas meninas correndo pelo jardim em busca dos ovos que o coelho havia escondido. Gritos, risadas e o sorriso de carinho da mãe e do pai. Almoço em família na casa da minha avó materna. Muitas crianças correndo e fazendo barulho e meu avô tentando manter a ordem. Depois do almoço, minha avó sentada ao piano e nós todos - crianças e adultos - cantando com ela. Lembranças boas...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Momentos



1950
momentos impares de un grupo
que año a año (re)unese
a recordar sentimientos
construidos en sesenta y un años
de mucha empatía

2011


sábado, 5 de março de 2011

Mulheres de minha vida

Chega mais uma vez a data determinada para homenagear a mulher. Este ano queria falar das mulheres que influenciaram minha vida. Minha mãe que me levou pela mão nos caminhos das artes manuais do bordar, tricotar e do crochê. Neste scenario de trabalhos manuais tiveram junto minhas duas avós, exímias bordadeiras. Minha avó materna me ensinou os encantos da música através do piano e os segredos da cozinha através dos perfumes de seu cozinhar e a arte nos doces que permeavam a casa dela. Minha avó paterna me ensinou a ser faceira e a andar com a cabeça erguida. Minha irmã me ensinou a arriscar na vida. E minhas duas filhas, lindas me ajudaram e ajudam a entender os meandros de ser mãe, amiga e companheira nos momentos bons e nos ruins. Cresci junto com elas e nos acompanhamos com muito amor!



Foto: Avó paterna.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Linguagens


extrapolar o comum pode ser mágico
e sentido nas linguagens do corpo

proximidade acorda sentimento

vento em velocidades diversas
traz sensações de limpeza,
ensinamento e relaxamento

perfume de árvores e plantas diversas
de grama recém cortada
de zorrilhos
despertam memórias
de tempos outros e adormecidos

imagens em constante mudança
mostram belezas nunca vistas.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Voltei, voltei para ficar...


Mãe e filho...


Saudades docês! Depois de 10 dias na garupa da moto do Derek e 1600 km percorridos, além de montes de "kms" de caminhada entre viagens, tanto em Montevideu quanto em Buenos Aires estou jogada no sofá me recuperando. :-) Embora meus amigos e os dele duvidaram que eu faria esta viagem, lamento desapontá-los, por que fiz, adorei, estou bem relaxada e é óbvio, neste momento, cansada rsrsrsrs. O maior desafio foi aprender e dominar o subir e descer da moto!!!!


Em Buenos Aires, entre muito caminhar e comer coisas boas, fomos num show magnífico de tango em um restaurante chamado La Ventana. A comida e o lugar maravilhosa e a música, as canções e as danças lindíssimas. Vimos a largada do Dakar - fascinante as motos, carros e caminhões - além dos pilotos todos de vários lugares.

Em Montevideu, foi um encontro de família de muitas risadas, comida e vinho!

O voar pelas estradas com o vento no corpo foi uma experiência tão boa quanto havia imaginado que fosse. A sensação de que a cabeça, vez por outra, saia a passear com as rajadas de vento foi um aprendizado de como mantê-la no lugar :-) Foi uma viagem mágica em todos os sentidos.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

I'm happy


Fui ensinada pelo meu pai que a paciência, além de ser uma virtude, nos ensina a praticar o silêncio quando necessário e nos ajuda a enxergar os caminhos a tomar e a respeitar os momentos das pessoas amadas. Quando eu era jovem, eu ficava irritada quando ele me dizia isso! Mas aprendi que ele tinha toda a razão e com isso, aprendi a reforçar a paciência que a vida me ensinou a ter. Hoje acordo em mais um dia que vejo/sinto o quanto o princípio da paciência e do silêncio regado com muito amor é bom!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Contação de histórias

Vou contar a história
De um poeta que criou asas
Rebelou-se contra seu cotidiano
E saiu nas asas da águia em
Busca de seu sonho.

Foi preciso achar a coragem para
Quebrar com a convenção do viver
Em sintonia com o escrito por um
Alguém que ninguém sabe quem,
Mas que conduz nossas vidas!

A poesia alimentou alma e vontade
E construiu audácia necessária a
Um pulo no abismo do querer. Um
Escutar o coração a ditar o caminho
A acenar com a luz de estrelas.

Venceu o poeta! Venceu a poesia,
O sonho, a vontade de pisar na arena
Da leitura, do prazer. Venceu o café
que une pessoas em momentos de
companheirismo e sabor a vida!

© Anne M. Moor

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fui...



Na próxima semana estarei relaxando, aproveitando a energia do sol e esse mar paradisíaco! Mas eu volto em breve. Sintam-se a vontade para explorar o Life... Living...



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A alma das coisas


Ao estar lendo sentada na sala, repentinamente baixo meu livro e levanto o olhar que para num aparador antigo que está a minha frente. Foi comprado no século passado pelos meus avôs paternos e hoje descansa na minha casa. Adoro o móvel. É, não apenas uma peça linda de mobília, mas, em especial, está carregada de memórias. Não me recordo dele na casa dos meus avôs, embora fui criada com os dois lados de minha família tendo ‘aparadores’. Lembro-me já na casa dos meus pais. Muita da mobília na minha casa veio para a casa dos meus pais quando eles (avôs) vieram morar conosco no Brasil. Eu deveria ter ao redor de 15 anos.

Esta peça em particular, me leva à sala grande na casa de meus pais contra uma parede forrada de madeira e Brandy, nosso cachorro ovelheiro, sentado a frente. Atualmente está na minha sala e nele têm mementos de uma vida em família que me trouxe até ‘aqui’ e me fez quem sou. Fotos de meus avôs maternos, que influenciaram meu crescer de maneira muito profunda em todos os sentidos. Uma foto de meus pais dançando na festa de seus 30 anos de casamento – meu pai com um cachimbo como de costume – e os dois tão felizes. Moravam na Holanda à época. Misturados com essas fotos, várias outras de amigos e de meus filhos em momentos felizes de suas vidas. Jarros de cristal e vasos de porcelana inglesa – todos originariamente dos meus pais e avôs – para lembrar-me de almoços de Natal, aniversários e os chás de quartas à tarde na casa de minha avó materna com toda a família. Para completar isso tudo, livros e DVDs que adoro. Embora essas ‘coisas’ sejam materiais, todas têm uma história própria e me fazem perceber quanta sorte tive em poder alcançar todas as coisas ‘espirituais’ que eu sempre quis para minha vida.

© Anne M. Moor

sábado, 31 de julho de 2010

Quatro anos depois

Em 3 de agosto de 2007 escrevi um texto – O antes, o durante e o depois - que publiquei no blog sobre a minha luta com meu corpo após ter sido enfrentada com as condições de minha saúde! Uma das coisas que eu disse naquele texto foi “Mas hoje eu tenho certeza (das poucas) de que vou conseguir me controlar quando tenho vontade de comer, comer, comer (por que sei que ISSO não vai passar) e que NÃO vou engordar de novo.”

Hoje estou feliz. Depois de 4 anos de lutar contra as vontades e reações irracionais que só aumentavam minha angústia, e posso dizer que venci. Disse àquela época (2007) que essa vontade não iria nunca embora. Ledo engano! Com a ajuda de acupuntura, matei a paranóia de ter que comer a toda hora e de comer sem vontade, só com os olhos! Venci!

Hoje a comida voltou a ter gosto e com a reorganização alimentar que venho fazendo há 4 anos, posso comer qualquer coisa (com exceção do açúcar) em porções civilizadas e ficar satisfeita. Hoje janto e só como de novo no outro dia e durmo feito um anjo. A geladeira deixou de me atrair à cozinha no meio da noite várias vezes! Venci!

Sinto-me em paz comigo mesma, pois sei que o controle do meu corpo está, mais uma vez, na minha mão. O meu gosto pela cozinha não é mais um problema. Venci!

E queria compartilhar com vocês, meus amigos, que participaram desta caminhada.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Insônia

Será que a insônia é defesa ou fuga? Dia com jeito de parafuso enlouquecido. Chega a noite, em casa aconchegada entre minhas ‘coisas’, redemoinhos de um repensar sobre o que estava a acontecer deixou-me inquieta, cansada, chateada. Resolvi dormir para esquecer. Afinal, eu estava com sono. Deitei-me, desliguei a TV e o PC, apaguei a luz, fechei os olhos e... Nada! Virei de costas, de lado, do outro lado, debruço e o parafuso aloucado ficava martelando na minha cabeça. Levantei. Fui à cozinha. Por que será que toda vez que estou angustiada quero comer? Abro a geladeira, lembro de mim 22 quilos mais gorda, fecho a geladeira e tomo um copo de água. Volto pra cama. Ligo a TV. Nada me atrai. Recomeçou o virar e revirar na cama a tentar aquietar o demônio que anda em círculos na minha cabeça. Consigo? Não sei, mas o sono toma conta e apago num sono agitado. Como foi bom acordar e ver o sol na janela!
 
© 2010 Anne M. Moor

sábado, 8 de maio de 2010

Padecer no paraíso

O post no Arguta lembrou-me de um texto que escrevi em 2008 e que trago para vocês nesta época de homenagens às mães...

Dizem que ser mãe é padecer no paraíso. Ser mãe NÃO é sofrer, ser mãe é felicidade, mesmo que as vezes seja preocupação. Lembro muito bem olhar nos olhos do meu primeiro filho quando o colocaram em meus braços e, embora meio fechadinhos, fez um ‘click’ entre nós que perdura até hoje. E assim foi com todos os quatro. Olhares diferentes, cada um, mas fortemente ligados como se fosse pelo cordão umbilical. A felicidade que irradia pelo corpo todo é ímpar e certamente compartilhada com os pais. Ser mãe é dedicação e muito trabalho braçal no início, mas também é muita canção de ninar, muito aconchego, muito cheirar a cria, muito simplesmente sentar com eles no colo e os observar – observar o milagre da vida. A medida que eles vão crescendo, ser mãe passa a ser saber ter paciência, saber guiar, saber impor limites e principalmente saber dizer não. É chorar de desespero, mas é chorar junto de alegria. É saber desligar o canal para deixá-los viverem suas vidas. É ficar olhando eles se esborracharem no chão e aprender a levantarem-se sozinhos, se bem que com uma mãozinha levemente escondida. É saber ser mãe, mas principalmente amiga nas horas boas e nas horas ruins. É saber aceitar que eles têm ideias diferentes das nossas, é aprender com eles. É compartilhar vidas. É entender que a vida é feita de fases e eles têm de passar por todas e que nós não podemos viver a vida deles por eles. Ser mãe é estar presente, mesmo não estando, em silêncio. Enfim, ser mãe é viver, é compartilhar, é dividir, é carinho e muito amor.


© Anne M. Moor - 2008

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Em Aguadulce na Espanha


Amigos,
Obrigada pelo carinho nos comentários no outro post. Aqui, eu com o Mediterrâneo brilhando atrás de mim, a meia quadra da casa de minha filha... :-) O dia começa com um café na Rambla e depois uma caminhada na praia. Nos últimos 5 dias passeamos (de carro e a pé) em Valência, Barcelona, Zaragosa, Madrid, Toledo. Um banho de lugares e coisas lindas! Não sei o que gostei mais, é difícil dizer.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Bye for a while...

Vou, mas volto. Passear com uma filha pela Espanha. Sair nas asas do sonho sempre é bom. Se isso me leva ao convívio de uma de minhas paixões, melhor! Três semanas de descanso da rotina, do trabalho. Três semanas a conhecer o novo, a viajar pelo sul da Espanha e Londres. Três semanas de conversas, de aconchego, de nos conhecer um pouco mais - mãe e filha... Provavelmente, pouco andarei por aqui. Na volta conto!

Grande abraço e até a volta!


segunda-feira, 8 de março de 2010

Voltei!



Cheguei às 4 da manhã! Feliz. Quatro dias de puro prazer e alegria. Muitas risadas, abraços, papo entrando madrugada adentro empurrado por um bom vinho, mas principalmente por um sentir-se pertencente de algo gostoso. Praia, mar azul, forte, salgado e delicioso! Frio, mas com um abraço quente a nos divertir como adolescentes!!

terça-feira, 2 de março de 2010

Vou... mas volto!



Adoro viajar. Pego a estrada e me mando pelas alamedas das memórias. Indo estou. Chegar é o objetivo. Lá onde estão meus amigos de infância junto com amigos novos de coração. Lá se vão 56 anos e as lembranças continuam. A vontade de estar junto. De rir muito. De nos abraçar. Pena que não poderão estar todos, mas em torno de 20 estaremos comendo, bebendo, conversando e rindo por 4 dias. Dias para guardar do lado direito do peito. Eu volto logo.
Divirtam-se com o vídeo... :-)