Uma vez ao ano encontramo-nos. Um grupo que se conheceu no colégio no jardim de infância. Alguns se juntaram à turma ao longo da caminhada. Alguns terminaram a escola ainda juntos, outros mudaram de colégio, de cidade, de país, de continente. Com a vinda da internet, descobrimo-nos novamente e grande parte de nós migramos a Montevidéu para um encontro anual gostoso, surpreende. Em torno de 20 homens e mulheres. Estudaram, saíram ao mundo, casaram, separaram, casaram de novo, tiveram filhos, netos... Cada um com memórias que tornaram possível o reviver, ao longo dos últimos anos, de nossa amizade e familiaridade. Primeiros amores, brincadeiras na praia, sorveterias prediletas que ainda existem, filmes vistos, festinhas... As pessoas surpreendem-se com a lealdade e amor que todos temos pelo colégio que frequentamos e que ainda hoje existe. O reconhecimento da educação que recebemos lá e o momento, anos 50 e 60, que vivemos no Uruguay. Março é nosso mês escolhido para viagens nas alamedas da nostalgia.
Leitura é a chave para a liberdade. Ler e escrever é fazer amor com as palavras. Tricotar e cozinhar é fazer amor com os sentidos. Aqui encontrarás o delírio, o prazer e o sonho, que fazem parte do viver...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Mais uma vez...
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Um domingo diferente...

Os mistérios dos caminhos da vida habitam em todos nós e em nosso cotidiano. Sem aviso a rotina é mudada e enfrentamos momentos nunca antes vistos nem sentidos! Batida inesperada com força a nos abalroar - sobressalto, espanto, medo, zoeira, dor. Silêncio. Estamos vivas, inteiras, chocadas. Recomeça a vida. Polícia, seguro, perguntas. O sol brilha mais forte, o mar impõe sua energia com maior empenho. Descansamos. Sobrou apenas uma costela fraturada e repouso forçado. Dor que passará!
© Anne M. Moor – February 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Em 1º de dezembro este ano Greg Mortenson lançou outro livro: "Stones for Schools", que estou lendo e amando. Para Mortenson, "Se você educar um menino, você educa um indivíduo, mas se educar uma menina, você educa uma comunidade", com o que concordo embora nunca tivesse pensado nisso. O engraçado é que antes de começar este livro, li a autobiografia de Jane Fonda, que também recomendo, e em que ela diz a mesma coisa. Os dois estão falando de contextos diferentes, completamentes diferentes... São boas leituras, histórias verídicas, para pensarmos em como ajudar a promover a paz...
sábado, 9 de janeiro de 2010
British or American English?

Na Faculdade em que eu lecionava inglês, éramos professores com sotaques tanto britânicos quanto americanos e os alunos ganhavam com a diversidade, não sem críticas é claro. Certa vez, ao voltar de dois anos de estudos de mestrado, assumi uma turma. No primeiro dia de aula, entrei e me apresentei em português, afinal era o primeiro dia e eu era nova no pedaço para esses alunos. Em seguida, pedi que os alunos se apresentassem e me dissessem quais eram suas expectativas com o semestre, comigo e com a disciplina. Começaram. Com exceção de uma aluna, os outros não me conheciam.
Chegou a vez de um aluno e ele se apresentou e falou sobre suas expectativas e terminou com a seguinte frase: — Odeio sotaque britânico! A menina que me conhecia queria se enfiar em baixo da cadeira.
— I AM so sorry! But you are going to have to put up with my British accent for a whole term.
Hoje tenho imenso orgulho desse jovem que, diga-se de passagem se recuperou brilhantemente do fora que deu, e construiu uma identidade de professor e pesquisador muito interessante. Ele foi o meu aluno, meu assistente de pesquisa, meu colega, é meu grande amigo e hoje tenho o prazer e o orgulho de vê-lo Phd em Informática na Educação e professor efetivo na mesma Faculdade de Letras em que se formou. Continuamos trabalhando juntos em pesquisa sobre a aprendizagem de línguas estrangeiras presencial e a distância por uma perspectiva da Complexidade. Ele vai longe e o sistema educacional agradece!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Outros tempos...
A vocês, meus amigos e leitores, um bom delírio... :-)
Se não viram... delirem, se já viram merecem ver de novo...Apenas a presença dos intérpretes justifica escutar este tema. Se trata da interpretação que faz um grupo de amigos, da canção "My Sweet Lord", de George Harrison. Este concerto foi em sua homenagem, dois anos depois de sa morte. Na guitarra acústica Eric Clapton, na guitarra elétrica o filho de George, Dhani Harrison, ao piano Paul McCartney, na primeira bateria Ringo Star, na segunda bateria Phill Collins, na segunda guitarra elétrica Tom Petty, ao órgão e interpretando a primeira voz o incrível Billy Preston. Entre as vocalistas do coro está Linda Eastman esposa de Paul McCartney, estiveram presentes também neste concerto Ravi Shankar, Jethro Tull y um número de amigos e contemporâneos dos Beatles, assim como todo o grupo 'The Cream' de Eric Clapton.Todos um pouco grisalhos, enrugados, gordinhos, mas o melhor do melhor, o mais representativo dos anos 70.
Este tema é parte de um DVD entitulado "Concert for George" realizado en el Royal
Albert Hall no dia 29 de Novembro 2002.
domingo, 8 de novembro de 2009
Seven-a-side
Hockey, um jogo quase diário fez parte de minha vida na escola. Corríamos muito, manejávamos a bola com certa malícia aos gritos da torcida organizada e do desespero dos adversários! Aprendemos a conviver em equipe, a respeitar e a colaborar com o outro. Aprendemos a perder e a sermos humildes na vitória! Aprendemos que a diversão era mais importante que vencer ou perder. Enfim, aprendemos...
© Anne M. Moor
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Vagalume
Do meu avô herdei a paixão pela música. Ele tinha um piano enorme de cauda, preta que brilhava e que ele tocava divinamente. Nós, as crianças, sentávamos no chão absortas na melodia que ora vinha do piano, ora da vitrola. Outra minha paixão que também herdei dele, foi a leitura. No andar de cima, entre quartos e banheiros havia um corredor de toda a largura da casa com prateleiras de livros que podíamos ler quando queríamos. Literatura, biografias, poemas, ficção, aventura... Muitos desses livros, hoje, estão em minha casa. Memórias nas histórias, nos poema, nas palavras e letras que se misturam ao cheiro de livros velhos e muito manuseados. Cheiros de minha infância.
© Anne M. Moor
quinta-feira, 30 de julho de 2009
O mundo digital e seus tentáculos (2)
O mundo digital tem desacomodado de várias maneiras a sociedade nas últimas décadas. As relações pessoais passaram a contar com formas diferentes e não tradicionais de interação, empatia, encanto e, por que não, de amor. Formas essas pouco aceitas por pessoas avessas a mudanças, a coisas novas, a aventurarem-se no abismo da vida.
Muitos amigos queridos conheci e mantenho até hoje. Alguns ainda virtuais, outros já presencialmente também. A riqueza dessa rede de amigos novos e/ou reencontrados é que não mais o meu círculo de amizades é restrito à cidade em que moro, mas espalha-se pelo mundo. Tenho amigos no Brasil, na América do Sul, nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Amigos com quem converso e interajo quase todos os dias. Encontrei-me novamente com amigos da época do colégio pela internet e posteriormente em encontros agendados com a ajuda da internet. Mágico e adorável. Sem a internet jamais teríamos encontrado colegas de 50 anos atrás. Não só encontrei, mas passamos a interagir como se os 50 anos não houvessem existido.
Conheci um grupo de amigos através do meu blog e do deles. O mesmo país mas estados e cidades diferentes. Marcamos um encontro após um ano de interação pela escrita, pela poesia nos blogs. Foi em São Paulo por ser o ponto mais central do grupo. O que mais surpreendeu a todos foi a familiaridade que havia entre o grupo. A sensação de conhecer as pessoas desde sempre. O prazer de estarmos juntos.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O mundo digital e seus tentáculos (1)
Sempre fui curiosa e rebelde. Curiosidade que me impulsionou a sempre procurar formas novas de viver. Rebeldia que me incitou a buscar o diferente, a aproveitar as oportunidades que a vida apresentava. O mundo digital está entre a curiosidade e a rebeldia. Instalou-se e está aqui para ficar, embora muitas pessoas insistam em ignorar esse inusitado fato. Poderiam me perguntar por que ‘inusitado’ se esse universo existe há tanto tempo. É bom deixar claro que eu me refiro à tecnologia em relações pessoais e não profissionais, nem acadêmicas. As relações entre homens e mulheres, entre pais e filhos, entre amigos, irmãos... Nos últimos anos o ser humano tem se encontrado em uma teia enredada de solidão, carência e um sentimento de estar perdido. O tradicional nas interações, no emergir de empatias, no sentir simplesmente tem sofrido com as mudanças sociais. Tantas pessoas na solidão dolorida, na procura de companhias, no buscar de aconchego... Nunca foi tão intensa a busca pelo ‘eu’ e pelo outro!terça-feira, 14 de julho de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Ser mãe
domingo, 26 de abril de 2009
Sou quem sou...
Sou quem sou! Minha caminhada uma mistura de culturas e nacionalidades. Meu avô materno, escocês, veio para Montevidéu já adulto e radicou-se ali.
Embora tremendamente rígido com todos nós, ele sabia brincar e o que mais encantava os netos era o fato de que ele mexia com as orelhas!!! Figura alta, imponente mas com um sorriso terno que alcançava os olhos.
Grande leitor, nos deu o exemplo. Tive sorte que os meus 2 avôs eram grandes leitores. Tenho livros deles hoje em minhas prateleiras. Livros com os quais cresci e me criei.
Meu avô paterno, grande leitor e amante incondicional da música, tocava piano e tinha prateleira imensas de livros, os quais nunca nos foi negado pegar na mão folear e ler. Adorava viajar e os Alpes Suiços eram seu lugar preferido (vide foto).
Sou quem sou por causa dessa caminhada!
sexta-feira, 20 de março de 2009
Meandros da ferrovia brasileira

Embarcaram. Fazia calor. A paisagem linda. E lá foram. No trem não havia nada, nem água. Volta e meia o trem parava no meio do nada e o maquinista e seu ajudante desciam a tomar chimarrão e observar a paisagem. Certa hora meu tio olhou pela janela do trem e enxergou outro trem do lado... Pasmem. Não era outro trem, era o deles fazendo a curva do ‘pagamento por metro’. Era dia de jogo de futebol e de repente o trem parou mais uma vez e o maquinista, seu ajudante e o resto dos homens do trem se enfiaram num boteco na beira da ferrovia a escutar o jogo. Lá ficaram torcendo enquanto os passageiros esperavam!!!
Chegaram em Pelotas com 3 horas de atraso e a janta que os esperava estava torrada!!! Mais uma aventura nas estradas da vida, embora desta eu não participei. Viver nos anos 50 no sul do Brasil era definitivamente uma aventura.
© Anne M. Moor
domingo, 8 de março de 2009
Caminhos

Ao fazer escolhas na vida, tantas coisas influenciam
os caminhos a serem tomados - tortuosos ou não;
sonhos de infância, desejos de adolescência, exemplos
que intensamente habitam nossas vidas.
Passa o tempo em um vai e vem inconstante de anseios,
nem sempre muito nítidos, nem objetivos, mas todavia
interesses múltiplos que povoam nosso dia-a-dia com
uma insistência por vezes até irritante, um teimar persistente.
Não foi em vão. A colheita surge no final de uma caminhada
e no início de uma vida amadurecida. Viagens, Mestrados,
empregos – coroa de louros por anos de um laborar árduo.
Professores, pesquisadores, leitores e escritores de uma
vida descoberta no interior de cada um, abrindo espaços
e caminhos de um expressar humano na lida com o outro.
© Anne M. Moor
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Mãos do coração

afagaram-me no ventre – sentimento;
guiaram-me os primeiros passos – ensino;
mostraram-me caminhos de uma vida!
As mãos que hoje me escrevem aqui
brincaram com terra, materiais e palavras.
Entraram nos meandros da arte manual
criando em tricô, crochê, costura e bordados.
Embalaram meus rebentos, pedaços de mim.
Acarinharam e acarinham amores e paixões.
Esculpiram vidas em um vai e vem intuitivo.
Minhas mãos mostraram-me por onde andar,
por entre relâmpagos, trovões e chuva
sempre iluminada pela luz e calor do sol.
by Anne M. Moor – 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Diferenças

Chegando à praia, 260 kms de praia, assim como ainda o é hoje, entrava-se na praia de carro, encontrava-se um espaço, estacionava-se e começava a armação das barracas! Lonas por cima dos carros, mesa, cadeiras, geladeira portátil, guarda sol, bola, raquetes, pás ... Piquenique dos bons! O sol no Cassino sempre foi escaldante mesmo antes do buraco de ozônio que
reside como diabo por cima do Rio Grande do Sul.A volta era mais cansativa e as filas na estrada para esperar a balsa podiam ser kilométricas, literalmente! Hoje tudo mudou. Tem ponte e a praia tem infraestrutura alimentar e beberical... Em compensação, o povo na praia e os engarrafamentos de carros, motos, bicicletas e quetais tiram um pouco o prazer do cheiro, do barulho e da energia do mar! É um carro ao lado do outro. Espaço é algo quase disputado a tapa! As pessoas, mesmo frente aquele marzão, estão estressados e mostram isso na sua maneira de enfrentar uma direção... Pena...
Mas, mesmo assim, a praia ainda é um lugar de encontro, de caminhadas, de renovação de energias. Tornou-se também um lugar em que precisa-se ter MUITO cuidado com o sol. Os raios não respeitam nem as nuvens!
Como o perigo de parecer a velha que sou, acho que eu prefiria a praia 50 anos atrás! :-)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Tea Cosy
Este 'Tea Cosy' foi feito pela minha avó materna em tricô - reparem os detalhes. A janela aberta como convite a um bom chá quentinho...
sábado, 24 de janeiro de 2009
Churrasco de chão!
Missão cumprida! Ver os filhos graduados e encaminhados na vida é o maior prazer de uma mãe! Hoje festejamos mais uma formatura com amigos e familiares.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Hoje estou feliz...
Descobri que passar por um curso superior abre horizontes e nos dá uma bagagem necessária para enfrentar a vida, para aprender a ler o mundo. Com 40 anos, mãe de 4 filhos, resolvi que uma de minhas metas seria ver meus 4 filhos formados em um curso superior.
Dia 30 de dezembro, há 3 dias, soubemos as notas finais do Richard (meu filho mais moço) e estamos comemorando desde então sua formatura! Ele está feliz e realizado, além de aliviado, pois nunca gostou muito de aulas J. Mas eu estou FELIZ, por que sei que todo o esforço dele não foi em vão e posso dizer que a meta que me propus está realizada.
Ver os filhos bem encaminhados na vida é tudo de bom. Meus parabéns a todos eles e meu desejo de que os caminhos que trilhem sejam repletos de vida.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Outras Artes

Aqui está a colcha feita com muito amor. Comecei com restos de lã, mas logo precisei sair e comprar mais e mais e mais. São 442 quadrados feitos de crochê, uma a uma, todos com o miolo preto e depois juntados com lã preta. As cores foram se compondo alheatoriamente e sendo combinadas por mim. A minha experiência com tricô, que comecei a fazer com 8 anos, e crochê, que comecei na adolescência, ensinou-me a usar de minha intuição artística para combinar as cores.
Modéstia a parte, a colcha ficou linda. Como um bom observador pode notar, há 20 quadrados para serem juntados ao todo com preto. Dentro de uma semana estará totalmente pronta. É que nos próximos dias tenho que terminar um blusão de lã que estou tricotando para a outra filhota, que viaja para Holanda dia 31.





