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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Mais uma vez...


Uma vez ao ano encontramo-nos. Um grupo que se conheceu no colégio no jardim de infância. Alguns se juntaram à turma ao longo da caminhada. Alguns terminaram a escola ainda juntos, outros mudaram de colégio, de cidade, de país, de continente. Com a vinda da internet, descobrimo-nos novamente e grande parte de nós migramos a Montevidéu para um encontro anual gostoso, surpreende. Em torno de 20 homens e mulheres. Estudaram, saíram ao mundo, casaram, separaram, casaram de novo, tiveram filhos, netos... Cada um com memórias que tornaram possível o reviver, ao longo dos últimos anos, de nossa amizade e familiaridade. Primeiros amores, brincadeiras na praia, sorveterias prediletas que ainda existem, filmes vistos, festinhas... As pessoas surpreendem-se com a lealdade e amor que todos temos pelo colégio que frequentamos e que ainda hoje existe. O reconhecimento da educação que recebemos lá e o momento, anos 50 e 60, que vivemos no Uruguay. Março é nosso mês escolhido para viagens nas alamedas da nostalgia.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um domingo diferente...


Os mistérios dos caminhos da vida habitam em todos nós e em nosso cotidiano. Sem aviso a rotina é mudada e enfrentamos momentos nunca antes vistos nem sentidos! Batida inesperada com força a nos abalroar - sobressalto, espanto, medo, zoeira, dor. Silêncio. Estamos vivas, inteiras, chocadas. Recomeça a vida. Polícia, seguro, perguntas. O sol brilha mais forte, o mar impõe sua energia com maior empenho. Descansamos. Sobrou apenas uma costela fraturada e repouso forçado. Dor que passará!


© Anne M. Moor – February 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010


"Cada folha da árvore torna-se uma página do livro, conquanto o coração abre-se e aprenda a ler"

Em 2008, quando eu estava na Holanda visitando minha filha, li "Three Cups of Tea" escrito por Greg Mortenson e David Oliver Relin que mostra que uma pessoa, sim, pode fazer a diferença se tiver vontade e garra. Recomendo! Pode ser comprado na Livraria Cultura em inglês ou em português. O título se refere a um dizer Balti: "A primeira xícara de chá que você compartilha conosco, você é um estranho, a segunda xícara de chá, você é um amigo, mas com a terceira xícara de chá, você se torna família - e para nossas famílias estamos dispostos a fazer qualquer coisa, até morrer."

Em 1º de dezembro este ano Greg Mortenson lançou outro livro: "Stones for Schools", que estou lendo e amando. Para Mortenson, "Se você educar um menino, você educa um indivíduo, mas se educar uma menina, você educa uma comunidade", com o que concordo embora nunca tivesse pensado nisso. O engraçado é que antes de começar este livro, li a autobiografia de Jane Fonda, que também recomendo, e em que ela diz a mesma coisa. Os dois estão falando de contextos diferentes, completamentes diferentes...
São boas leituras, histórias verídicas, para pensarmos em como ajudar a promover a paz...

sábado, 9 de janeiro de 2010

British or American English?


Desde sempre a dicotomia no ensino de inglês no Brasil tem sido entre inglês britânico e inglês americano, discussão inútil e ridícula! Hoje os diversos ‘ingleses’ do mundo são tantos que essa discussão ficou no vácuo.

Na Faculdade em que eu lecionava inglês, éramos professores com sotaques tanto britânicos quanto americanos e os alunos ganhavam com a diversidade, não sem críticas é claro. Certa vez, ao voltar de dois anos de estudos de mestrado, assumi uma turma. No primeiro dia de aula, entrei e me apresentei em português, afinal era o primeiro dia e eu era nova no pedaço para esses alunos. Em seguida, pedi que os alunos se apresentassem e me dissessem quais eram suas expectativas com o semestre, comigo e com a disciplina. Começaram. Com exceção de uma aluna, os outros não me conheciam.

Chegou a vez de um aluno e ele se apresentou e falou sobre suas expectativas e terminou com a seguinte frase: — Odeio sotaque britânico! A menina que me conhecia queria se enfiar em baixo da cadeira.


Mas eu, macaca velha, olhei pra ele com um sorriso e disse em inglês britânico (o meu):
— I AM so sorry! But you are going to have to put up with my British accent for a whole term.

Hoje tenho imenso orgulho desse jovem que, diga-se de passagem se recuperou brilhantemente do fora que deu, e construiu uma identidade de professor e pesquisador muito interessante. Ele foi o meu aluno, meu assistente de pesquisa, meu colega, é meu grande amigo e hoje tenho o prazer e o orgulho de vê-lo Phd em Informática na Educação e professor efetivo na mesma Faculdade de Letras em que se formou. Continuamos trabalhando juntos em pesquisa sobre a aprendizagem de línguas estrangeiras presencial e a distância por uma perspectiva da Complexidade. Ele vai longe e o sistema educacional agradece!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Outros tempos...

A vocês, meus amigos e leitores, um bom delírio... :-)


Se não viram... delirem, se já viram merecem ver de novo...Apenas a presença dos intérpretes justifica escutar este tema. Se trata da interpretação que faz um grupo de amigos, da canção "My Sweet Lord", de George Harrison. Este concerto foi em sua homenagem, dois anos depois de sa morte. Na guitarra acústica Eric Clapton, na guitarra elétrica o filho de George, Dhani Harrison, ao piano Paul McCartney, na primeira bateria Ringo Star, na segunda bateria Phill Collins, na segunda guitarra elétrica Tom Petty, ao órgão e interpretando a primeira voz o incrível Billy Preston. Entre as vocalistas do coro está Linda Eastman esposa de Paul McCartney, estiveram presentes também neste concerto Ravi Shankar, Jethro Tull y um número de amigos e contemporâneos dos Beatles, assim como todo o grupo 'The Cream' de Eric Clapton.Todos um pouco grisalhos, enrugados, gordinhos, mas o melhor do melhor, o mais representativo dos anos 70.

Este tema é parte de um DVD entitulado "Concert for George" realizado en el Royal
Albert Hall no dia 29 de Novembro 2002.

domingo, 8 de novembro de 2009

Seven-a-side

Hockey, um jogo quase diário fez parte de minha vida na escola. Corríamos muito, manejávamos a bola com certa malícia aos gritos da torcida organizada e do desespero dos adversários! Aprendemos a conviver em equipe, a respeitar e a colaborar com o outro. Aprendemos a perder e a sermos humildes na vitória! Aprendemos que a diversão era mais importante que vencer ou perder. Enfim, aprendemos...


© Anne M. Moor

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Vagalume


Nesta casa passei os dez primeiros anos de minha vida em todas as férias e muitos finais de semana. Casa do meu avô paterno que amava o lugar e ensinou-nos este prazer. Fica a mais ou menos 30 kms de Punta Del Este, perto de Piriápolis e a uma hora de Montevidéu. Quem comprou derrubou todos os eucaliptos da frente da casa. Fica no ar o perfume delas. Caturritas, hóspedes fiéis das árvores infernizavam nossas vidas, mas faziam parte do contexto. Havia, além delas, cachorros, muitos cachorros que seguiam meu avô por toda parte... e vagalumes, tantas luzinhas a piscar e nos encantar. Ai as noites estreladas em que corríamos pelo jardim caçando vagalumes em nossas mãos. A luz piscava nas conchas feitas pelas mãos. Minha irmã e eu, meus primos, amigos... Soltos, corríamos pelo balneário. Outros tempos.

Do meu avô herdei a paixão pela música. Ele tinha um piano enorme de cauda, preta que brilhava e que ele tocava divinamente. Nós, as crianças, sentávamos no chão absortas na melodia que ora vinha do piano, ora da vitrola. Outra minha paixão que também herdei dele, foi a leitura. No andar de cima, entre quartos e banheiros havia um corredor de toda a largura da casa com prateleiras de livros que podíamos ler quando queríamos. Literatura, biografias, poemas, ficção, aventura... Muitos desses livros, hoje, estão em minha casa. Memórias nas histórias, nos poema, nas palavras e letras que se misturam ao cheiro de livros velhos e muito manuseados. Cheiros de minha infância.

© Anne M. Moor
A foto em preto e brano era os fundos da casa onde caçávamos vagalumes :-)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O mundo digital e seus tentáculos (2)

O uso do computador e a descoberta da internet foram, para mim, uma festa. Gosto de viver, adoro gente, tenho imenso prazer em conhecer pessoas novas, enfim, de me relacionar. A minha incursão neste mundo mágico foi aos poucos. Comecei pelo acadêmico, mas logo a seguir o pessoal e social começou a me atrair. Os sites de relacionamentos me pareciam algo perigoso – medos surgiram. Mas a curiosidade nata me fez explorar e abriu-se um mundo surpreendentemente fascinante aos meus olhos. Cadastrei-me no primeiro, ainda com uma mistura de medo e vergonha. Comecei a conhecer pessoas diferentes. Uma realidade estrondosa apresentou-se – milhares de homens e mulheres de minha idade – 50... 60... – solitários, procurando companhia, amizade, papo. Foi um início.

O mundo digital tem desacomodado de várias maneiras a sociedade nas últimas décadas. As relações pessoais passaram a contar com formas diferentes e não tradicionais de interação, empatia, encanto e, por que não, de amor. Formas essas pouco aceitas por pessoas avessas a mudanças, a coisas novas, a aventurarem-se no abismo da vida.
Conheci pessoas. Criei empatias e sentimentos com pessoas sem vê-las, nem ouvir a voz (naquela época eu não tinha câmera.). Surpreendi-me com o fato de poder criar empatias com alguém sem ouvir a voz, sem ver, sem tocar... Namorei. Fui tachada de louca, pobre coitada, entre outras coisas por pessoas que nem sequer sabem ligar o computador e muito menos entendem as relações humanas virtuais ou presenciais. Mas eu sabia o que sentia e passei a conhecer a vida que se desenrolou a partir disso.

Muitos amigos queridos conheci e mantenho até hoje. Alguns ainda virtuais, outros já presencialmente também. A riqueza dessa rede de amigos novos e/ou reencontrados é que não mais o meu círculo de amizades é restrito à cidade em que moro, mas espalha-se pelo mundo. Tenho amigos no Brasil, na América do Sul, nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Amigos com quem converso e interajo quase todos os dias. Encontrei-me novamente com amigos da época do colégio pela internet e posteriormente em encontros agendados com a ajuda da internet. Mágico e adorável. Sem a internet jamais teríamos encontrado colegas de 50 anos atrás. Não só encontrei, mas passamos a interagir como se os 50 anos não houvessem existido.

Conheci um grupo de amigos através do meu blog e do deles. O mesmo país mas estados e cidades diferentes. Marcamos um encontro após um ano de interação pela escrita, pela poesia nos blogs. Foi em São Paulo por ser o ponto mais central do grupo. O que mais surpreendeu a todos foi a familiaridade que havia entre o grupo. A sensação de conhecer as pessoas desde sempre. O prazer de estarmos juntos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O mundo digital e seus tentáculos (1)

Sempre fui curiosa e rebelde. Curiosidade que me impulsionou a sempre procurar formas novas de viver. Rebeldia que me incitou a buscar o diferente, a aproveitar as oportunidades que a vida apresentava. O mundo digital está entre a curiosidade e a rebeldia. Instalou-se e está aqui para ficar, embora muitas pessoas insistam em ignorar esse inusitado fato. Poderiam me perguntar por que ‘inusitado’ se esse universo existe há tanto tempo. É bom deixar claro que eu me refiro à tecnologia em relações pessoais e não profissionais, nem acadêmicas. As relações entre homens e mulheres, entre pais e filhos, entre amigos, irmãos... Nos últimos anos o ser humano tem se encontrado em uma teia enredada de solidão, carência e um sentimento de estar perdido. O tradicional nas interações, no emergir de empatias, no sentir simplesmente tem sofrido com as mudanças sociais. Tantas pessoas na solidão dolorida, na procura de companhias, no buscar de aconchego... Nunca foi tão intensa a busca pelo ‘eu’ e pelo outro!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ser mãe

Dizem que ser mãe é padecer no paraíso. Ser mãe NÃO é sofrer, ser mãe é felicidade, mesmo que as vezes seja preocupação. Lembro muito bem olhar nos olhos do meu primeiro filho quando o colocaram em meus braços e, embora meio fechadinhos, fez um ‘click’ entre nós que perdura até hoje. E assim foi com todos os quatro. Olhares diferentes, cada um, mas fortemente ligados como se fosse pelo cordão umbilical. A felicidade que irradia pelo corpo todo é ímpar e certamente compartilhada com os pais. Ser mãe é dedicação e muito trabalho braçal no início, mas também é muita canção de ninar, muito aconchego, muito cheirar a cria, muito simplesmente sentar com eles no colo e os observar – observar o milagre da natureza. A medida que eles vão crescendo, ser mãe passa a ser saber ter paciência, saber guiar, saber impor limites e principalmente saber dizer não. É chorar de desespero, mas é chorar junto de alegria. É saber desligar o canal para deixá-los viverem suas vidas. É ficar olhando eles se esborracharem no chão e aprender a levantarem-se sozinhos, se bem que com uma mãozinha levemente escondida. É saber ser mãe, mas principalmente amiga nas horas boas e nas horas ruins. É saber aceitar que eles têm idéias diferentes das nossas, é aprender com eles. É compartilhar vidas. É entender que a vida é feita de fases e eles têm de passar por todas e que nós não podemos viver a vida deles por eles. Ser mãe é estar presente, mesmo não estando, em silêncio. Enfim, ser mãe é viver, é compartilhar, é dividir, é carinho e muito amor e jamais deixar de ser mulher!

domingo, 26 de abril de 2009

Sou quem sou...

Avô materno

Sou quem sou! Minha caminhada uma mistura de culturas e nacionalidades. Meu avô materno, escocês, veio para Montevidéu já adulto e radicou-se ali.

Embora tremendamente rígido com todos nós, ele sabia brincar e o que mais encantava os netos era o fato de que ele mexia com as orelhas!!! Figura alta, imponente mas com um sorriso terno que alcançava os olhos.

Grande leitor, nos deu o exemplo. Tive sorte que os meus 2 avôs eram grandes leitores. Tenho livros deles hoje em minhas prateleiras. Livros com os quais cresci e me criei.

Meu avô paterno, grande leitor e amante incondicional da música, tocava piano e tinha prateleira imensas de livros, os quais nunca nos foi negado pegar na mão folear e ler. Adorava viajar e os Alpes Suiços eram seu lugar preferido (vide foto).

Sou quem sou por causa dessa caminhada!


Avô e Avó paternos

sexta-feira, 20 de março de 2009

Meandros da ferrovia brasileira

1959. Memórias de uma viagem entre Jaguarão e Pelotas. Meu tio era diretor do ‘ferrocarril’ no Uruguay, então uma companhia britânica. Vieram nos visitar em Pelotas – tio, tia e 3 primos. Como trabalhava com trens, meu tio resolveu vir de Jaguarão a Pelotas de trem – Maria Fumaça – em vez de vir de ônibus. Ninguém havia contado pra ele que a linha ferroviária entre as duas cidades havia sido paga pelo metro de construção!

Embarcaram. Fazia calor. A paisagem linda. E lá foram. No trem não havia nada, nem água. Volta e meia o trem parava no meio do nada e o maquinista e seu ajudante desciam a tomar chimarrão e observar a paisagem. Certa hora meu tio olhou pela janela do trem e enxergou outro trem do lado... Pasmem. Não era outro trem, era o deles fazendo a curva do ‘pagamento por metro’. Era dia de jogo de futebol e de repente o trem parou mais uma vez e o maquinista, seu ajudante e o resto dos homens do trem se enfiaram num boteco na beira da ferrovia a escutar o jogo. Lá ficaram torcendo enquanto os passageiros esperavam!!!

Chegaram em Pelotas com 3 horas de atraso e a janta que os esperava estava torrada!!! Mais uma aventura nas estradas da vida, embora desta eu não participei. Viver nos anos 50 no sul do Brasil era definitivamente uma aventura.

© Anne M. Moor

domingo, 8 de março de 2009

Caminhos

Ontem foi um dia muito especial! A formatura destas pessoinhas, meus afilhados, uma vez que fui convidada para ser paraninfa da turma. Juntos aprendemos a distinguir e entender a diferença entre ensinar e aprender. Compreendemos que nem tudo que nos é ensinado aprendemos; e que aprendemos mesmo que alguém não tenha nos ensinado. Aprendemos na caminhada, aprendemos no erro, aprendemos no compartilhar momentos de crescimento, enfim, aprendemos a ser mais humanos, a compartilhar nossas caminhadas, a pensar no outro, a aprender a lidar com nossas inseguranças, a não ter medo de experimentar, a nos conhecer melhor, a entender o nosso eu e a compreender o que é ser professor.


Ao fazer escolhas na vida, tantas coisas influenciam
os caminhos a serem tomados - tortuosos ou não;
sonhos de infância, desejos de adolescência, exemplos
que intensamente habitam nossas vidas.

Passa o tempo em um vai e vem inconstante de anseios,
nem sempre muito nítidos, nem objetivos, mas todavia
interesses múltiplos que povoam nosso dia-a-dia com
uma insistência por vezes até irritante, um teimar persistente.

Não foi em vão. A colheita surge no final de uma caminhada
e no início de uma vida amadurecida. Viagens, Mestrados,
empregos – coroa de louros por anos de um laborar árduo.

Professores, pesquisadores, leitores e escritores de uma
vida descoberta no interior de cada um, abrindo espaços
e caminhos de um expressar humano na lida com o outro.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Mãos do coração


Mãos outras contam inúmeras histórias:
afagaram-me no ventre – sentimento;
guiaram-me os primeiros passos – ensino;
mostraram-me caminhos de uma vida!

As mãos que hoje me escrevem aqui
brincaram com terra, materiais e palavras.
Entraram nos meandros da arte manual
criando em tricô, crochê, costura e bordados.

Embalaram meus rebentos, pedaços de mim.
Acarinharam e acarinham amores e paixões.
Esculpiram vidas em um vai e vem intuitivo.

Minhas mãos mostraram-me por onde andar,
por entre relâmpagos, trovões e chuva
sempre iluminada pela luz e calor do sol.

by Anne M. Moor – 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Diferenças



Lembro-me de idas à praia nos domingos quando eu era adolescente. Cedo levantávamos a organizar a viagem, por que viagem era. Não exsitia a ponte sobre o São Gonçalo. Para chegar no Cassino (praia de mar) a 60 kms daqui era preciso chegar cedo na fila da balsa para atrevassar o rio. Na fila todo mundo descia, batia papo com outros que também esperavam - era uma festa.

Chegando à praia, 260 kms de praia, assim como ainda o é hoje, entrava-se na praia de carro, encontrava-se um espaço, estacionava-se e começava a armação das barracas! Lonas por cima dos carros, mesa, cadeiras, geladeira portátil, guarda sol, bola, raquetes, pás ... Piquenique dos bons! O sol no Cassino sempre foi escaldante mesmo antes do buraco de ozônio que reside como diabo por cima do Rio Grande do Sul.

A volta era mais cansativa e as filas na estrada para esperar a balsa podiam ser kilométricas, literalmente! Hoje tudo mudou. Tem ponte e a praia tem infraestrutura alimentar e beberical... Em compensação, o povo na praia e os engarrafamentos de carros, motos, bicicletas e quetais tiram um pouco o prazer do cheiro, do barulho e da energia do mar! É um carro ao lado do outro. Espaço é algo quase disputado a tapa! As pessoas, mesmo frente aquele marzão, estão estressados e mostram isso na sua maneira de enfrentar uma direção... Pena...

Mas, mesmo assim, a praia ainda é um lugar de encontro, de caminhadas, de renovação de energias. Tornou-se também um lugar em que precisa-se ter MUITO cuidado com o sol. Os raios não respeitam nem as nuvens!

Como o perigo de parecer a velha que sou, acho que eu prefiria a praia 50 anos atrás! :-)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Tea Cosy

Esta foto mostra um "tea cosy" bordado pela minha mãe. O que é isso? É uma capa acolchoada para pôr por cima de bules para manter o chá quente. Dou-me conta agora que isso não é algo da cultura brasileira, mas sim da inglesa na qual cresci. Os ingleses costumavam, e alguns ainda costumam, fazer chá em bule pois uma xícara de chá não é o suficiente. Para que o momento de tomar chá seja agradável até o fim era necessário que o bule pudesse manter-se quente. É uma peça obrigatória em um lar em que se toma chá!

Este 'Tea Cosy' foi feito pela minha avó materna em tricô - reparem os detalhes. A janela aberta como convite a um bom chá quentinho...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Churrasco de chão!

Missão cumprida! Ver os filhos graduados e encaminhados na vida é o maior prazer de uma mãe! Hoje festejamos mais uma formatura com amigos e familiares.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Hoje estou feliz...

Venho de uma família que nunca deu a mínima importância para curso superior. E fui assim fiel a minha criação. Quando terminei a escola não quis ir pra faculdade e não fui. Fiz aquilo para o qual fui preparada – fui esposa e mãe – além de ser professora. Mas sempre irrequieta e, curiosa, muito curiosa, resolvi, com 36 anos, ver o que era isso – faculdade -.

Descobri que passar por um curso superior abre horizontes e nos dá uma bagagem necessária para enfrentar a vida, para aprender a ler o mundo. Com 40 anos, mãe de 4 filhos, resolvi que uma de minhas metas seria ver meus 4 filhos formados em um curso superior.

Dia 30 de dezembro, há 3 dias, soubemos as notas finais do Richard (meu filho mais moço) e estamos comemorando desde então sua formatura! Ele está feliz e realizado, além de aliviado, pois nunca gostou muito de aulas J. Mas eu estou FELIZ, por que sei que todo o esforço dele não foi em vão e posso dizer que a meta que me propus está realizada.

Ver os filhos bem encaminhados na vida é tudo de bom. Meus parabéns a todos eles e meu desejo de que os caminhos que trilhem sejam repletos de vida.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Outras Artes


Missão cumprida! Há dez anos em plena atividade acadêmica e administrativa resolvi fazer uma colcha para Jennifer (minha filha). E comecei. Mas o trabalho me fazia parar a toda hora com a empreitada. Um dia, alguns anos mais tarde, Jennifer disse: "Mãe, a minha colcha vai ficar pronta para meus 50 anos de casada!!"

Aqui está a colcha feita com muito amor. Comecei com restos de lã, mas logo precisei sair e comprar mais e mais e mais. São 442 quadrados feitos de crochê, uma a uma, todos com o miolo preto e depois juntados com lã preta. As cores foram se compondo alheatoriamente e sendo combinadas por mim. A minha experiência com tricô, que comecei a fazer com 8 anos, e crochê, que comecei na adolescência, ensinou-me a usar de minha intuição artística para combinar as cores.

Modéstia a parte, a colcha ficou linda. Como um bom observador pode notar, há 20 quadrados para serem juntados ao todo com preto. Dentro de uma semana estará totalmente pronta. É que nos próximos dias tenho que terminar um blusão de lã que estou tricotando para a outra filhota, que viaja para Holanda dia 31.