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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Flores


Flor, tropo seguidamente utilizado
Com significados múltiplos, apresenta
pétalas entrelaçadas e simétricas
Com um centro, cerne do sentido.
Algumas escondem a essência como
As tulipas a incendiar-nos com cores vibrantes.
Outras mostram o coração em
Franca exposição de sentires expostos
Como as gérberas com suas cores vivas
E pétalas formando um conjunto uno
A proteger a profundeza do ser.

© Anne M. Moor

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O possível


Razão fala aos ventos que uivam
Emoção sussurra em meu ouvido
E senta na lua a meditar

Razão cutuca o sentir em vão
Emoção acalenta o viver
E aponta para o sentir verdadeiro

Sentimentos têm vontade própria
Silêncios guardam verdades conhecidas
De amar, de querer e de desejar.

© Anne M. Moor

terça-feira, 3 de abril de 2012

Conchas interligadas


Conchas interligadas criaram forças inexplicáveis
Mas perderam-se por um tempo sem razão...

O murmurar do mar e as estrelas a piscar
E os animais das águas fundas
Tramaram atos por si sem provocação
A despertarem sentires profundos adormecidos
De momentos doirados de outrora.

As sinuosidades de estar juntos sem estar
Abrem janelas outras a provocar hábitos
Diferenciados, mas igualmente intensos.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 30 de março de 2012

"Good girl"


Sentir a dor alheia
Saber quais necessidades são importantes
É arte no ato de interpretar o significar
De um silêncio insistente em momentos
De pura incerteza e temor de vidas em sintonia.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 23 de março de 2012

Um par...


Um par de pedras encontrarem-se no rio
Um rio que flui ora com força, ora calmamente.
O par de pedras dança a música do encanto da
Água a movimentar vidas, momentos e estrelas.
Vez por outra as pedras têm vontades próprias
E silêncios se impõem suavemente a trazer
As pedras um para junto do outro
Mesmo na distância.

© Anne M. Moor

quinta-feira, 15 de março de 2012

Flashes


As I sit me down
Beside a solitary tree
I gaze at the clouds
And the hazy dark sea
Which spark images of you.

© Anne M. Moor
Photo: Enkhuizen, Holland

quarta-feira, 14 de março de 2012

Palavras


Palavras e silêncios guiam a navegação.
Bulem entre si a desvendar as sinuosidades de ser.
Alusões vagueiam entre pessoas amadas
E textos imagéticos que brotam do
Significar aberto nas entrelinhas
De um estar em sintonia.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Momento filosófico de duas trigueiras


Saudades de tempos leves de sedução
Momentos de ouro que reconhecemos
Ao deixar a felicidade nos invadir
Lances ímpares de vida intensa!

Que mais queremos?
Temos a quem amar.
Temos alguém a nos amar.
E estações de ouro vez por outra.

Vivemos uma liberdade consciente
Com a incoerência de deliciarmo-nos
Sabendo que importamos para alguém
Ato inerente ao ser humano.

© Anne M. Moor

Sonhos ou delírios?


A caminho de um borboleteio
De poucos dias, mas muita ternura
Vozes que sussurram em sonhos
Memórias renovadas
Amizades reinventadas
Vida intensa entre afetos

© Anne M. Moor

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"Coisas"



Certas coisas não cessam de surpreender
E trazem uma sensação de conchego
A relembrar momentos ímpares
De carinho, paixão e amizade.

© Anne M. Moor

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Amar é sentir...



Amar é sentir, é desejar, é querer o bem, é querer-se
junto.  Encontrar-se no mesmo casulo,
feito quase sempre inesperado, traz paz, sossego
e desespero aos corações entremeados pelo vida.

Aperto no coração acompanha o dia-a-dia dos que,
ao entregarem-se ao amor, assinaram uma promessa
de querer estar junto para o que resta da vida.
Impossível? Talvez. Improvável? Talvez.

Medos habitam as almas repletas de magia e sentimento.
Medo de chegar perto e nunca mais querer-se separado.
Medo do que isso significa em uma sociedade moralista.

Momentos inexplicáveis de duas vidas entregues ao amor.
Instantes de relampejos de ternura e felicidade.
Horas de pura paixão, conchego e união.

© Anne M. Moor

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Leituras



Lemos, refletimos, escrevemos, vivemos.

Lemos a escrita, os espaços em branco,
o que não foi dito

Viajamos entre letras, palavras e espaços.
Tropeçamos nos pontos e dois pontos.
Patinamos nas vírgulas e no travessão.

Deciframos a vida nos momentos ímpares
de amizade, carinho e solidariedade
de tristezas, solidão e lágrimas.

Interpretamos nossos eus nos espelhos
que se apresentam em lugares obscuros.
Refletimos sobre os porquês que gritam.

Escrevemos com paixão e medo a vida que
vivemos, enterramos e reinventamos.

Continuemos...

© Anne M. Moor

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sentir nas palavras de Fernando Pessoa



Sentir é criar. Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Telhados


Caminhar nos telhados alheios
Como gato a observar as estrelas
E a buscar um companheiro
Apraz-me! As coberturas
Que vejo da minha janela
Ao estar aqui sentada
Contam imensas histórias
De amores, de rixas, de vidas
Vividas com intensidade
Em períodos diferentes...

© 2010 – Anne M. Moor
Imagem: "Obidos" de António Tapadinhas

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Viagens


Tenho estado em uma nuvem movediça
Recolhida a reflexões provocadas por sentires
Incoerentes e irritantes a me empurrarem
Ao aconchego da minha alma inquieta.

Sinto movimento de ventos e redemoinhos
A me cutucarem em direções outras
Acordo após um sono profundo
De renovação e reinvenção.

Ao dobrar a curva patinando
Deparo-me com oportunidades
A me chamar insistentemente
Em oscilações não muito compreensíveis.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Desabrochar


Desabrochar no outono da existência
traz um sabor especial de bem estar:
É permitir-se, enfim, o prazer de viver.
É reconhecer-se mulher em todos
os sentidos possíveis.

Desabrolhar o âmago da flor que
em nós se esconde tão bem:
É libertar-se das amarras irracionais.
É perfilhar o perfume da rosa em
moradas outras.

Eclodir na maturidade de uma vida
bem vivida com prazeres, dores, angústias:
É continuar a caminhada em paz.
É enxergar as pessoas com outro foco.
É abrir os braços à vida!

© Anne M. Moor

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Delírio


Estarei viajando nos próximos dias. Deixo este poema aqui para vocês e sintam-se a vontade para entrar, sentar, pegar um café e viajar pelos meus delírios escritos até a minha volta. Felizes Festas para todos!

escrever é a porta para a liberdade.
ao som do teclar e
o pintar de imagens
fazemos amor com as palavras.

escrever é reinvenção
do idear na vida e
da compreensão
em caminhadas longas.

escrever é ver-se
na pintura dos sonhos
e no delírio do viver.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

E abre-se uma janela ...

Onde estarei na virada do ano...

Ao acender das luzes de um novo ano
Abre-se uma janela com vista para o mar
Lá longe o horizonte aponta com
Pedrinhas novas como desafio!


Flores enfeitam o caminho em frente
Se permitirmos um olhar de querer.


O clarão pintado de azul chama para um
viver de energias e provocações a serem
construídas a partir das tristezas que ficam
por detrás da porta que se cerrou!


O estalo do bedelho que abre alamedas
Traz o rufar da reorganização!

© Anne M. Moor