
Inspirada num post da Ti (Prozac Café)
Diz a Ti: “O mais importante é acreditar que nada é para sempre.” Aiiiii, quantas vezes eu me disse isso ao longo do último ano. Repeti e repeti, me olhando no espelho. Gritei bem alto nos momentos de desespero, de vontade de me jogar numa pizza!
Quando estamos gordas nos olhamos no espelho e enxergamos o que queremos! Fazemos mil desculpas: estou feliz assim; pouco me importa se estou gorda; tem quem goste... e assim por diante. Eu não estava infeliz não. É como diz Flávio “Só, torturado e aflito, mas não infeliz.” Eu estava gorda, angustiada, ansiosa, enfrentando a vida, mas não infeliz. Mas quando estamos de dieta, temos, como diz a Érica, a urgência de quem vive hoje e acha que não vai haver amanhã. Que nunca mais vai ter pizza, bauru, cachorro quente, lasanha... Êta coisa ridícula! Mas enquanto a razão nos esfrega na cara o ridículo de achar que o mundo está no fim por que não podemos comer essas coisas hoje, a angústia (será?) nos atormenta!
Em 30 de agosto de 2006 fui enfrentada com o estado lamentável do meu corpo e de minha saúde, o que me acordou. E com a ajuda de uma médica humana e competente, que não me poupou das possíveis conseqüências do que eu estava fazendo comigo mesma, consegui emagrecer vinte quilos em dez meses e consertar, dentro do possível o resto que estava detonado. Mas não sem muito desespero, não sem uma vontade incontrolável de me jogar num prato de massa. Tive, durante esse tempo, uma pessoa muito amada que, ao me ouvir dizer que estava pronta pra me jogar numa pizza, me dizia, com a maior calma, vai beber um copo bem grande de água. Ele NÃO sabe a sorte que ele tem de estar do outro lado do Oceano Atlântico!!!! Mas era exatamente isso que eu fazia. E sabem que funciona... ?
Os piores momentos foram nas noites frias ou quentes em que fiquei paralisada, como diria a Maria, na frente da geladeira querendo comer o que não podia. Mas PASSOU e consegui! Meu pavor (sim, pavor) agora é engordar tudo de novo... Mas hoje eu tenho certeza (das poucas) de que vou conseguir me controlar quando tenho vontade de comer, comer, comer (por que sei que ISSO não vai passar) e que NÃO vou engordar de novo.
Comer é um vício como outro qualquer e difícil de quebrar. As pessoas não entendem isso e certamente não compreendem o desespero e a dificuldade de “acreditar que nada é para sempre” e que amanhã as pizzas e outros quetais mais AINDA estarão por aqui.
Mais uma conquista na minha vida...
© Anne M. Moor - 2007
Diz a Ti: “O mais importante é acreditar que nada é para sempre.” Aiiiii, quantas vezes eu me disse isso ao longo do último ano. Repeti e repeti, me olhando no espelho. Gritei bem alto nos momentos de desespero, de vontade de me jogar numa pizza!
Quando estamos gordas nos olhamos no espelho e enxergamos o que queremos! Fazemos mil desculpas: estou feliz assim; pouco me importa se estou gorda; tem quem goste... e assim por diante. Eu não estava infeliz não. É como diz Flávio “Só, torturado e aflito, mas não infeliz.” Eu estava gorda, angustiada, ansiosa, enfrentando a vida, mas não infeliz. Mas quando estamos de dieta, temos, como diz a Érica, a urgência de quem vive hoje e acha que não vai haver amanhã. Que nunca mais vai ter pizza, bauru, cachorro quente, lasanha... Êta coisa ridícula! Mas enquanto a razão nos esfrega na cara o ridículo de achar que o mundo está no fim por que não podemos comer essas coisas hoje, a angústia (será?) nos atormenta!
Em 30 de agosto de 2006 fui enfrentada com o estado lamentável do meu corpo e de minha saúde, o que me acordou. E com a ajuda de uma médica humana e competente, que não me poupou das possíveis conseqüências do que eu estava fazendo comigo mesma, consegui emagrecer vinte quilos em dez meses e consertar, dentro do possível o resto que estava detonado. Mas não sem muito desespero, não sem uma vontade incontrolável de me jogar num prato de massa. Tive, durante esse tempo, uma pessoa muito amada que, ao me ouvir dizer que estava pronta pra me jogar numa pizza, me dizia, com a maior calma, vai beber um copo bem grande de água. Ele NÃO sabe a sorte que ele tem de estar do outro lado do Oceano Atlântico!!!! Mas era exatamente isso que eu fazia. E sabem que funciona... ?
Os piores momentos foram nas noites frias ou quentes em que fiquei paralisada, como diria a Maria, na frente da geladeira querendo comer o que não podia. Mas PASSOU e consegui! Meu pavor (sim, pavor) agora é engordar tudo de novo... Mas hoje eu tenho certeza (das poucas) de que vou conseguir me controlar quando tenho vontade de comer, comer, comer (por que sei que ISSO não vai passar) e que NÃO vou engordar de novo.
Comer é um vício como outro qualquer e difícil de quebrar. As pessoas não entendem isso e certamente não compreendem o desespero e a dificuldade de “acreditar que nada é para sempre” e que amanhã as pizzas e outros quetais mais AINDA estarão por aqui.
Mais uma conquista na minha vida...
© Anne M. Moor - 2007

