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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O antes, o durante e o depois...



Inspirada num post da Ti (Prozac Café)

Diz a Ti: “O mais importante é acreditar que nada é para sempre.” Aiiiii, quantas vezes eu me disse isso ao longo do último ano. Repeti e repeti, me olhando no espelho. Gritei bem alto nos momentos de desespero, de vontade de me jogar numa pizza!

Quando estamos gordas nos olhamos no espelho e enxergamos o que queremos! Fazemos mil desculpas: estou feliz assim; pouco me importa se estou gorda; tem quem goste... e assim por diante. Eu não estava infeliz não. É como diz Flávio “Só, torturado e aflito, mas não infeliz.” Eu estava gorda, angustiada, ansiosa, enfrentando a vida, mas não infeliz. Mas quando estamos de dieta, temos, como diz a Érica, a urgência de quem vive hoje e acha que não vai haver amanhã. Que nunca mais vai ter pizza, bauru, cachorro quente, lasanha... Êta coisa ridícula! Mas enquanto a razão nos esfrega na cara o ridículo de achar que o mundo está no fim por que não podemos comer essas coisas hoje, a angústia (será?) nos atormenta!

Em 30 de agosto de 2006 fui enfrentada com o estado lamentável do meu corpo e de minha saúde, o que me acordou. E com a ajuda de uma médica humana e competente, que não me poupou das possíveis conseqüências do que eu estava fazendo comigo mesma, consegui emagrecer vinte quilos em dez meses e consertar, dentro do possível o resto que estava detonado. Mas não sem muito desespero, não sem uma vontade incontrolável de me jogar num prato de massa. Tive, durante esse tempo, uma pessoa muito amada que, ao me ouvir dizer que estava pronta pra me jogar numa pizza, me dizia, com a maior calma, vai beber um copo bem grande de água. Ele NÃO sabe a sorte que ele tem de estar do outro lado do Oceano Atlântico!!!! Mas era exatamente isso que eu fazia. E sabem que funciona... ?

Os piores momentos foram nas noites frias ou quentes em que fiquei paralisada, como diria a Maria, na frente da geladeira querendo comer o que não podia. Mas PASSOU e consegui! Meu pavor (sim, pavor) agora é engordar tudo de novo... Mas hoje eu tenho certeza (das poucas) de que vou conseguir me controlar quando tenho vontade de comer, comer, comer (por que sei que ISSO não vai passar) e que NÃO vou engordar de novo.

Comer é um vício como outro qualquer e difícil de quebrar. As pessoas não entendem isso e certamente não compreendem o desespero e a dificuldade de “acreditar que nada é para sempre” e que amanhã as pizzas e outros quetais mais AINDA estarão por aqui.

Mais uma conquista na minha vida...

© Anne M. Moor - 2007

sábado, 31 de julho de 2010

Quatro anos depois

Em 3 de agosto de 2007 escrevi um texto – O antes, o durante e o depois - que publiquei no blog sobre a minha luta com meu corpo após ter sido enfrentada com as condições de minha saúde! Uma das coisas que eu disse naquele texto foi “Mas hoje eu tenho certeza (das poucas) de que vou conseguir me controlar quando tenho vontade de comer, comer, comer (por que sei que ISSO não vai passar) e que NÃO vou engordar de novo.”

Hoje estou feliz. Depois de 4 anos de lutar contra as vontades e reações irracionais que só aumentavam minha angústia, e posso dizer que venci. Disse àquela época (2007) que essa vontade não iria nunca embora. Ledo engano! Com a ajuda de acupuntura, matei a paranóia de ter que comer a toda hora e de comer sem vontade, só com os olhos! Venci!

Hoje a comida voltou a ter gosto e com a reorganização alimentar que venho fazendo há 4 anos, posso comer qualquer coisa (com exceção do açúcar) em porções civilizadas e ficar satisfeita. Hoje janto e só como de novo no outro dia e durmo feito um anjo. A geladeira deixou de me atrair à cozinha no meio da noite várias vezes! Venci!

Sinto-me em paz comigo mesma, pois sei que o controle do meu corpo está, mais uma vez, na minha mão. O meu gosto pela cozinha não é mais um problema. Venci!

E queria compartilhar com vocês, meus amigos, que participaram desta caminhada.

sexta-feira, 2 de março de 2007


Afinidade
"Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente também. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Não é sentir nem sentir contra... Nem sentir para... Nem sentir por.... Nem sentir pelo. Afinidade é sentir com. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida."
Artur da Távola.