O tempo do amor
não há relógio que marque o tempo do amor
o tempo do amor
não se marca com relógios
nem com outra medida
não é necessário muito tempo
muito esforço do coração
nem muita conversa, muita lição
o tempo do amor
é para quando se ama
De Carlos Gildemar Pontes
Leitura é a chave para a liberdade. Ler e escrever é fazer amor com as palavras. Tricotar e cozinhar é fazer amor com os sentidos. Aqui encontrarás o delírio, o prazer e o sonho, que fazem parte do viver...
sábado, 12 de maio de 2007
quinta-feira, 10 de maio de 2007

Há bastante tempo temos todos falado 'on and off' sobre nos reunirmos. A distância de alguns de nós, a vontade de estarmos juntos, o bão de um papo a beira da lareira... parece ser a 'cenoura' que está balançando a frente de nossos olhos. Com isso em mente, faço um convite a todos vcs para virem a Pelotas entre 27/06 e 15/07 para visitarem a FENADOCE e podermos, ao mesmo tempo, nos vermos.
Dependendo de quantos vierem, podem ficar aqui em casa. Alguns terão que dormir em colchões no chão, mas as vantagens são uma boa lareira e uma boa churrasqueira no apartamento. A Lagoa dos Patos, um paraíso, a 12 kms e o mar a 60 kms. Acessem o link da FENADOCE e se deliciem...
quarta-feira, 9 de maio de 2007
terça-feira, 8 de maio de 2007
Sonho Acordada

Sem saber do amanhã
Sonho acordada
Piso em terrenos desconhecidos
Brinco com fogo
Sem medo de me queimar
Sem medo de errar
Sem medo de amar...
Corro perigo
Finjo não ver
Acredito em destino
E sonhando acordada
Eu aprendo a viver...
Procuro esperança
Me torno criança
Entro na dança
E obtenho prazer...
Sonho acordada
Me sinto amada
Sem medo de nada
Sem medo de ter...
Sonho acordada
Sonhos tão belos
Sonhos de paixão
Cumplicidade
Ternura que sempre quiz
Percorre meu corpo
Minh'alma
Me tráz felicidade
Me acalma ...
E me faz ser feliz!
@Copyright by Ângela Bretas
Figura: cantpoeta.blogspot.com
Sonho acordada
Piso em terrenos desconhecidos
Brinco com fogo
Sem medo de me queimar
Sem medo de errar
Sem medo de amar...
Corro perigo
Finjo não ver
Acredito em destino
E sonhando acordada
Eu aprendo a viver...
Procuro esperança
Me torno criança
Entro na dança
E obtenho prazer...
Sonho acordada
Me sinto amada
Sem medo de nada
Sem medo de ter...
Sonho acordada
Sonhos tão belos
Sonhos de paixão
Cumplicidade
Ternura que sempre quiz
Percorre meu corpo
Minh'alma
Me tráz felicidade
Me acalma ...
E me faz ser feliz!
@Copyright by Ângela Bretas
Figura: cantpoeta.blogspot.com
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Histórias da sala de aula (3)
British or American?
Desde sempre a dicotomia no ensino de inglês no Brasil tem sido entre inglês britânico e inglês americano, discussão inútil e ridícula! Hoje os diversos ‘ingleses’ do mundo são tantos que essa discussão ficou no vácuo.
Na Faculdade em que eu lecionava inglês, éramos professores com sotaques tanto britânicos quanto americanos e os alunos ganhavam com a diversidade, mas não sem críticas é claro. Certa vez, ao voltar de dois anos de estudos de mestrado, assumi uma turma de Língua Inglesa IV. No primeiro dia de aula, entrei e me apresentei em português, afinal era o primeiro dia e eu era nova no pedaço para esses alunos. Em seguida, pedi que os alunos se apresentassem e me dissessem quais eram suas expectativas com o semestre, comigo e com a disciplina. Começaram. Com exceção de uma aluna, os outros não me conheciam.
Chegou a vez de um aluno e ele se apresentou e falou sobre suas expectativas e terminou com a seguinte frase:
— Odeio sotaque britânico!
A menina que me conhecia queria se enfiar em baixo da cadeira. E eu, macaca velha, olhei pra ele com um sorriso e disse em inglês britânico (o meu):
— I AM so sorry! But you are going to have to put up with my British accent for a whole term.
Tadinho… Fiquei com pena de tê-lo decepcionado!!!!!
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Hoje tenho um imenso orgulho desse aluno, o Rafael, que, diga-se de passagem se recuperou brilhantemente do fora que deu, e construiu uma identidade de professor e pesquisador muito interessante. Rafael foi o meu aluno, meu assistente de pesquisa, meu colega, é meu grande amigo e quinta feira tive o prazer e o orgulho de sentar numa mesa redonda em um seminário junto com ele, para discorrermos sobre Língua Estrangeira: Formação, Ensino e Aprendizagem.
Aliás, tive o prazer de dividir a mesa redonda com dois ex-alunos – Rafael e Isabella – uma doutora em Letras da área de francês e o outro doutorando em Informática na Educação com um enfoque no ensino e aprendizagem a distância de LE (inglês).
© Anne Marie Moor 2007
Desde sempre a dicotomia no ensino de inglês no Brasil tem sido entre inglês britânico e inglês americano, discussão inútil e ridícula! Hoje os diversos ‘ingleses’ do mundo são tantos que essa discussão ficou no vácuo.
Na Faculdade em que eu lecionava inglês, éramos professores com sotaques tanto britânicos quanto americanos e os alunos ganhavam com a diversidade, mas não sem críticas é claro. Certa vez, ao voltar de dois anos de estudos de mestrado, assumi uma turma de Língua Inglesa IV. No primeiro dia de aula, entrei e me apresentei em português, afinal era o primeiro dia e eu era nova no pedaço para esses alunos. Em seguida, pedi que os alunos se apresentassem e me dissessem quais eram suas expectativas com o semestre, comigo e com a disciplina. Começaram. Com exceção de uma aluna, os outros não me conheciam.
Chegou a vez de um aluno e ele se apresentou e falou sobre suas expectativas e terminou com a seguinte frase:
— Odeio sotaque britânico!
A menina que me conhecia queria se enfiar em baixo da cadeira. E eu, macaca velha, olhei pra ele com um sorriso e disse em inglês britânico (o meu):
— I AM so sorry! But you are going to have to put up with my British accent for a whole term.
Tadinho… Fiquei com pena de tê-lo decepcionado!!!!!
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Hoje tenho um imenso orgulho desse aluno, o Rafael, que, diga-se de passagem se recuperou brilhantemente do fora que deu, e construiu uma identidade de professor e pesquisador muito interessante. Rafael foi o meu aluno, meu assistente de pesquisa, meu colega, é meu grande amigo e quinta feira tive o prazer e o orgulho de sentar numa mesa redonda em um seminário junto com ele, para discorrermos sobre Língua Estrangeira: Formação, Ensino e Aprendizagem.
Aliás, tive o prazer de dividir a mesa redonda com dois ex-alunos – Rafael e Isabella – uma doutora em Letras da área de francês e o outro doutorando em Informática na Educação com um enfoque no ensino e aprendizagem a distância de LE (inglês).
© Anne Marie Moor 2007
domingo, 6 de maio de 2007
Histórias da sala de aula (2)

Em 2005, ao voltar para a sala de aula após 4 anos na administração da universidade deparei-me com uma turma grande, muito imatura e muito jovem. A disciplina em questão era Língua Inglesa III. Depois de umas duas semanas, dei-me conta que cada vez que falava ou queria trabalhar com textos – prosa ou poesia – havia uma enorme desmotivação do grupo.
Surpreendente e aterrorizador, uma vez que eram todos futuros professores de língua! Decidi convidá-los a delirar comigo sobre leitura. Até aí tudo bem. O primeiro problema foi como fazer esse convite em inglês... Tive que aceitar que não sabia. Nesse momento, enviei um e-mail a amigos e colegas que falavam inglês, alguns falantes nativos e perguntei como se diria ‘Venha delirar comigo sobre leitura!’. Mais surpresas. Primeiramente, muitos deles não entenderam o que eu queria dizer com isso... Em seguida seguiu-se uma reflexão entre todos de como diríamos isso. Aqui está o resultado que, na realidade, não resolveu o meu caso e convidei os alunos em português mesmo!!!
“Me parece que esse "delirious" escorrega pelo místico ou pelo hipponga, um treco um tanto ingênuo. Acho que entendi o "teu" delírio como um lance mais pro delirante, pra maluquice, pra delícia da digressão, da desmesura, do desmedido. Do "bão" que é papo furado numa beirada de lareira, ao redor dumas taças de vinho. Asas ao espírito e à imaginação.” Bingo... Era isso mesmo! Mas continuava a dúvida. Como dizer em inglês?
Tive algumas sugestões geniais:
Reading frenzy? Come and share it(yours) with us(ours)
We can read you to a standstill. Try us!
Fed up with people who are fed up with reading? Come join us!
Is reading the only way out? We think so.
What´s so good about reading? Come and find out!
Mas não achei nenhuma adequada!!
Hoje, três anos depois, ao organizar a bagunça ao redor do meu computador e cercanias, achei um poema que responde à pergunta original:
Invitation (by Shel Silverstein)
If you are a dreamer, come in
If you are a dreamer, a wisher, a liar,
A hope-er, a pray-er, a magic bean buyer…
If you’re a pretender, come sit by the fire
For we have some flax-golden tales to spin.
Come in!
Come in!
© Anne Marie Moor 2007
Surpreendente e aterrorizador, uma vez que eram todos futuros professores de língua! Decidi convidá-los a delirar comigo sobre leitura. Até aí tudo bem. O primeiro problema foi como fazer esse convite em inglês... Tive que aceitar que não sabia. Nesse momento, enviei um e-mail a amigos e colegas que falavam inglês, alguns falantes nativos e perguntei como se diria ‘Venha delirar comigo sobre leitura!’. Mais surpresas. Primeiramente, muitos deles não entenderam o que eu queria dizer com isso... Em seguida seguiu-se uma reflexão entre todos de como diríamos isso. Aqui está o resultado que, na realidade, não resolveu o meu caso e convidei os alunos em português mesmo!!!
“Me parece que esse "delirious" escorrega pelo místico ou pelo hipponga, um treco um tanto ingênuo. Acho que entendi o "teu" delírio como um lance mais pro delirante, pra maluquice, pra delícia da digressão, da desmesura, do desmedido. Do "bão" que é papo furado numa beirada de lareira, ao redor dumas taças de vinho. Asas ao espírito e à imaginação.” Bingo... Era isso mesmo! Mas continuava a dúvida. Como dizer em inglês?
Tive algumas sugestões geniais:
Reading frenzy? Come and share it(yours) with us(ours)
We can read you to a standstill. Try us!
Fed up with people who are fed up with reading? Come join us!
Is reading the only way out? We think so.
What´s so good about reading? Come and find out!
Mas não achei nenhuma adequada!!
Hoje, três anos depois, ao organizar a bagunça ao redor do meu computador e cercanias, achei um poema que responde à pergunta original:
Invitation (by Shel Silverstein)
If you are a dreamer, come in
If you are a dreamer, a wisher, a liar,
A hope-er, a pray-er, a magic bean buyer…
If you’re a pretender, come sit by the fire
For we have some flax-golden tales to spin.
Come in!
Come in!
© Anne Marie Moor 2007
sábado, 5 de maio de 2007

Fecundação
Teus olhos me olham
longamente,
imperiosamente...
de dentro deles teu amor me espia.
Teus olhos me olham numa tortura
de alma que quer ser corpo,
de criação que anseia ser criatura
Tua mão contém a minha
de momento a momento:
é uma ave aflita
meu pensamento
na tua mão.
Nada me dizes,
porém entra-me a carne a persuasão
de que teus dedos criam raízes
na minha mão.
Teu olhar abre os braços,
de longe,
à forma inquieta de meu ser;
abre os braços e enlaça-me toda a alma.
Tem teu mórbido olhar
penetrações supremas
e sinto, por senti-lo, tal prazer,
há nos meus poros tal palpitação,
que me vem a ilusão
de que se vai abrindo
do meu corpo
em poemas.
Teus olhos me olham
longamente,
imperiosamente...
de dentro deles teu amor me espia.
Teus olhos me olham numa tortura
de alma que quer ser corpo,
de criação que anseia ser criatura
Tua mão contém a minha
de momento a momento:
é uma ave aflita
meu pensamento
na tua mão.
Nada me dizes,
porém entra-me a carne a persuasão
de que teus dedos criam raízes
na minha mão.
Teu olhar abre os braços,
de longe,
à forma inquieta de meu ser;
abre os braços e enlaça-me toda a alma.
Tem teu mórbido olhar
penetrações supremas
e sinto, por senti-lo, tal prazer,
há nos meus poros tal palpitação,
que me vem a ilusão
de que se vai abrindo
do meu corpo
em poemas.
Gilka Machado
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Lidando com estresse...
Humor é sempre o melhor remédio

Uma vez quando era Pró-Reitora de Graduação o gabinete foi convocado para uma reunião que começaria às 11 horas... Emergências não permitem planejamentos melhores.
Pensei eu, com a convocação na mão... Putz... Mais uma vez vamos passar a hora do almoço toda aqui... Almoçar bolachinha doce mais uma vez me repugnava o estômago só de pensar. Saí da universidade naquela noite e fui ao supermercado. Resolvi comprar algo pra comermos durante a reunião. Sem saber muito bem o que comprar, perambulava pelos corredores do super pensando, quando o meu olho caiu sobre um vidro de ovos de codorna. Já sabia o que almoçaríamos no dia seguinte...
O gabinete era composta por três mulheres – a Reitora, eu e a chefe de gabinete – e seis homens. Ao chegar no dia seguinte, entreguei pra chefe de gabinete as minhas compras e disse, sem pestanejar:
– Minha contribuição para a reunião.
Não demorou 2 minutos e ela estava de volta dando risada, me olhou e disse:
– Só tu...
Os meus colegas de gabinete, me conhecendo, ficaram todos curiosos, mas eu me fiz de desentendida... a reunião continuou. Como sempre problemas ...
Dentro de poucos minutos a chefe de gabinete entrou e botou na mesa: ovos de codorna, amendoim com casca, palitinho e queijo...
A Reitora parou de falar, houve um certo silêncio e a reunião teve de ser interrompida de tanto que ela e esses homens riam. Riram, relaxaram, desestressaram, COMERAM e retomamos a reunião com resultados bem produtivos!!!

Uma vez quando era Pró-Reitora de Graduação o gabinete foi convocado para uma reunião que começaria às 11 horas... Emergências não permitem planejamentos melhores.
Pensei eu, com a convocação na mão... Putz... Mais uma vez vamos passar a hora do almoço toda aqui... Almoçar bolachinha doce mais uma vez me repugnava o estômago só de pensar. Saí da universidade naquela noite e fui ao supermercado. Resolvi comprar algo pra comermos durante a reunião. Sem saber muito bem o que comprar, perambulava pelos corredores do super pensando, quando o meu olho caiu sobre um vidro de ovos de codorna. Já sabia o que almoçaríamos no dia seguinte...
O gabinete era composta por três mulheres – a Reitora, eu e a chefe de gabinete – e seis homens. Ao chegar no dia seguinte, entreguei pra chefe de gabinete as minhas compras e disse, sem pestanejar:
– Minha contribuição para a reunião.
Não demorou 2 minutos e ela estava de volta dando risada, me olhou e disse:
– Só tu...
Os meus colegas de gabinete, me conhecendo, ficaram todos curiosos, mas eu me fiz de desentendida... a reunião continuou. Como sempre problemas ...
Dentro de poucos minutos a chefe de gabinete entrou e botou na mesa: ovos de codorna, amendoim com casca, palitinho e queijo...
A Reitora parou de falar, houve um certo silêncio e a reunião teve de ser interrompida de tanto que ela e esses homens riam. Riram, relaxaram, desestressaram, COMERAM e retomamos a reunião com resultados bem produtivos!!!
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Cora Coralina
Não Sei
Não sei... se a vida é curta
ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
Mas que seja intensa,
verdadeira, pura...
Enquanto durar...
Não sei... se a vida é curta
ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
Mas que seja intensa,
verdadeira, pura...
Enquanto durar...
Assinar:
Postagens (Atom)
