sábado, 31 de julho de 2010

Quatro anos depois

Em 3 de agosto de 2007 escrevi um texto – O antes, o durante e o depois - que publiquei no blog sobre a minha luta com meu corpo após ter sido enfrentada com as condições de minha saúde! Uma das coisas que eu disse naquele texto foi “Mas hoje eu tenho certeza (das poucas) de que vou conseguir me controlar quando tenho vontade de comer, comer, comer (por que sei que ISSO não vai passar) e que NÃO vou engordar de novo.”

Hoje estou feliz. Depois de 4 anos de lutar contra as vontades e reações irracionais que só aumentavam minha angústia, e posso dizer que venci. Disse àquela época (2007) que essa vontade não iria nunca embora. Ledo engano! Com a ajuda de acupuntura, matei a paranóia de ter que comer a toda hora e de comer sem vontade, só com os olhos! Venci!

Hoje a comida voltou a ter gosto e com a reorganização alimentar que venho fazendo há 4 anos, posso comer qualquer coisa (com exceção do açúcar) em porções civilizadas e ficar satisfeita. Hoje janto e só como de novo no outro dia e durmo feito um anjo. A geladeira deixou de me atrair à cozinha no meio da noite várias vezes! Venci!

Sinto-me em paz comigo mesma, pois sei que o controle do meu corpo está, mais uma vez, na minha mão. O meu gosto pela cozinha não é mais um problema. Venci!

E queria compartilhar com vocês, meus amigos, que participaram desta caminhada.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Leitura

Eu li em teus olhos as palavras
Que teus lábios não ousaram pronunciar
Eu vi em teu corpo o amor
que teus braços temeram aceitar
Eu senti no arrepio de minha pele
O arrepio de tua alma
Eu provei em tuas mãos o desejo
Que nossos corpos não conseguem dissimular.

by José Eduardo Mendes Camargo (Retirado da Internet)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Nosso amor

Vive o nosso amor
a distância e no tempo,
na busca da felicidade
que se deseja loucamente.
Vive no abraço que se dá
em pensamento
e nos beijos trocados
ao sabor da imaginação...

Vive o nosso amor
no ar que respiramos,
nas visões que divisamos,
nas emoções que sentimos,
na saudade que nos envolve,
na nostalgia que nos cerca,
na esperança e nos desejos
que não ousamos confessar.

Vive o nosso amor...
e um dia há de se tornar realidade
na explosão dos nossos desejos!

by Isolda Pedrosa

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Veredas

caminhar como andejo
pelos caminhos da vida a
absorver o perfume da natureza
dá-nos forças para enfrentar
frustrações e conquistas.

o farfalhar das folhas na brisa
acompanhado pelo sussurrar das
folhas secas sob os pés do andarilho
levam-nos pela sinuosidade e o enredo
de uma vida cheia!

© 2010 Anne M. Moor
Imagem: © António Tapadinhas - Convento dos capuchos – Sintra

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Expectativas


Viver com esperanças e não expectativas
Tira o chão sugador do ato de estar unidos
É viver ao sabor do amor sem cobranças.

No silêncio de momentos da tessitura
Em que os fios da trama se emaranham,
Oscilam a paz, confiança e incertezas.

O verdadeiro encontro surge desse amar,
ora em silêncio, na energia de estar junto
Ora em burburinhos longos de prazer.

© 2010 Anne M. Moor
Ilustração: mariana mauro em http://todosentimento.zip.net

sábado, 10 de julho de 2010

Crepúsculos que falam

O amanhecer dos sentimentos são como o crepúsculo dos sonhos.

A sinuosidade dos ramos perdidos na areia delineiam

formas que ativam a imaginação. Olha-se pelos

ovais criados e vê-se a luz rosa da luminosidade

do sol que surge. Do dia que recomeça.

De amores e desejos que emergem

de palavras e entrelinhas com

uma força descomunal a

povoar mentes e corpos.

© Anne M. Moor

terça-feira, 6 de julho de 2010

Com quantos paus se faz uma vida?

Saudade dos tempos em que tudo parecia tão simples
Saudades de quando as manchas nas paredes não me provocavam
Saudades dos tempos em que as janelas estavam sempre abertas

Saudades...!

A vida levou-me por caminhos
povoados de desafios e provocações
que transformaram o simples em complexo
que fizeram as manchas das paredes virarem arte
que fecharam as janelas em uma estrondosa rumba!

Quem disse que eu gostava de desafios?!

A vida!

A vida resolveu me mostrar
com quantos tombos se faz
com quantos choros se faz
com quantas risadas se faz
com quanto trabalho se faz

uma mulher!

Acho que aprendi!

© 2009 Anne M. Moor

domingo, 4 de julho de 2010

Perdas


Ao sentar aqui e assistir aos jogos da copa, as ações dos jogadores e das torcidas a minha volta detonaram uma série de memórias que me levaram para minha infância e adolescência. De criança brinquei muito: de bonecas, de polícia ladrão, “tiddlywinks”, “bagatelle”, subi em árvores, nadei, andei a cavalo, etc. Sempre jogos de grupos. Na adolescência joguei hóquei de campo, “netball”, volleyball... Sempre fui ensinada que o mais importante de aprender a jogar é o que se chama em inglês, de “sportsmanship” e traduzido por espírito desportivo. E esse espírito nos ensina, muito especialmente, aprender a perder. Afinal, passamos a vida “perdendo”. E precisamos aprender que isso, também, é vida. Perdemos a inocência, a ingenuidade da infância, a confiança, amores, amigos, a paciência, quantas coisas perdemos ao longo de uma vida. Mas para cada coisa que perdemos, ganhamos outra ou outras, e a perda não terá sido em vão se aprendemos isso. Jogar foi, na minha infância e adolescência, momentos de muito prazer, sem violência, e de aprendizagem. Entristece-me ver a violência nos jogos e nas torcidas hoje. Não precisava ser assim.


© 2010 Anne M. Moor

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Um pouco mais de Affonso Romano de Sant'Anna

Enquanto estou sem inspiração para escrever, compartilho com vocês minhas reflexões nas palavras de outros poetas.


Amor e medo

Estou te amando e não percebo,
porque, certo, tenho medo.
Estou te amando, sim, concedo,
mas te amando tanto
que nem a mim mesmo
revelo este segredo.