sábado, 28 de agosto de 2010

Escolhas

Escolhas emergem de relações
calcadas na caminhada de uma vida.
Curta ou longa. Conscientes ou inconscientes,
mas mesmo assim, escolhas.

Olhamos ao nosso redor,
voltamo-nos para dentro e
encontramos tantas coisas!
Burburinhos... Conturbações...

E assim processa-se a vida.
Momentos bons, felizes
momentos sofridos de solidão.

Um vai e vem que nos embala
feito pêndulo de relógio
marcando o tempo.

© Anne M. Moor

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Lealdade e Respeito


o cerne do amor encontra-se na lealdade e no respeito
momentos íntimos entre duas pessoas em sintonia ou não

o início surge de razões as vezes indecifráveis, mas intensas
o fim nem sempre ocorre ao mesmo tempo para os envolvidos

entender uma relação é privilégio de poucos, respeitar a si e ao outro,
arraigado na maturidade, vem de alguém e de uma relação verdadeira...

© Anne M. Moor - 2008

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Riscos


O traçado da vida ensina-nos
A desafiar momentos desenhados
Por ventos e redemoinhos.

Desafios em duelos musicados
Brincam com o improviso de
Vidas povoadas de carências.

Riscos delineados por sentires
Esboçam portas com histórias
E memórias que atiçam.

Arriscar-se ou riscar-se é pular
No abismo de uma vida que nos
aponta para alamedas do caminho.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Avalanche


Sinto a alma a rodopiar
em absoluta desordem
a mostrar prazer.

Um movimento flutuante
a perder-se nas curvas
do sentir.

Um balançar de galhos
me aconchega em
abraços.

Surpreendente burburinho
ferve no vento
do momento.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Voos


Andei longe de mim
em voos essenciais, perdida
nos meandros do pensar.

Andei além do meu corpo
com olhos cravados
no meu âmago.

Andei lá ao longe
a decifrar atos
e pensamentos.

Afastei-me um pouco
enquanto o espelho
me chamava insistentemente.

Voltei à vida
nas asas do apreender
e no silêncio do sentir.

© 2010 Anne M. Moor

domingo, 8 de agosto de 2010

Acaso


Ver as estrelas cintilar em um céu iluminado
Traz um desejo de estarmos juntos no
Brilho emanado e na luz produzida
A compartilhar espaços de vida
Olho no olho, sorriso aberto
Sentires aguçados, atentos
Mãos entrelaçadas
Beijos muitos

Nós

© Anne M. Moor

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Telhados

Caminhar nos telhados alheios
Como gato a observar as estrelas
E a buscar um companheiro
Apraz-me! As coberturas
Que vejo da minha janela
Ao estar aqui sentada
Contam imensas histórias
De amores, de rixas, de vidas
Vividas com intensidade
Em períodos diferentes...

© 2010 – Anne M. Moor
Imagem: Obidos - óleo sobre tela 90X120cm - de António Tapadinhas

sábado, 31 de julho de 2010

Quatro anos depois

Em 3 de agosto de 2007 escrevi um texto – O antes, o durante e o depois - que publiquei no blog sobre a minha luta com meu corpo após ter sido enfrentada com as condições de minha saúde! Uma das coisas que eu disse naquele texto foi “Mas hoje eu tenho certeza (das poucas) de que vou conseguir me controlar quando tenho vontade de comer, comer, comer (por que sei que ISSO não vai passar) e que NÃO vou engordar de novo.”

Hoje estou feliz. Depois de 4 anos de lutar contra as vontades e reações irracionais que só aumentavam minha angústia, e posso dizer que venci. Disse àquela época (2007) que essa vontade não iria nunca embora. Ledo engano! Com a ajuda de acupuntura, matei a paranóia de ter que comer a toda hora e de comer sem vontade, só com os olhos! Venci!

Hoje a comida voltou a ter gosto e com a reorganização alimentar que venho fazendo há 4 anos, posso comer qualquer coisa (com exceção do açúcar) em porções civilizadas e ficar satisfeita. Hoje janto e só como de novo no outro dia e durmo feito um anjo. A geladeira deixou de me atrair à cozinha no meio da noite várias vezes! Venci!

Sinto-me em paz comigo mesma, pois sei que o controle do meu corpo está, mais uma vez, na minha mão. O meu gosto pela cozinha não é mais um problema. Venci!

E queria compartilhar com vocês, meus amigos, que participaram desta caminhada.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Leitura

Eu li em teus olhos as palavras
Que teus lábios não ousaram pronunciar
Eu vi em teu corpo o amor
que teus braços temeram aceitar
Eu senti no arrepio de minha pele
O arrepio de tua alma
Eu provei em tuas mãos o desejo
Que nossos corpos não conseguem dissimular.

by José Eduardo Mendes Camargo (Retirado da Internet)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Nosso amor

Vive o nosso amor
a distância e no tempo,
na busca da felicidade
que se deseja loucamente.
Vive no abraço que se dá
em pensamento
e nos beijos trocados
ao sabor da imaginação...

Vive o nosso amor
no ar que respiramos,
nas visões que divisamos,
nas emoções que sentimos,
na saudade que nos envolve,
na nostalgia que nos cerca,
na esperança e nos desejos
que não ousamos confessar.

Vive o nosso amor...
e um dia há de se tornar realidade
na explosão dos nossos desejos!

by Isolda Pedrosa