segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Liberdade


O desejo por liberdade é busca constante.
É tesouro dos que temos almas irrequietas,
curiosas, cheias de vida, sonhos e alvedrio.

Libertarmo-nos de nossas próprias correntes
é ato de coragem, garra e obstinação.

Traz-nos ansiedade, angústia, dor e a noção
da necessidade do olhar para o horizonte
em busca de nós mesmos .

Espaços e estações de imagináveis
combates que nos levem ao voo da águia.

© Anne M. Moor

sábado, 27 de novembro de 2010

Almas abertas


Dia após dia janelas abertas deram passagem a
afeto e carinho que nasceu de almas em sintonia
sem convite nem procura –
vibrações inexplicáveis formando uma rede tertúlica.

Afeto e carinho pelo companheirismo instalado
amor transformou-se sem sentir.
Ao acordar um dia vimo-nos olho no olho
um no outro, conchas interligadas.

Embalados pela singularidade dos meandros
de um estar junto sem estar, ao murmurar do mar,
as noites tornaram-se estreladas e parceiras.

Vôos noturnos com asas abertas
salpicadas pelo brilho da lua e o cantar do mar
mantêm abertas as janelas da alma.

© Anne M. Moor – 09/02/2008

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Prazer


Momentos de satisfação

Vem em pacotes pequenos

Insignificantes por vezes

E parecem colocar tudo

De volta nos trilhos

by Anne M. Moor

domingo, 21 de novembro de 2010

Vida nas entrelinhas


Empatias surgem do nada. Ou será que esse nada é algo? Você já sentiu que conhece alguém desde sempre, mesmo sem nunca ter visto nem ouvido a voz? A Internet tem me ensinado que isso não só é possível, mas é surpreendentemente palpável. A conversa flui. A leitura das entrelinhas é fácil. Brinca-se como se fosse amigo de infância. Enxerga-se o sorriso nas palavras escritas. Ouvem-se as gargalhadas onomatopaicamente, como disse o Jorge ao me ver pela primeira vez: "Já conhecia tuas gargalhadas..." Estou louca? Delirando? Não creio. Já senti isso em vários momentos. Nós aqui no mundo dos blogs. Quando nos vimos na casa da Ju e depois no Genial e na casa do Jorge já ÉRAMOS amigos, já nos conhecíamos, à vontade nas conversas, nas piadas, na contação de causos... Existe sim um algo interessante no poder da palavra escrita. Corre pelas entrelinhas dos escritos - sejam no blog, no e-mail, no MSN - um sentimento de amizade, naturalidade, familiaridade que vez ou outra se transformam em sentimentos outros - de amor - mas sempre em amizades gostosas, sem cobranças.


© Anne M. Moor

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Gateways to life


your despair intertwines like the roots of a tree
that cling to one another in sustaining
the weight and strength of branches spiralling
your strain which quakes in the weariness
of a long and suffered pathway but
at the same time filled
with so much joy

solace will come in the lull
of the flowing of the river of a lifetime
full of virtues and examples
of kindness towards so many
relax open your arms and float
down the calm river that
will take you to love

© Anne M. Moor

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Túnel do tempo

Aqui estou há uma semana, passeando pelos caminhos de minhas memórias. Montevidéu, a cidade do meu começo na arte de viver. A cidade em que aprendi a amar a energia do mar, do rio, enfim, de grandes extensões de água acompanhadas de muita areia. Os cheiros, os sons e as recordações são muito fortes. O perfume das árvores que ladeiam as ruas fazendo túneis de outros tempos. Os sons característicos deste lugar mágico. As recordações de minha infância, avós e avôs, tios e tias, bicicletas, patins, praia, primos... Aconchego! Momentos de exploração de locais que frequentávamos há muito na companhia de amigas e amigos de outros carnavais trazem emoções diversas a serem compartilhadas. Uma sensação de pertenecimento muito forte. Êta semana bem boa essa!

by Anne M. Moor

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Parvice


Regada a espumante
a parvice toma conta!

Sono sai voando
pelo buraco da parede
provocando um dançar
de neurônios enlouquecidos!

Parvice total!

Que ódio!

Anne M. Moor

sábado, 30 de outubro de 2010

Vida nas mãos


Ao observar as mãos em um momento de relaxamento no final de tarde, vejo as mãos de minha mãe. Descubro que são os dedos que me lembram de seu toque. Por mais que tenhamos sido diferentes, eu e ela, vejo-a em mim em instantes ínfimos. Somos fisicamente parecidas, o espelho chama-me no passar. As palavras que brotam por vezes fazem-me olhar por cima do ombro em busca dela! Sinto falta! Lembro dela com imenso carinho.


© Anne M. Moor

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Paciência

Quem mandou eu voltar a trabalhar??!!!

Ensinaram-me que paciência faz parte do ser.
Educaram-me para proporcionar a paz.
Instruíram-me na arte do viver.

Estou esquecida...

Ando precisando de uma mão para
Trazer-me de volta ao caminho
Que perdi na impaciência!

Deus! Dai-me paciência,
mas apura

Por favor!

© Anne M. Moor