quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Quereres


Quero continuar a olhar
meus filhos nos olhos
com carinho e ternura
sem medos e culpas

Quero manter sempre
meu amor pelo viver
com um olhar no sol
e outro na lua

Quero “navegar entre
sonhos e desejos” a
despir enigmas de
um ser em ebulição

Quero muito poder
descansar no norte
de uma caminhada
rica e enigmática

© Anne M. Moor

domingo, 5 de dezembro de 2010

Minhas duas vidas


Vida real me olhando no olho
A me cutucar com vara curta
Mantém meus pés no chão

Vida virtual pululando no ar
A me levar por sonhos e
Viagens do imaginário

Vidas que entrelaçadas
Criam alamedas surreais
A povoar momentos ímpares

A conexão entre real e virtual
Implanta uma vida possível
A completar meu ser

© Anne M. Moor

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Mário Quintana

OS DEGRAUS



Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

Mario Quintana - Baú de Espantos

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Liberdade


O desejo por liberdade é busca constante.
É tesouro dos que temos almas irrequietas,
curiosas, cheias de vida, sonhos e alvedrio.

Libertarmo-nos de nossas próprias correntes
é ato de coragem, garra e obstinação.

Traz-nos ansiedade, angústia, dor e a noção
da necessidade do olhar para o horizonte
em busca de nós mesmos .

Espaços e estações de imagináveis
combates que nos levem ao voo da águia.

© Anne M. Moor

sábado, 27 de novembro de 2010

Almas abertas


Dia após dia janelas abertas deram passagem a
afeto e carinho que nasceu de almas em sintonia
sem convite nem procura –
vibrações inexplicáveis formando uma rede tertúlica.

Afeto e carinho pelo companheirismo instalado
amor transformou-se sem sentir.
Ao acordar um dia vimo-nos olho no olho
um no outro, conchas interligadas.

Embalados pela singularidade dos meandros
de um estar junto sem estar, ao murmurar do mar,
as noites tornaram-se estreladas e parceiras.

Vôos noturnos com asas abertas
salpicadas pelo brilho da lua e o cantar do mar
mantêm abertas as janelas da alma.

© Anne M. Moor – 09/02/2008

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Prazer


Momentos de satisfação

Vem em pacotes pequenos

Insignificantes por vezes

E parecem colocar tudo

De volta nos trilhos

by Anne M. Moor

domingo, 21 de novembro de 2010

Vida nas entrelinhas


Empatias surgem do nada. Ou será que esse nada é algo? Você já sentiu que conhece alguém desde sempre, mesmo sem nunca ter visto nem ouvido a voz? A Internet tem me ensinado que isso não só é possível, mas é surpreendentemente palpável. A conversa flui. A leitura das entrelinhas é fácil. Brinca-se como se fosse amigo de infância. Enxerga-se o sorriso nas palavras escritas. Ouvem-se as gargalhadas onomatopaicamente, como disse o Jorge ao me ver pela primeira vez: "Já conhecia tuas gargalhadas..." Estou louca? Delirando? Não creio. Já senti isso em vários momentos. Nós aqui no mundo dos blogs. Quando nos vimos na casa da Ju e depois no Genial e na casa do Jorge já ÉRAMOS amigos, já nos conhecíamos, à vontade nas conversas, nas piadas, na contação de causos... Existe sim um algo interessante no poder da palavra escrita. Corre pelas entrelinhas dos escritos - sejam no blog, no e-mail, no MSN - um sentimento de amizade, naturalidade, familiaridade que vez ou outra se transformam em sentimentos outros - de amor - mas sempre em amizades gostosas, sem cobranças.


© Anne M. Moor

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Gateways to life


your despair intertwines like the roots of a tree
that cling to one another in sustaining
the weight and strength of branches spiralling
your strain which quakes in the weariness
of a long and suffered pathway but
at the same time filled
with so much joy

solace will come in the lull
of the flowing of the river of a lifetime
full of virtues and examples
of kindness towards so many
relax open your arms and float
down the calm river that
will take you to love

© Anne M. Moor

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Túnel do tempo

Aqui estou há uma semana, passeando pelos caminhos de minhas memórias. Montevidéu, a cidade do meu começo na arte de viver. A cidade em que aprendi a amar a energia do mar, do rio, enfim, de grandes extensões de água acompanhadas de muita areia. Os cheiros, os sons e as recordações são muito fortes. O perfume das árvores que ladeiam as ruas fazendo túneis de outros tempos. Os sons característicos deste lugar mágico. As recordações de minha infância, avós e avôs, tios e tias, bicicletas, patins, praia, primos... Aconchego! Momentos de exploração de locais que frequentávamos há muito na companhia de amigas e amigos de outros carnavais trazem emoções diversas a serem compartilhadas. Uma sensação de pertenecimento muito forte. Êta semana bem boa essa!

by Anne M. Moor

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Parvice


Regada a espumante
a parvice toma conta!

Sono sai voando
pelo buraco da parede
provocando um dançar
de neurônios enlouquecidos!

Parvice total!

Que ódio!

Anne M. Moor