sábado, 18 de dezembro de 2010

Feliz Natal e um Ano Novo Recheado de Coisas Boas (Atualizado)

Logo após o Natal (dia 27) saio na garupa do meu filho mais velho (mas ainda muito jovem) por aí. Volto dia 5 de janeiro. Beijos grandes a todos.


Vento
vento que te quero
varredor de teias
da minha vida!

vento que te quero
dedilhando meu cabelo
em rajadas intensas!

vento que te quero
escancarando meus olhos
para fitar longe!

vento que te quero
companheiro, parceiro
de horas de mim!

© Anne M. Moor


Ser feliz não é um sonho, é uma decisão.

Que neste Natal vocês, meus amigos, que dividiram comigo sonhos, delírios, histórias e vida ao longo de 2010, sintam paz, amor e felicidade, com muita vontade de continuar maquinando nesta vida inconstante, inesperada e gostosa por todos os dias de 2011. Que cada um tome a decisão de ser feliz.

Abraços apertados e beijos festeiros!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Companheirismo

Chega um momento na vida em que ter alguém para dividir as coisas mais simples da vida, faz falta. Um beijo de bom dia. Um toque de carinho. Um silêncio companheiro. Um abraço longo de ternura ao se encontrar no final do dia. Um papo preguiçoso cheio de compreensão. Um silêncio repleto de presença e finalmente um terminar o dia juntos. O amor existe através de um companheirismo e uma amizade sólidas e um estar junto gostoso com muito carinho.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Explosão


O estouro da luz
Surge do nada
Ao sentar quieta
A cogitar momentos
Possíveis

Certezas se armam
Contra a vontade
A futricar no que
Temos de mais
Inseguro

Um clarão imenso
Em que se nota
Algo em bruma
Que não queremos
Ver

© Anne M. Moor

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Quereres


Quero continuar a olhar
meus filhos nos olhos
com carinho e ternura
sem medos e culpas

Quero manter sempre
meu amor pelo viver
com um olhar no sol
e outro na lua

Quero “navegar entre
sonhos e desejos” a
despir enigmas de
um ser em ebulição

Quero muito poder
descansar no norte
de uma caminhada
rica e enigmática

© Anne M. Moor

domingo, 5 de dezembro de 2010

Minhas duas vidas


Vida real me olhando no olho
A me cutucar com vara curta
Mantém meus pés no chão

Vida virtual pululando no ar
A me levar por sonhos e
Viagens do imaginário

Vidas que entrelaçadas
Criam alamedas surreais
A povoar momentos ímpares

A conexão entre real e virtual
Implanta uma vida possível
A completar meu ser

© Anne M. Moor

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Mário Quintana

OS DEGRAUS



Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

Mario Quintana - Baú de Espantos

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Liberdade


O desejo por liberdade é busca constante.
É tesouro dos que temos almas irrequietas,
curiosas, cheias de vida, sonhos e alvedrio.

Libertarmo-nos de nossas próprias correntes
é ato de coragem, garra e obstinação.

Traz-nos ansiedade, angústia, dor e a noção
da necessidade do olhar para o horizonte
em busca de nós mesmos .

Espaços e estações de imagináveis
combates que nos levem ao voo da águia.

© Anne M. Moor

sábado, 27 de novembro de 2010

Almas abertas


Dia após dia janelas abertas deram passagem a
afeto e carinho que nasceu de almas em sintonia
sem convite nem procura –
vibrações inexplicáveis formando uma rede tertúlica.

Afeto e carinho pelo companheirismo instalado
amor transformou-se sem sentir.
Ao acordar um dia vimo-nos olho no olho
um no outro, conchas interligadas.

Embalados pela singularidade dos meandros
de um estar junto sem estar, ao murmurar do mar,
as noites tornaram-se estreladas e parceiras.

Vôos noturnos com asas abertas
salpicadas pelo brilho da lua e o cantar do mar
mantêm abertas as janelas da alma.

© Anne M. Moor – 09/02/2008

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Prazer


Momentos de satisfação

Vem em pacotes pequenos

Insignificantes por vezes

E parecem colocar tudo

De volta nos trilhos

by Anne M. Moor

domingo, 21 de novembro de 2010

Vida nas entrelinhas


Empatias surgem do nada. Ou será que esse nada é algo? Você já sentiu que conhece alguém desde sempre, mesmo sem nunca ter visto nem ouvido a voz? A Internet tem me ensinado que isso não só é possível, mas é surpreendentemente palpável. A conversa flui. A leitura das entrelinhas é fácil. Brinca-se como se fosse amigo de infância. Enxerga-se o sorriso nas palavras escritas. Ouvem-se as gargalhadas onomatopaicamente, como disse o Jorge ao me ver pela primeira vez: "Já conhecia tuas gargalhadas..." Estou louca? Delirando? Não creio. Já senti isso em vários momentos. Nós aqui no mundo dos blogs. Quando nos vimos na casa da Ju e depois no Genial e na casa do Jorge já ÉRAMOS amigos, já nos conhecíamos, à vontade nas conversas, nas piadas, na contação de causos... Existe sim um algo interessante no poder da palavra escrita. Corre pelas entrelinhas dos escritos - sejam no blog, no e-mail, no MSN - um sentimento de amizade, naturalidade, familiaridade que vez ou outra se transformam em sentimentos outros - de amor - mas sempre em amizades gostosas, sem cobranças.


© Anne M. Moor