quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Limites


Quais são nossos limites?
A beira da página?
A dor?
O amor?
A sombra ou a luz?

Tudo aquilo que causa estranheza
E disfarça o olhar sobre o fenômeno
Vem a cutucar nosso pensar de
Incertezas persistentes.

Nossos limites são tênues,
Complexos e brincalhões!
Pontos de vista diferenciados
Tornam o que vemos e sentimos
Uma confusão de ótica!

© Anne M. Moor

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pular no abismo


Começou naquele dia uma interação que fluía com uma tranquilidade e com a naturalidade de uma amizade de muitos anos. O poder da palavra, a força do escrever, a magia do ler foi nos unindo sem que nos déssemos conta. Em poucos meses éramos amigos inseparáveis. Acompanhamo-nos. Trabalhamos juntos embora separados, sempre muito ligados. Ao terminar o trabalho, ouvíamos música juntos. A união que se formou foi surpreendente e delicioso.

Poetas e professores que somos sempre tivemos e temos como aliado forte o dom da palavra. Palavras que brincam em um mundo de sentires e de verdades. Palavras que são espelhos da alma, dardos certeiros, companheiras ou inimigas. Aprendemos que viver não era aquilo que conhecíamos. Abriram-se horizontes surpreendentes a nos empurrar a fazer mergulhos em um abismo desconhecido. Embora paz e solidão são paradoxos do viver, controvérsias do sonhar e contradições do ser, passamos a entender exatamente o que isso significava.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Medos


Ao longo da vida passam
Medos, fantasmas, traições
A moldar uma maneira de ser.

Ao longo da vida cruzam
O umbral de nossas portas
A zombar de inseguranças.

Ao longo da vida ensaiamos
Passos largos em direções
Diversas a ultrapassar pontes.

Ao longo da vida vontades
Povoam nosso pensar a
Brincar com sentimentos

by Anne M. Moor

domingo, 23 de janeiro de 2011

Será ...


a vida escorre por entre os dedos
por entre as frestas abertas por desejos e quereres
o amor acena de longe, de perto, nem sei de onde
talvez seja de dentro...
o eu que enxergo no espelho é o tu com todos
os teus problemas, desejos e quereres
é tão difícil
será possível?
será?
será!

© Anne M. Moor



sábado, 22 de janeiro de 2011

Esperança


Ao perambular por faíscas no breu do pensamento,
diversas cores estouram alucinadamente a levar-me
em errante caminho de múltiplos desvios misteriosos.
Busca constante de não sei bem o quê...
A animação das centelhas fascina-me. Faz com que
meus olhos busquem, no redemoinho da noite,
esperança, perspectiva, possibilidade de engenho e arte.
O movimento espiral hipnótico dá vida ao parado...
Ao ler as fagulhas pensantes irrequietas de minha vida
vejo e sinto esperança em mergulho profundo
pelo oscilar do pêndulo do viver com amor.

© Anne M. Moor
Imagen: www.robotpegasys.com

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ponto de vista


uma partícula
um cisco
não teria importância
e nada mudaria
se não tivesse caído
no meu olho.

by Líria Porto

sábado, 15 de janeiro de 2011

Deixar ir ...


Deixar ir, como dizer adeus vem
em momentos que passado é passado,
e a vida tem de ser encarada
por outra perspectiva...

Deixar ir não é tão fácil quanto
parece. As âncoras insistem em
agarrar-se com persistência
inflexível e precisa...

Deixar ir repentinamente começa
como um sopro de ar fresco
a mostrar-nos onde iniciar.

Deixar ir abre janelas
para novos horizontes e caminhos
mostrando-nos o caminho a ser tomado!

© Anne M. Moor – 2008

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Avalanche


Sinto a alma a rodopiar
em absoluta desordem
a mostrar prazer.

Um movimento flutuante
a perder-se nas curvas
do sentir.

Um balançar de galhos
me aconchega em
abraços.

Surpreendente burburinho
ferve no vento
do momento.

© Anne M. Moor

domingo, 9 de janeiro de 2011

Linguagens


extrapolar o comum pode ser mágico
e sentido nas linguagens do corpo

proximidade acorda sentimento

vento em velocidades diversas
traz sensações de limpeza,
ensinamento e relaxamento

perfume de árvores e plantas diversas
de grama recém cortada
de zorrilhos
despertam memórias
de tempos outros e adormecidos

imagens em constante mudança
mostram belezas nunca vistas.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Voltei, voltei para ficar...


Mãe e filho...


Saudades docês! Depois de 10 dias na garupa da moto do Derek e 1600 km percorridos, além de montes de "kms" de caminhada entre viagens, tanto em Montevideu quanto em Buenos Aires estou jogada no sofá me recuperando. :-) Embora meus amigos e os dele duvidaram que eu faria esta viagem, lamento desapontá-los, por que fiz, adorei, estou bem relaxada e é óbvio, neste momento, cansada rsrsrsrs. O maior desafio foi aprender e dominar o subir e descer da moto!!!!


Em Buenos Aires, entre muito caminhar e comer coisas boas, fomos num show magnífico de tango em um restaurante chamado La Ventana. A comida e o lugar maravilhosa e a música, as canções e as danças lindíssimas. Vimos a largada do Dakar - fascinante as motos, carros e caminhões - além dos pilotos todos de vários lugares.

Em Montevideu, foi um encontro de família de muitas risadas, comida e vinho!

O voar pelas estradas com o vento no corpo foi uma experiência tão boa quanto havia imaginado que fosse. A sensação de que a cabeça, vez por outra, saia a passear com as rajadas de vento foi um aprendizado de como mantê-la no lugar :-) Foi uma viagem mágica em todos os sentidos.