domingo, 27 de fevereiro de 2011

(H)a paz na vida


a maturidade nos põem em lugar privilegiado
a caminhada traçando vias e desvios
tropeços e voos, dores e alegrias
contradições a povoarem o redemoinho de ser

criatura em ebulição a procurar
embarcadouro no deslizar por caminhos
as vezes misteriosos mas tão deliciosos
uma bússola a nos levar no furacão de estar

consequências trazem uma paz
de vida ganha
de amor construído
no serenar de uma vida

© Anne M. Moor

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pedras


Gosto tanto de viver, embora vez por outra tropece nas pedras que povoam o caminho. Mas ELAS são os desafios que constroem as escolhas! De provocação em provocação abrimos trilhas de significado para vagar por entre as árvores que fincam raízes e esticam seus galhos em direção ao espaço do voo da águia. Aprendemos a ser livres, ao mesmo tempo em que estamos presos às escolhas que fomos fazendo... Gosto mais de trilhas do que de estradas, pois as veredas arriscam-se nos desvios que se me apresentam. Viver tem sido perambular e fazer escolhas, arriscar, errar, cair e levantar. Sempre levantar...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Um novo poema velho ...


Viajo pelas palavras encontradas em
linhas irregulares e versos significantes.
Os segredos de vidas entrelaçadas
pululam pelas pautas bem traçadas
ao brotar de uma alma a se reconstruir.

© 2010 Anne M. Moor

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vozerio II


Durante os últimos anos, tenho falado comigo mesma através da escrita, paixão que explodiu tardia. O escrever-me trouxe no pacote um ver e enxergar, ora surpreendente, ora doloroso, ora cheio de prazer. Vi-me cheia de sonhos e expectativas, alguns possíveis outros improváveis. Aprendi a conviver com os sonhos com menos intensidade e a descartar expectativas que mantinham o sol por detrás de nuvens imensas.

Será que se pode dizer que sabemos o que queremos? Ora uma coisa, ora outra... Nesse vai e vem de vida pululante sei que dividir momentos é sublime. Sei que a vida é um momento atrás do outro – alguns bons, outros nem tanto. Sei que estar junto não necessariamente é estar colado fisicamente. É muito mais que isso. É saber o que se sente pelo modo que se pinta as palavras e que se desenham os anseios. É saber o que o outro quer pelos dardos de significado que emanam de olhos profundos e carinhosos. É saber o desejo pelos gestos do corpo. É aprender a explorar todos os sentidos. É companhia, ora silenciosa, ora tão cheia de som. É saber ficar junto em silêncio em uma concha criada de carinho.

© Anne M. Moor

Maturidade

O que mesmo que eu queria dizer...?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Exigências


Exigências me fizeram
Cobranças impostas e
Eu, menina, adolescente
Adulta, mulher, mãe, filha
Segui o caminho dos outros...

Com rebeldia!

Exigente fui comigo mesma
Cobranças fiz ao longo da vida
A mim e aos outros
Até que o sol se fez presente
Sem véus, sem filtros e
A vida se me apresentou
No espelho com uma realidade
Desnudada e provocante!

De repente vi-me frente a
Um espelho questionador
Um ‘outro’ a fitar-me no olho
Com a sobrancelha erguida.

Refletir foi necessário!

© Anne M. Moor

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A mágica da infância


A infância mantém redes presas à vida
origem de caminhadas que gostaríamos
saber para onde foram...

Para saber...

É abrir as asas
É se deixar voejar em voo livre...
É despir o terno e a gravata
É vestir uma bermuda e uma camiseta cômoda
É sorrir para estrelas a piscar

É...

permitir-se ser feliz sem mitos.

© Anne M. Moor

Alamedas


A melodia da vida embala o andar
Sentimentos brincam entre si
E com meu coração!

Tantas vezes deparei-me com
Os dois caminhos do Frost
Uma forquilha a me provocar!

Tomava o que tapado de verde
Chamava-me pela beleza e aroma
Virava as costas ao outro!

Aprendi a ver o outro com olhos
apaixonados da alma e da experiência
Cansei do igual, do ‘seguro’, escolhi
O diferente. Sem arrependimentos!

©Anne M. Moor

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Folhas em movimento


Duelos travestidos em folhas
Movimento ondulante suave
Ou violento de vai e vem
Desenham meu viver

Rebeldia não permite que
A peleja desista no tolerar de
Um marasmo sem graça

Silêncios assopram, assopram
As folhas num provocar
Intenso a me fazer sorrir

Amar em meio a esse avivar
Traz desejos, paz e alegria
Em espirais contraditórios e
Cheios de vida

© Anne M. Moor

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Silêncios consentidos


“Amar é um bom encontro” que
constrói-se em silêncios consentidos
a abraçar o cerne de uma colisão
inesperada.

“Paixões alegres” vêm de reuniões
entre almas independentes e livres
a caminhar de mãos dadas
na força do vento.

Amar é voar nas asas do sentir
em encontros sadios cheios
de prazer e momentos
sem preço.

© Anne M. Moor
Inspirado em http://jorgebichuetti.blogspot.com/2011/02/os-escolhos-do-amor-novelos-e-nos-da.html
Imagem da internet