Aventuras da vida
Aventuras fazem parte de quem sou
Criei-me entre culturas, países e pessoas
Com as quais aprendi que a vida é cheia
De surpresas, alegrias, dores e aventuras
Dizem que é preciso ter coragem pra viver...
Verdade! Mas não só, também é necessário
Vontade, que tem se mostrado a mola propulsora
De uma vida cheia, repleta de peripécias e riscos
Escalei morros que viraram montanhas e acabaram
Em morrinhos. Embrenhei-me por entre o barro das
Trilhas da vida e a sujeira grudou-se em minha alma
Galguei o caminho de volta com garra e teimosia
Experiências diversas tentaram me desviar da rota, mas a
obstinação e a pirraça mantiveram-me em movimento até aqui!
© Anne M. Moor
Leitura é a chave para a liberdade. Ler e escrever é fazer amor com as palavras. Tricotar e cozinhar é fazer amor com os sentidos. Aqui encontrarás o delírio, o prazer e o sonho, que fazem parte do viver...
terça-feira, 19 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Os degraus
Convento dos Capuchos - Sintra
Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...
Mario Quintana - Baú de Espantos
Pintura do António Tapadinhas
sábado, 2 de julho de 2011
Liberdade
É tesouro dos que temos almas irrequietas,
curiosas, cheias de vida, sonhos e alvedrio.
Libertarmo-nos de nossas próprias correntes
é ato de coragem, garra e obstinação.
Traz-nos ansiedade, angústia, dor e a noção
da necessidade do olhar para o horizonte
em busca de nós mesmos .
Espaços e estações de imagináveis
combates que nos levem ao voo da águia.
© Anne M. Moor
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Alento
Inspiração vem de conversas,
carinho e o desejo de estar
juntos. Escritura, banho e
palavra como órgãos
de prazer a denotar
aconchego, carinho e amor.
© Anne M. Moor
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Sons
Mar na orla
Vento entre as árvores
São sons que me deliciam.
O chiar da chaleira
O borbulhar do fervido
O estalar do assado
Trazem água na boca.
O crepitar do fogo
O som de música
O ranger da cama
Suscitam aconchego.
© Anne M. Moor
terça-feira, 21 de junho de 2011
Cheiros
A imaginação. Imagens de minha
Vó de avental e dos perfumes
Exalando de sua cozinha.
Adoro cozinhar
Cheiros e sabores
São livros da vida.
© Anne M. Moor
Imagem: Pintura “Cozinha tradicional” de António Tapadinhas
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Mestre
Aprendi a distinguir e entender
a diferença entre ensinar e aprender.
Compreendi que nem tudo
que ensinamos é aprendido.
Aprendi na caminhada,
aprendi no erro,
aprendi no compartilhar
momentos de crescimento.
Aprendi que aprender
é responsabilidade de cada um.
Aprendi a ser mais humana,
a compartilhar minhas caminhadas,
a pensar no outro,
a aprender a lidar com minhas inseguranças,
a não ter medo de experimentar,
a me conhecer melhor,
a entender o meu eu e
a compreender o que é ser.
Aprendi que é através da leitura que se desenvolvem as ideias, o raciocínio e a paixão de viver.
© Anne M. Moor
domingo, 12 de junho de 2011
(H)a paz na vida
a caminhada traçando vias e desvios
tropeços e voos, dores e alegrias
contradições a povoarem o redemoinho de ser
criatura em ebulição a procurar
embarcadouro no deslizar por caminhos
as vezes misteriosos mas tão deliciosos
uma bússola a nos levar no furacão de estar
consequências trazem uma paz
de vida ganha
de amor construído
no serenar de uma vida
© Anne M. Moor
domingo, 5 de junho de 2011
Fazer o que?
Qual o propósito da vida
Qual a razão de tanto
Sofrimento e dor...
Momentos de angústia
Tentam nos mostrar
Caminhos de reinvenção
Por vezes sem sucesso.
O remar na vida encontra
Forças misteriosas a
Empurrar em sentido
Oposto à maré.
Silêncios se insinuam
A fechar portas da
Cumplicidade e do
Sentido de pertencer.
© Anne M. Moor
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Voos
em voos essenciais, perdida
nos meandros do pensar.
Andei além do meu corpo
com olhos cravados
no meu âmago.
Andei lá ao longe
a decifrar atos
e pensamentos.
Afastei-me um pouco
enquanto o espelho
me chamava insistentemente.
Voltei à vida
nas asas do apreender
e no silêncio do sentir.
© Anne M. Moor
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