terça-feira, 19 de julho de 2011

Relembrando momentos...

Aventuras da vida




Aventuras fazem parte de quem sou
Criei-me entre culturas, países e pessoas
Com as quais aprendi que a vida é cheia
De surpresas, alegrias, dores e aventuras

Dizem que é preciso ter coragem pra viver...
Verdade! Mas não só, também é necessário
Vontade, que tem se mostrado a mola propulsora
De uma vida cheia, repleta de peripécias e riscos

Escalei morros que viraram montanhas e acabaram
Em morrinhos. Embrenhei-me por entre o barro das
Trilhas da vida e a sujeira grudou-se em minha alma

Galguei o caminho de volta com garra e teimosia
Experiências diversas tentaram me desviar da rota, mas a
obstinação e a pirraça mantiveram-me em movimento até aqui!

© Anne M. Moor

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Os degraus

Convento dos Capuchos - Sintra

Mário Quintana já dizia:

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

Mario Quintana - Baú de Espantos
Pintura do António Tapadinhas

sábado, 2 de julho de 2011

Liberdade


O desejo por liberdade é busca constante.
É tesouro dos que temos almas irrequietas,
curiosas, cheias de vida, sonhos e alvedrio.

Libertarmo-nos de nossas próprias correntes
é ato de coragem, garra e obstinação.

Traz-nos ansiedade, angústia, dor e a noção
da necessidade do olhar para o horizonte
em busca de nós mesmos .

Espaços e estações de imagináveis
combates que nos levem ao voo da águia.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Alento


Inspiração vem de conversas,
carinho e o desejo de estar
juntos. Escritura, banho e
palavra como órgãos
de prazer a denotar
aconchego, carinho e amor.

© Anne M. Moor

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sons


Chuva na vidraça
Mar na orla
Vento entre as árvores
São sons que me deliciam.

O chiar da chaleira
O borbulhar do fervido
O estalar do assado
Trazem água na boca.

O crepitar do fogo
O som de música
O ranger da cama
Suscitam aconchego.

© Anne M. Moor

terça-feira, 21 de junho de 2011

Cheiros


Os cheiros da cozinha atiçam
A imaginação. Imagens de minha
Vó de avental e dos perfumes
Exalando de sua cozinha.

Adoro cozinhar
Cheiros e sabores
São livros da vida.

© Anne M. Moor
Imagem: Pintura “Cozinha tradicional” de António Tapadinhas

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mestre


Aprendi que, como disse Guimarães Rosa, mestre não é só quem ensina; mas quem, de repente, aprende. Na caminhada ...


Aprendi a distinguir e entender
a diferença entre ensinar e aprender.
Compreendi que nem tudo
que ensinamos é aprendido.
Aprendi na caminhada,
aprendi no erro,
aprendi no compartilhar
momentos de crescimento.

Aprendi que aprender
é responsabilidade de cada um.
Aprendi a ser mais humana,
a compartilhar minhas caminhadas,
a pensar no outro,
a aprender a lidar com minhas inseguranças,
a não ter medo de experimentar,
a me conhecer melhor,
a entender o meu eu e
a compreender o que é ser.

Aprendi que é através da leitura que se desenvolvem as ideias, o raciocínio e a paixão de viver.

© Anne M. Moor

domingo, 12 de junho de 2011

(H)a paz na vida


a maturidade nos põem em lugar privilegiado
a caminhada traçando vias e desvios
tropeços e voos, dores e alegrias
contradições a povoarem o redemoinho de ser

criatura em ebulição a procurar
embarcadouro no deslizar por caminhos
as vezes misteriosos mas tão deliciosos
uma bússola a nos levar no furacão de estar

consequências trazem uma paz
de vida ganha
de amor construído
no serenar de uma vida

© Anne M. Moor

domingo, 5 de junho de 2011

Fazer o que?


As vezes me pergunto
Qual o propósito da vida
Qual a razão de tanto
Sofrimento e dor...

Momentos de angústia
Tentam nos mostrar
Caminhos de reinvenção
Por vezes sem sucesso.

O remar na vida encontra
Forças misteriosas a
Empurrar em sentido
Oposto à maré.

Silêncios se insinuam
A fechar portas da
Cumplicidade e do
Sentido de pertencer.

© Anne M. Moor

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Voos


Andei longe de mim
em voos essenciais, perdida
nos meandros do pensar.

Andei além do meu corpo
com olhos cravados
no meu âmago.

Andei lá ao longe
a decifrar atos
e pensamentos.

Afastei-me um pouco
enquanto o espelho
me chamava insistentemente.

Voltei à vida
nas asas do apreender
e no silêncio do sentir.

© Anne M. Moor