sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O ritmo do amor


Enquanto mãos se ocupam com arte
A mente vagueia pelos
Níveis díspares de um pensar
Em movimentos oscilantes de
Música que marca um passo indolente
No coração e na alma...

© Anne M. Moor

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Paz


A confiança em nós e no outro
Nasce de uma comunhão de
Sentir, de escutar e de ouvir
Refina-se na segurança do amar
E na conversa entre almas
Em silêncios quietos e por vezes
Em vozerios arteiros que provocam
E são provocados a desenhar
Momentos maduros de paz

© Anne M. Moor

sábado, 27 de agosto de 2011

Surpresas do viver


O inesperado por vezes é o sumo da vida
Vem no seu tempo, a sua maneira
Porta de madeira de lei
Esculpida por mestres do viver
Surge frente aos olhos
Criando uma comunhão de almas
Uma eucaristia intelectual e espiritual
Em um estar imperfeito
De prazer

© Anne M. Moor

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Caminho ao final do arco íris


Sentar à sombra de uma figueira
A contemplar a vida acompanhada
De silêncios aconchegantes será minha cena
Um silêncio que fala intensamente sem som
Direto a tua alma e ao teu coração.

A maturidade mostrou-me o caminho.
Difícil silenciar, mas prazerosa a colheita.
As folhas da figueira se surpreendem
Com minha paz, embora os mistérios
Do andar não deveriam ser assombro.

© Anne M. Moor

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Símbolo de momentos permitidos: flor, mão, jardim. Horas de companheirismo, conversa jogada fora, nada em especial. Simples prazer de estar juntos. De dia sol, de noite lua e estrelas. Silêncios intercalados com risadas. Risadas transformadas em lembranças. Saudades ...


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Viver na inquietação



Uma história cheia de escolhas e eventos
Perpassa por toda uma vida rica de aprendizagem
Amores, filhos, netos, amigos
Doação, brigas, doenças, recomeço

Vida...

Necessário se faz em vezes diversas
Uma reinvenção do modo de caminhar o mundo
Mais amores, filhos, netos, amigos
Recomeço, comunicação, colheita, paz

Viver...

© Anne M. Moor

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Uma preciosa pedra

Era uma quarta feira, depois do falecimento de minha irmã, no caminho do aeroporto em Brasília, quando paramos em um sinal vermelho. No carro, meu filho, meu cunhado, Ruti (minha cunhada) e eu. Todos tristes e quietos. Sair da casa de minha irmã estava sendo difícil, como se me arrancassem um pedaço...

Um jovem com uma sacola e umas pedras na mão aproximou-se do carro. Iniciou-se, então, uma conversa:

Jovem: Senhor! Ilustríssimo cavalheiro!! O senhor, que certamente tem mais dinheiro do que eu...

Elmar: (Baixinho) Certamente...

Jovem: (Com um sorriso educado) Me compraria ... Conhece essa pedra que faz tudo e não pode faltar no seu banheiro? Tira cabelo encravado (demonstrando em seu rosto), cascão do pé, entre outras coisas...

A esta hora estávamos todos sorrindo com o entusiasmo do vendedor e prestando atenção a sua exposição.

Ruti: Dá um!

Anne: Dá um também!

Jovem: Toma outra de brinde, que incrusive tira chifre encravado. Ta ligado?

Compramos dois e ganhamos um de brinde. Pedras pome em formato de coração. Um sinal de Deus? Talvez... O semáforo abriu, nos despedimos e continuamos em direção ao aeroporto. Dessa vez todos entre rindo e sorrindo, mais leves, ao admirar um jovem com iniciativa, educação e bom humor. Um bom vendedor.

Que bom saber que este país tem pessoas assim.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Relembrando momentos...

Aventuras da vida




Aventuras fazem parte de quem sou
Criei-me entre culturas, países e pessoas
Com as quais aprendi que a vida é cheia
De surpresas, alegrias, dores e aventuras

Dizem que é preciso ter coragem pra viver...
Verdade! Mas não só, também é necessário
Vontade, que tem se mostrado a mola propulsora
De uma vida cheia, repleta de peripécias e riscos

Escalei morros que viraram montanhas e acabaram
Em morrinhos. Embrenhei-me por entre o barro das
Trilhas da vida e a sujeira grudou-se em minha alma

Galguei o caminho de volta com garra e teimosia
Experiências diversas tentaram me desviar da rota, mas a
obstinação e a pirraça mantiveram-me em movimento até aqui!

© Anne M. Moor

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Os degraus

Convento dos Capuchos - Sintra

Mário Quintana já dizia:

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

Mario Quintana - Baú de Espantos
Pintura do António Tapadinhas

sábado, 2 de julho de 2011

Liberdade


O desejo por liberdade é busca constante.
É tesouro dos que temos almas irrequietas,
curiosas, cheias de vida, sonhos e alvedrio.

Libertarmo-nos de nossas próprias correntes
é ato de coragem, garra e obstinação.

Traz-nos ansiedade, angústia, dor e a noção
da necessidade do olhar para o horizonte
em busca de nós mesmos .

Espaços e estações de imagináveis
combates que nos levem ao voo da águia.

© Anne M. Moor