
Era uma quarta feira, depois do falecimento de minha irmã, no caminho do aeroporto em Brasília, quando paramos em um sinal vermelho. No carro, meu filho, meu cunhado, Ruti (minha cunhada) e eu. Todos tristes e quietos. Sair da casa de minha irmã estava sendo difícil, como se me arrancassem um pedaço...
Um jovem com uma sacola e umas pedras na mão aproximou-se do carro. Iniciou-se, então, uma conversa:
Jovem: Senhor! Ilustríssimo cavalheiro!! O senhor, que certamente tem mais dinheiro do que eu...
Elmar: (Baixinho) Certamente...
Jovem: (Com um sorriso educado) Me compraria ... Conhece essa pedra que faz tudo e não pode faltar no seu banheiro? Tira cabelo encravado (demonstrando em seu rosto), cascão do pé, entre outras coisas...
A esta hora estávamos todos sorrindo com o entusiasmo do vendedor e prestando atenção a sua exposição.
Ruti: Dá um!
Anne: Dá um também!
Jovem: Toma outra de brinde, que incrusive tira chifre encravado. Ta ligado?
Compramos dois e ganhamos um de brinde. Pedras pome em formato de coração. Um sinal de Deus? Talvez... O semáforo abriu, nos despedimos e continuamos em direção ao aeroporto. Dessa vez todos entre rindo e sorrindo, mais leves, ao admirar um jovem com iniciativa, educação e bom humor. Um bom vendedor.
Que bom saber que este país tem pessoas assim.