quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Encurtando distâncias


céu azul quieto
vãos ondulantes de névoa
brancos a desenharem-se...

verdes imensos entrelaçados
a formar imagens criativas
musgos, ocres, esperança...

fios tortuosos e lânguidos
a cortar a paisagem longínqua
qual risco desenhado em prata...

vôo suspenso em memórias
um encurtar de distâncias
leve balanço, magia...

© Anne M. Moor 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Já se faz noite...


Já se faz noite
e o sono ronda
pesam os olhos
corpo cansado
vontade de
aconchego...

Os sonhos a espera
da entrega ao sono
serão sensatos, maduros
ou delirantes a provocar?

O dia que me trouxe você
deitou-se no afago das
longas conversas curtas
dos intervalos da labuta...

Onde estarás?

by Anne M. Moor

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Voos


Andei longe de mim
em voos essenciais, perdida
nos meandros do pensar.

Andei além do meu corpo
com olhos cravados
no meu âmago.

Andei lá ao longe
a decifrar atos
e pensamentos.

Afastei-me um pouco
enquanto o espelho
me chamava insistentemente.

Voltei à vida
nas asas do apreender
e no silêncio do sentir.

by Anne M. Moor

sábado, 24 de setembro de 2011

O exercício do relembrar

O exercício do relembrar, o sonhar acordado, o acordar para quem sou e como cheguei aqui é uma experiência deliciosa. Pessoas, amigos, novos e velhos juntos novamente. Ver, olhar nos olhos de nossa infância, sentindo o aconchego nos abraços tão espontaneamente dados após anos e anos de vidas individuais espalhadas pelo mundo nos trouxe doces recordações. A medida que conversávamos, lembranças de vida surgiam de tempos idos, mas pareciam tão próximos. A familiaridade – retomando de onde havíamos parado – e nem sabendo em alguns casos exatamente de onde nem quando... O certo é que continuamos em contato, mesmo vivendo espalhados pelo mundo. Os tentáculos da internet possibilitam o reencontro e a ressignificação de vidas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O ritmo do amor


Enquanto mãos se ocupam com arte
A mente vagueia pelos
Níveis díspares de um pensar
Em movimentos oscilantes de
Música que marca um passo indolente
No coração e na alma...

© Anne M. Moor

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Paz


A confiança em nós e no outro
Nasce de uma comunhão de
Sentir, de escutar e de ouvir
Refina-se na segurança do amar
E na conversa entre almas
Em silêncios quietos e por vezes
Em vozerios arteiros que provocam
E são provocados a desenhar
Momentos maduros de paz

© Anne M. Moor

sábado, 27 de agosto de 2011

Surpresas do viver


O inesperado por vezes é o sumo da vida
Vem no seu tempo, a sua maneira
Porta de madeira de lei
Esculpida por mestres do viver
Surge frente aos olhos
Criando uma comunhão de almas
Uma eucaristia intelectual e espiritual
Em um estar imperfeito
De prazer

© Anne M. Moor

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Caminho ao final do arco íris


Sentar à sombra de uma figueira
A contemplar a vida acompanhada
De silêncios aconchegantes será minha cena
Um silêncio que fala intensamente sem som
Direto a tua alma e ao teu coração.

A maturidade mostrou-me o caminho.
Difícil silenciar, mas prazerosa a colheita.
As folhas da figueira se surpreendem
Com minha paz, embora os mistérios
Do andar não deveriam ser assombro.

© Anne M. Moor

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Símbolo de momentos permitidos: flor, mão, jardim. Horas de companheirismo, conversa jogada fora, nada em especial. Simples prazer de estar juntos. De dia sol, de noite lua e estrelas. Silêncios intercalados com risadas. Risadas transformadas em lembranças. Saudades ...