terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Telhados


Caminhar nos telhados alheios
Como gato a observar as estrelas
E a buscar um companheiro
Apraz-me! As coberturas
Que vejo da minha janela
Ao estar aqui sentada
Contam imensas histórias
De amores, de rixas, de vidas
Vividas com intensidade
Em períodos diferentes...

© 2010 – Anne M. Moor
Imagem: "Obidos" de António Tapadinhas

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Viagens


Tenho estado em uma nuvem movediça
Recolhida a reflexões provocadas por sentires
Incoerentes e irritantes a me empurrarem
Ao aconchego da minha alma inquieta.

Sinto movimento de ventos e redemoinhos
A me cutucarem em direções outras
Acordo após um sono profundo
De renovação e reinvenção.

Ao dobrar a curva patinando
Deparo-me com oportunidades
A me chamar insistentemente
Em oscilações não muito compreensíveis.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Desabrochar


Desabrochar no outono da existência
traz um sabor especial de bem estar:
É permitir-se, enfim, o prazer de viver.
É reconhecer-se mulher em todos
os sentidos possíveis.

Desabrolhar o âmago da flor que
em nós se esconde tão bem:
É libertar-se das amarras irracionais.
É perfilhar o perfume da rosa em
moradas outras.

Eclodir na maturidade de uma vida
bem vivida com prazeres, dores, angústias:
É continuar a caminhada em paz.
É enxergar as pessoas com outro foco.
É abrir os braços à vida!

© Anne M. Moor

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Delírio


Estarei viajando nos próximos dias. Deixo este poema aqui para vocês e sintam-se a vontade para entrar, sentar, pegar um café e viajar pelos meus delírios escritos até a minha volta. Felizes Festas para todos!

escrever é a porta para a liberdade.
ao som do teclar e
o pintar de imagens
fazemos amor com as palavras.

escrever é reinvenção
do idear na vida e
da compreensão
em caminhadas longas.

escrever é ver-se
na pintura dos sonhos
e no delírio do viver.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Para a Anita...

Como o papai é Xavante fiz um vestido pra ir ao jogo.




  



O ritmo do amor
Enquanto mãos se ocupam com arte
A mente vagueia pelos
Níveis díspares de um pensar
Em movimentos oscilantes de
Música que marca um passo indolente
No coração e na alma...

© Anne M. Moor

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

E abre-se uma janela ...

Onde estarei na virada do ano...

Ao acender das luzes de um novo ano
Abre-se uma janela com vista para o mar
Lá longe o horizonte aponta com
Pedrinhas novas como desafio!


Flores enfeitam o caminho em frente
Se permitirmos um olhar de querer.


O clarão pintado de azul chama para um
viver de energias e provocações a serem
construídas a partir das tristezas que ficam
por detrás da porta que se cerrou!


O estalo do bedelho que abre alamedas
Traz o rufar da reorganização!

© Anne M. Moor

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Silêncio da noite



Sentada aqui no escurinho da noite
Os cachorros latem
O cantar do ventilador me embala
Em um momento de silêncio
Profundo de meditação

Faz calor
O ar está parado
Diferente do pensar
Que foge ao meu controle
A voejar por entres as pás do ventilador


© Anne M. Moor

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Combinando roupas...

Um jogo de roupas para a Anita...

Um casaquinha trespassado para uma menina linda. Se tiver calor, usa com a calcinha branca de perna curta.















Agora se tiver frio, pode usar assim:














quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Forças outras ...


Esperança e força
Se unem em um fazer
Equilibrado e sensato
De soluções difíceis.

Paz de espírito
Se alcança em um fazer
Certeiro e justo
De conquistas maduras.

© Anne M. Moor

terça-feira, 15 de novembro de 2011