sexta-feira, 30 de março de 2012

"Good girl"


Sentir a dor alheia
Saber quais necessidades são importantes
É arte no ato de interpretar o significar
De um silêncio insistente em momentos
De pura incerteza e temor de vidas em sintonia.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 23 de março de 2012

Um par...


Um par de pedras encontrarem-se no rio
Um rio que flui ora com força, ora calmamente.
O par de pedras dança a música do encanto da
Água a movimentar vidas, momentos e estrelas.
Vez por outra as pedras têm vontades próprias
E silêncios se impõem suavemente a trazer
As pedras um para junto do outro
Mesmo na distância.

© Anne M. Moor

quinta-feira, 15 de março de 2012

Flashes


As I sit me down
Beside a solitary tree
I gaze at the clouds
And the hazy dark sea
Which spark images of you.

© Anne M. Moor
Photo: Enkhuizen, Holland

quarta-feira, 14 de março de 2012

Palavras


Palavras e silêncios guiam a navegação.
Bulem entre si a desvendar as sinuosidades de ser.
Alusões vagueiam entre pessoas amadas
E textos imagéticos que brotam do
Significar aberto nas entrelinhas
De um estar em sintonia.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Momento filosófico de duas trigueiras


Saudades de tempos leves de sedução
Momentos de ouro que reconhecemos
Ao deixar a felicidade nos invadir
Lances ímpares de vida intensa!

Que mais queremos?
Temos a quem amar.
Temos alguém a nos amar.
E estações de ouro vez por outra.

Vivemos uma liberdade consciente
Com a incoerência de deliciarmo-nos
Sabendo que importamos para alguém
Ato inerente ao ser humano.

© Anne M. Moor

Sonhos ou delírios?


A caminho de um borboleteio
De poucos dias, mas muita ternura
Vozes que sussurram em sonhos
Memórias renovadas
Amizades reinventadas
Vida intensa entre afetos

© Anne M. Moor

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"Coisas"



Certas coisas não cessam de surpreender
E trazem uma sensação de conchego
A relembrar momentos ímpares
De carinho, paixão e amizade.

© Anne M. Moor

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Amar é sentir...



Amar é sentir, é desejar, é querer o bem, é querer-se
junto.  Encontrar-se no mesmo casulo,
feito quase sempre inesperado, traz paz, sossego
e desespero aos corações entremeados pelo vida.

Aperto no coração acompanha o dia-a-dia dos que,
ao entregarem-se ao amor, assinaram uma promessa
de querer estar junto para o que resta da vida.
Impossível? Talvez. Improvável? Talvez.

Medos habitam as almas repletas de magia e sentimento.
Medo de chegar perto e nunca mais querer-se separado.
Medo do que isso significa em uma sociedade moralista.

Momentos inexplicáveis de duas vidas entregues ao amor.
Instantes de relampejos de ternura e felicidade.
Horas de pura paixão, conchego e união.

© Anne M. Moor

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Leituras



Lemos, refletimos, escrevemos, vivemos.

Lemos a escrita, os espaços em branco,
o que não foi dito

Viajamos entre letras, palavras e espaços.
Tropeçamos nos pontos e dois pontos.
Patinamos nas vírgulas e no travessão.

Deciframos a vida nos momentos ímpares
de amizade, carinho e solidariedade
de tristezas, solidão e lágrimas.

Interpretamos nossos eus nos espelhos
que se apresentam em lugares obscuros.
Refletimos sobre os porquês que gritam.

Escrevemos com paixão e medo a vida que
vivemos, enterramos e reinventamos.

Continuemos...

© Anne M. Moor

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sentir nas palavras de Fernando Pessoa



Sentir é criar. Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias.