Leitura é a chave para a liberdade. Ler e escrever é fazer amor com as palavras. Tricotar e cozinhar é fazer amor com os sentidos. Aqui encontrarás o delírio, o prazer e o sonho, que fazem parte do viver...
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O possível
Razão fala aos ventos que uivam
Emoção sussurra em meu ouvido
E senta na lua a meditar
Razão cutuca o sentir em vão
Emoção acalenta o viver
E aponta para o sentir verdadeiro
Sentimentos têm vontade própria
Silêncios guardam verdades conhecidas
De amar, de querer e de desejar.
© Anne M. Moor
terça-feira, 3 de abril de 2012
Conchas interligadas
Mas perderam-se por um tempo sem razão...
O murmurar do mar e as estrelas a piscar
E os animais das águas fundas
Tramaram atos por si sem provocação
A despertarem sentires profundos adormecidos
De momentos doirados de outrora.
As sinuosidades de estar juntos sem estar
Abrem janelas outras a provocar hábitos
Diferenciados, mas igualmente intensos.
© Anne M. Moor
sexta-feira, 30 de março de 2012
"Good girl"
Saber quais necessidades são importantes
É arte no ato de interpretar o significar
De um silêncio insistente em momentos
De pura incerteza e temor de vidas em sintonia.
© Anne M. Moor
sexta-feira, 23 de março de 2012
Um par...
Um rio que flui ora com força, ora calmamente.
O par de pedras dança a música do encanto da
Água a movimentar vidas, momentos e estrelas.
Vez por outra as pedras têm vontades próprias
E silêncios se impõem suavemente a trazer
As pedras um para junto do outro
Mesmo na distância.
© Anne M. Moor
quinta-feira, 15 de março de 2012
Flashes
As I sit me down
Beside a solitary tree
I gaze at the clouds
And the hazy dark sea
Which spark images of you.
© Anne M. Moor
© Anne M. Moor
Photo: Enkhuizen, Holland
quarta-feira, 14 de março de 2012
Palavras
Palavras e silêncios guiam a navegação.
Bulem entre si a desvendar as sinuosidades de ser.
Alusões vagueiam entre pessoas amadas
E textos imagéticos que brotam do
Significar aberto nas entrelinhas
De um estar em sintonia.
© Anne M. Moor
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Momento filosófico de duas trigueiras
Momentos de ouro que reconhecemos
Ao deixar a felicidade nos invadir
Lances ímpares de vida intensa!
Que mais queremos?
Temos a quem amar.
Temos alguém a nos amar.
E estações de ouro vez por outra.
Vivemos uma liberdade consciente
Com a incoerência de deliciarmo-nos
Sabendo que importamos para alguém
Ato inerente ao ser humano.
© Anne M. Moor
Sonhos ou delírios?
De poucos dias, mas muita ternura
Vozes que sussurram em sonhos
Memórias renovadas
Amizades reinventadas
Vida intensa entre afetos
© Anne M. Moor
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
"Coisas"
Certas coisas não cessam de surpreender
E trazem uma sensação de conchego
A relembrar momentos ímpares
De carinho, paixão e amizade.
© Anne M. Moor
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Amar é sentir...
Amar é sentir, é desejar, é querer o bem, é querer-se
junto. Encontrar-se no mesmo casulo,
feito quase sempre inesperado, traz paz, sossego
e desespero aos corações entremeados pelo vida.
Aperto no coração acompanha o dia-a-dia dos que,
ao entregarem-se ao amor, assinaram uma promessa
de querer estar junto para o que resta da vida.
Impossível? Talvez. Improvável? Talvez.
Medos habitam as almas repletas de magia e sentimento.
Medo de chegar perto e nunca mais querer-se separado.
Medo do que isso significa em uma sociedade moralista.
Momentos inexplicáveis de duas vidas entregues ao amor.
Instantes de relampejos de ternura e felicidade.
Horas de pura paixão, conchego e união.
© Anne M. Moor
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