sexta-feira, 19 de outubro de 2012


Estive afastada do meu blog um tempo, juntando os neurônios rsrsrsrsrs. Voltei pra ficar, ler, delirar, poetar e me encontrar com meus amigos. Pra começar quero restaurar as conversas amigas.

Conversas

familiaridades surgem
intimidade e bem-estar despontam
assuntos brotam
lembranças pipocam
curiosidades aportam
num vai e vem desordenado
num saber-se querido
num querer-se abraçar

© Anne M. Moor - 2008

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ando por aqui...

Meu blog anda um tanto parado... Acho que o FB está tomando conta :-)

Não sei mais nem colocar uma imagem :-(

bj

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Exigências


Exigências me fizeram
Cobranças impostas e
Eu, menina, adolescente
Adulta, mulher, mãe, filha
Segui o caminho dos outros...

Com rebeldia!

Exigente fui comigo mesma
Cobranças fiz ao longo da vida
A mim e aos outros
Até que o sol se fez presente
Sem véus, sem filtros e
A vida se me apresentou
No espelho com uma realidade
Desnudada e provocante!

De repente vi-me frente a
Um espelho questionador
Um ‘outro’ a fitar-me no olho
Com a sobrancelha erguida.

Refletir foi necessário!

© Anne M. Moor

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Flores


Flor, tropo seguidamente utilizado
Com significados múltiplos, apresenta
pétalas entrelaçadas e simétricas
Com um centro, cerne do sentido.
Algumas escondem a essência como
As tulipas a incendiar-nos com cores vibrantes.
Outras mostram o coração em
Franca exposição de sentires expostos
Como as gérberas com suas cores vivas
E pétalas formando um conjunto uno
A proteger a profundeza do ser.

© Anne M. Moor

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O possível


Razão fala aos ventos que uivam
Emoção sussurra em meu ouvido
E senta na lua a meditar

Razão cutuca o sentir em vão
Emoção acalenta o viver
E aponta para o sentir verdadeiro

Sentimentos têm vontade própria
Silêncios guardam verdades conhecidas
De amar, de querer e de desejar.

© Anne M. Moor

terça-feira, 3 de abril de 2012

Conchas interligadas


Conchas interligadas criaram forças inexplicáveis
Mas perderam-se por um tempo sem razão...

O murmurar do mar e as estrelas a piscar
E os animais das águas fundas
Tramaram atos por si sem provocação
A despertarem sentires profundos adormecidos
De momentos doirados de outrora.

As sinuosidades de estar juntos sem estar
Abrem janelas outras a provocar hábitos
Diferenciados, mas igualmente intensos.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 30 de março de 2012

"Good girl"


Sentir a dor alheia
Saber quais necessidades são importantes
É arte no ato de interpretar o significar
De um silêncio insistente em momentos
De pura incerteza e temor de vidas em sintonia.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 23 de março de 2012

Um par...


Um par de pedras encontrarem-se no rio
Um rio que flui ora com força, ora calmamente.
O par de pedras dança a música do encanto da
Água a movimentar vidas, momentos e estrelas.
Vez por outra as pedras têm vontades próprias
E silêncios se impõem suavemente a trazer
As pedras um para junto do outro
Mesmo na distância.

© Anne M. Moor

quinta-feira, 15 de março de 2012

Flashes


As I sit me down
Beside a solitary tree
I gaze at the clouds
And the hazy dark sea
Which spark images of you.

© Anne M. Moor
Photo: Enkhuizen, Holland

quarta-feira, 14 de março de 2012

Palavras


Palavras e silêncios guiam a navegação.
Bulem entre si a desvendar as sinuosidades de ser.
Alusões vagueiam entre pessoas amadas
E textos imagéticos que brotam do
Significar aberto nas entrelinhas
De um estar em sintonia.

© Anne M. Moor