sábado, 20 de outubro de 2012

O hoje ...

"(...) se tememos o amanhã, é porque não sabemos construir o presente e, quando não sabemos construir o presente, contamos que amanhã saberemos e nos ferramos, orque amanhã acaba sempre por se tornar hoje, não é mesmo?"

by Muriel Barbery in "A elegância do ouriço".

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


Estive afastada do meu blog um tempo, juntando os neurônios rsrsrsrsrs. Voltei pra ficar, ler, delirar, poetar e me encontrar com meus amigos. Pra começar quero restaurar as conversas amigas.

Conversas

familiaridades surgem
intimidade e bem-estar despontam
assuntos brotam
lembranças pipocam
curiosidades aportam
num vai e vem desordenado
num saber-se querido
num querer-se abraçar

© Anne M. Moor - 2008

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ando por aqui...

Meu blog anda um tanto parado... Acho que o FB está tomando conta :-)

Não sei mais nem colocar uma imagem :-(

bj

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Exigências


Exigências me fizeram
Cobranças impostas e
Eu, menina, adolescente
Adulta, mulher, mãe, filha
Segui o caminho dos outros...

Com rebeldia!

Exigente fui comigo mesma
Cobranças fiz ao longo da vida
A mim e aos outros
Até que o sol se fez presente
Sem véus, sem filtros e
A vida se me apresentou
No espelho com uma realidade
Desnudada e provocante!

De repente vi-me frente a
Um espelho questionador
Um ‘outro’ a fitar-me no olho
Com a sobrancelha erguida.

Refletir foi necessário!

© Anne M. Moor

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Flores


Flor, tropo seguidamente utilizado
Com significados múltiplos, apresenta
pétalas entrelaçadas e simétricas
Com um centro, cerne do sentido.
Algumas escondem a essência como
As tulipas a incendiar-nos com cores vibrantes.
Outras mostram o coração em
Franca exposição de sentires expostos
Como as gérberas com suas cores vivas
E pétalas formando um conjunto uno
A proteger a profundeza do ser.

© Anne M. Moor

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O possível


Razão fala aos ventos que uivam
Emoção sussurra em meu ouvido
E senta na lua a meditar

Razão cutuca o sentir em vão
Emoção acalenta o viver
E aponta para o sentir verdadeiro

Sentimentos têm vontade própria
Silêncios guardam verdades conhecidas
De amar, de querer e de desejar.

© Anne M. Moor

terça-feira, 3 de abril de 2012

Conchas interligadas


Conchas interligadas criaram forças inexplicáveis
Mas perderam-se por um tempo sem razão...

O murmurar do mar e as estrelas a piscar
E os animais das águas fundas
Tramaram atos por si sem provocação
A despertarem sentires profundos adormecidos
De momentos doirados de outrora.

As sinuosidades de estar juntos sem estar
Abrem janelas outras a provocar hábitos
Diferenciados, mas igualmente intensos.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 30 de março de 2012

"Good girl"


Sentir a dor alheia
Saber quais necessidades são importantes
É arte no ato de interpretar o significar
De um silêncio insistente em momentos
De pura incerteza e temor de vidas em sintonia.

© Anne M. Moor

sexta-feira, 23 de março de 2012

Um par...


Um par de pedras encontrarem-se no rio
Um rio que flui ora com força, ora calmamente.
O par de pedras dança a música do encanto da
Água a movimentar vidas, momentos e estrelas.
Vez por outra as pedras têm vontades próprias
E silêncios se impõem suavemente a trazer
As pedras um para junto do outro
Mesmo na distância.

© Anne M. Moor

quinta-feira, 15 de março de 2012

Flashes


As I sit me down
Beside a solitary tree
I gaze at the clouds
And the hazy dark sea
Which spark images of you.

© Anne M. Moor
Photo: Enkhuizen, Holland

quarta-feira, 14 de março de 2012

Palavras


Palavras e silêncios guiam a navegação.
Bulem entre si a desvendar as sinuosidades de ser.
Alusões vagueiam entre pessoas amadas
E textos imagéticos que brotam do
Significar aberto nas entrelinhas
De um estar em sintonia.

© Anne M. Moor

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Momento filosófico de duas trigueiras


Saudades de tempos leves de sedução
Momentos de ouro que reconhecemos
Ao deixar a felicidade nos invadir
Lances ímpares de vida intensa!

Que mais queremos?
Temos a quem amar.
Temos alguém a nos amar.
E estações de ouro vez por outra.

Vivemos uma liberdade consciente
Com a incoerência de deliciarmo-nos
Sabendo que importamos para alguém
Ato inerente ao ser humano.

© Anne M. Moor

Sonhos ou delírios?


A caminho de um borboleteio
De poucos dias, mas muita ternura
Vozes que sussurram em sonhos
Memórias renovadas
Amizades reinventadas
Vida intensa entre afetos

© Anne M. Moor

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"Coisas"



Certas coisas não cessam de surpreender
E trazem uma sensação de conchego
A relembrar momentos ímpares
De carinho, paixão e amizade.

© Anne M. Moor

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Amar é sentir...



Amar é sentir, é desejar, é querer o bem, é querer-se
junto.  Encontrar-se no mesmo casulo,
feito quase sempre inesperado, traz paz, sossego
e desespero aos corações entremeados pelo vida.

Aperto no coração acompanha o dia-a-dia dos que,
ao entregarem-se ao amor, assinaram uma promessa
de querer estar junto para o que resta da vida.
Impossível? Talvez. Improvável? Talvez.

Medos habitam as almas repletas de magia e sentimento.
Medo de chegar perto e nunca mais querer-se separado.
Medo do que isso significa em uma sociedade moralista.

Momentos inexplicáveis de duas vidas entregues ao amor.
Instantes de relampejos de ternura e felicidade.
Horas de pura paixão, conchego e união.

© Anne M. Moor

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Leituras



Lemos, refletimos, escrevemos, vivemos.

Lemos a escrita, os espaços em branco,
o que não foi dito

Viajamos entre letras, palavras e espaços.
Tropeçamos nos pontos e dois pontos.
Patinamos nas vírgulas e no travessão.

Deciframos a vida nos momentos ímpares
de amizade, carinho e solidariedade
de tristezas, solidão e lágrimas.

Interpretamos nossos eus nos espelhos
que se apresentam em lugares obscuros.
Refletimos sobre os porquês que gritam.

Escrevemos com paixão e medo a vida que
vivemos, enterramos e reinventamos.

Continuemos...

© Anne M. Moor

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sentir nas palavras de Fernando Pessoa



Sentir é criar. Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pacote de peixe com cogumelos

Ingredientes


o 6 Unidade(s) de filés grandes de linguado (600 g)
o 1 Colher(es) de chá de sal
o 1 Xícara(s) de Ades sabor laranja
o 2 Colher(es) de sopa de cebolinha picada
o 12 Unidade(s) de tomates-cereja cortados ao meio
o 2 Unidade(s) de cebolas médias cortadas em cubos grandes
o 100 Grama(s) de cogumelos em conserva
o papel-alumínio a gosto
o azeite de oliva a gosto

Modo de preparo

• Modo de Preparo

o 1. Preaqueça o forno em temperatura média (180ºC).
o 2. Corte 6 quadrados de papel-alumínio com 30 x 30 cm, unte cada quadrado e reserve.
o 3. Em uma tigela, tempere os peixes com o sal, o suco a base de soja sabor laranja e a cebolinha. Reserve por 10 minutos
o 4. À parte em uma tigela pequena misture os tomates, a cebola e os cogumelos. Reserve.
o 5. Coloque um filé de peixe no centro de cada quadrado de papel untado e reserve o tempero. Distribua a mistura de cogumelos sobre os filés e regue com o tempero de suco a base de soja sabor laranja reservado.
o 6. Feche os pacotes apertando as extremidades do papel alumínio. Coloque-os em uma assadeira média (33 x 23 cm) e leve ao forno por 30 minutos. Sirva em seguida.
o 7. Você pode substituir a cebolinha ou coentro ou manjericão.
o 8. Sirva acompanhado de batatas temperadas com azeite de oliva e alho.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Telhados


Caminhar nos telhados alheios
Como gato a observar as estrelas
E a buscar um companheiro
Apraz-me! As coberturas
Que vejo da minha janela
Ao estar aqui sentada
Contam imensas histórias
De amores, de rixas, de vidas
Vividas com intensidade
Em períodos diferentes...

© 2010 – Anne M. Moor
Imagem: "Obidos" de António Tapadinhas

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Viagens


Tenho estado em uma nuvem movediça
Recolhida a reflexões provocadas por sentires
Incoerentes e irritantes a me empurrarem
Ao aconchego da minha alma inquieta.

Sinto movimento de ventos e redemoinhos
A me cutucarem em direções outras
Acordo após um sono profundo
De renovação e reinvenção.

Ao dobrar a curva patinando
Deparo-me com oportunidades
A me chamar insistentemente
Em oscilações não muito compreensíveis.

© Anne M. Moor