segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ler é fazer amor com as palavras...

Ultimamente tenho voltado a ler como antes. Uma das vantagens da aposentadoria. Tempo para viajar pelas palavras... Andei passeando nos blogs de amigos da Ana (Diablillos Emocionales) e achei interessante como a Waipueduca postou “Siempre hay historias para compartir...” e o expor do que lemos para os amigos. Drops culturais...

“A distância entre nós” (The Space Between Us) por Thrity Umrigar me levou numa viagem pela sociedade indiana. Uma frase que me deu horas de reflexão foi: “Amanhã. A palavra flutua no ar por um momento, ao mesmo tempo promessa e ameaça. Depois vai embora como um barquinho de papel levado pela água que lambe seus tornozelos. Está escuro, mas, dentro do coração de Bhima, o dia nasce.”

“Montanha Russa” por Martha Medeiros é um livro de crônicas sobre a montanha russa – vida. O livro é sobre as 'curvas e recurvas dessa montanha-russa, sobre as suas quedas súbitas e subidas íngremes, enfim, sobre as engrenagens da vida'. Identifico-me muito com este parágrafo :
Alguém lá tem certeza absoluta do que quer que seja? Somos todos novatos na vida, cada dia é uma incógnita, podemos ser surpreendidos pelas nossas próprias reações, repensamos mil vezes sobre os mais diversos temas: as ditas ‘certezas’ apenas são escudos que nos protegem das mudanças. Mudar é difícil. Crescer é penoso. Olhar para dentro de si mesmo, profundamente, é sempre perturbador.”

“Vivir adrede” por Mario Benedetti, um livro de contos e relatos do cotidiano escritos com a sabida competência e delícia do Benedetti. Uma palhinha do livro:
'El Miedo
No se juega con el miedo porque el miedo puede ser un arma de defensa própria, una forma inocente o culpable de coraje. El miedo nos abre los ojos y nos cierra los puños y nos mete en el riesgo desaprensivamente. Andamos por el mundo con el miedo a cuestas como si fuera un pudor obligatorio o en su defecto una variante del fracaso. Tal vez sea el mandamiento o quizás el mandamiedos de alguna desconocida ley, de un dios cualquiera. Por las dudas, una buena fórmula contra el miedo puede ser la que dejó escrita el bueno de Pessoa: “Espera lo mejor y prepárate para lo peor
”.

“A menina que roubava livros” (The Book Thief) por Markus Zusak está me encantando neste exato momento por ser ‘diferente’, maneira interessante de narrar, algumas definições que tem tudo a ver comigo: “Não ir embora: ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças.”

10 comentários:

A.Tapadinhas disse...

Não quero ser vaidoso, mas acertei mesmo no meu post (não poste:) da biblioteca: tens montes de livros para escolher...
Beijo.
António

disse...

Será que eu por isso que eu ando tão cansada?
Bj.
Lú.

ANA disse...

Carolina es una chica estupenda, vive en Tarragona, en Cataluña.
Ella es Venezolana casada con un catalán, y me encanta su blog.
Cultura, solidaridad, política, la vida, nuestras fotos,
ahí cabe todo, ella es así, tiene sus puertas abiertas y su blog lo pregona.
Un abrazo Anne,
gracias por la mención de mis Diablillos.
ana

Anne M. Moor disse...

António: e muitos mais...

Lú: Vai verrrrrrrrrrrrr... :-)

Ana: Besos

Jorge Lemos disse...

É o que ando fazendo no curso de toda a minha vida.
Será que aprendi?

Anne M. Moor disse...

Jorge: Isso é pergunta que se faça!!!!!!!!!!!!!!!!!! Nós leitores convergimos aqui na blogosfera por isso... Ou não? Um bom dia procê meu querido!

Marcelo M disse...

Anne, muito legal isso de compartilhar leituras. Terminei ontem "As cidades invisíveis" do Italo Calvino e achei o máximo. Acho que também vou dar uma mostra de como o livro é bom: "De uma cidade não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas." Muito bom, né? Bjo

Anne M. Moor disse...

Marcelo: Maravilha... me deu vontade de ler... Calvino é sempre bom...
Nice to see you here too... :-)

É! disse...

Lindo esse trecho da Martha Medeiros, Anne. Anotadíssima a dica!!! Obrigada!! Grande beijo!!

Anne M. Moor disse...

Adoro Martha Medeiros...