Saber quais necessidades são importantes
É arte no ato de interpretar o significar
De um silêncio insistente em momentos
De pura incerteza e temor de vidas em sintonia.
© Anne M. Moor
Leitura é a chave para a liberdade. Ler e escrever é fazer amor com as palavras. Tricotar e cozinhar é fazer amor com os sentidos. Aqui encontrarás o delírio, o prazer e o sonho, que fazem parte do viver...

O falar pressupõe o ouvir -
o escutar essencial.
Causa-me estranheza
a pressa no ler entre
nós, sem o refletir –
já dizia Rui Barbosa!
Apagar incêndio parece
nos dias que passam
tirando-me a chance
do pensar, do pesquisar,
enfim, do fazer!
Colaborar uns com os outros
torna-se um fantasma do
fazer, em vez de ser a mão
a guiar o processo. Será
tão difícil o refletir no ler,
o cooperar no aprender do outro?
Desenriçar os fios das linhas
é função a aperfeiçoar no
andar da carruagem e na
acomodação das melancias.
Demo-nos as mãos para
caminhar em frente em linha unida!
© Anne M. Moor


Empatias surgem do nada. Ou será que esse nada é algo? Você já sentiu que conhece alguém desde sempre, mesmo sem nunca ter visto nem ouvido a voz? A Internet tem me ensinado que isso não só é possível, mas é surpreendentemente palpável. A conversa flui. A leitura das entrelinhas é fácil. Brinca-se como se fosse amigo de infância. Enxerga-se o sorriso nas palavras escritas. Ouvem-se as gargalhadas onomatopaicamente, como disse o Jorge ao me ver pela primeira vez: "Já conhecia tuas gargalhadas..." Estou louca? Delirando? Não creio. Já senti isso em vários momentos. Nós aqui no mundo dos blogs. Quando nos vimos na casa da Ju e depois no Genial e na casa do Jorge já ÉRAMOS amigos, já nos conhecíamos, a vontade nas conversas, nas piadas, na contação de causos... Existe sim um algo interessante no poder da palavra escrita. Corre pelas entrelinhas dos escritos - sejam no blog, no e-mail, no MSN - um sentimento de amizade, naturalidade, familiaridade que vez ou outra transformam-se em sentimentos outros - de amor - mas sempre em amizades gostosas, sem cobranças.
pais e avós e poemas de Robert Louis Stevenson, Hans Christian Anderson, Beatrix Potter entre outros. Lembro-me de sentar aos pés de minha avó aprendendo a recitar poesia com ela.

"Einstein morreu sem se resignar à idéia de que a verdadeira e inexpugnável glória de Deus começa onde termina a linguagem humana."
Se quiserem ler o artigo (curto) cliquem aqui. Vale a pena, como tudo que ele escreve e acho que vocês vão gostar! E neste link tem outro texto dele chamado The Queen, que acho que vão gostar... :-)
