terça-feira, 10 de junho de 2008

Janelas...


Foram-se fechando as portas
uma a uma e a escuridão
apossou-se de mim com garra.

Sonâmbula andei por intuição
num andar sem rumo pensado
guiando os outros pela mão.

Sem sentir, janelas começaram
a se abrir uma a uma, mostrando-me
o caminho e inundando-me de esperança.

Vida se me mostrou em ótica nova
olhei-me de fora como se não
fosse eu. E a vida recomeçou...

© Anne M. Moor - 2008
Foto: Vista da janela do meu quarto. Prédio velho abandonado.

20 comentários:

Udi disse...

Bom recomeçar! Bom ler você voltando a poetar!
beijo

disse...

Tá virando poeta....

Anne M. Moor disse...

Udi e Lú,
Obrigada amigas... É tão bom escrever. Porque será que não comecei antes?

Silvia Mardedentro disse...

Como falávamo há pouco no messenger; hay que eligir LA VIDA. Janelas muitas se abrirão se nos dermos bem as mãos.

Anne M. Moor disse...

É Silvia, as janelas precisam ficar abertas...
Beijão

A.Tapadinhas disse...

No prédio abandonado
Que a morna brisa aquece
Pelos olhos devassado
Da janela do outro lado
Anne conta o que acontece...
:)
Beijo a rimar.
António

Anne M. Moor disse...

António virou poeta também... :-)

A imaginação brinca com cada uma das janelas ao som da alma...

Beijos ensolarados

Suzana disse...

Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.
Victor Hugo

Este teu porma se perece com uma oração.

bjs

Ernesto Dias Jr. disse...

Poesia à parte, diga lá minha amiga:
Que tanque dágua é esse no teu quintal?
Tem dengue não?

Maria disse...

O eterno recomeço, despertar a cada manhã e vislumbrar a alma no espelho. Lindo poema..alma poema.
Bjs

Anne M. Moor disse...

Suzana,
Obrigada amiga. De certa maneira é uma oração de reflexões sobre a minha vida...
Bjos de bom dia

Anne M. Moor disse...

Ernesto,
Tem não. É um tanque de uma antiga fábrica de sabão que é tratado semanalmente pela Fepam. Nem dengue, nem mosquito qquer. Qdo vi o ap para comprar, quase não comprei por causa desse tanque :-)...
Tem quem ache o prédio antigo das janelas horroroso, mas eu gosto muito... Né Raquel??????????
Beijos sem dengue

Anne M. Moor disse...

É Graça o despertar para a vida volta e meia precisa ser cutucado...
Beijão :-)

Anne M. Moor disse...

Sabem, me escrever desta maneira é algo que me faz refletir profundamente sobre a minha caminhada e entendê-la...

Jorge Lemos disse...

Anne
Estou até o pescoço atolado em serviço, acrescido do passamento de uma grande amiga. Falarei depois.
bjs.

Anne M. Moor disse...

Jorge, estava preocupada contigo. Havias sumido. Boa organização pros eventos da AMLAC então.
Beijão

Jorge Lemos disse...

Anne
A perda de uma grande amiga, esposa do Prof. Norberto, o dono da nossa Faculdade. Tristeza geral. A Myrna foi um criatura muito especial para mim.
Bjs.

Anne M. Moor disse...

Jorge,
Dá um abraço de pêsames no Prof. Norberto que foi tão gentil comigo quando estive lá.
Que horror - uma mulher moça. Que triste.
Beijos e um abraço bem forte pra ti também neste momento triste.

Raquel Neves de Mello disse...

O apartamento da Anne parece encantado - exceto pelo fato de nao ter agua quente nas pias. Mas vai.
A fabrica abandonada dá um ar ainda mais magico ao lugar. Gosto muito. E Serafina tambem.
Quanto a dengue, nessa desgraça de Rio Grande do Sul faz tanto frio que nem mosquito prolifera la.
Saudade, Anne, de voce, do seu cantinho magico e até do frio. Bjs

Anne M. Moor disse...

E eu de ti e de nossos papos na frente da lareira...
Beijo grande