sábado, 27 de março de 2010

Desabrochando

Desabrochar no outono da existência
traz um sabor especial de bem estar:
É permitir-se, enfim, o prazer de viver.
É reconhecer-se mulher em todos
os sentidos possíveis.

Desabrolhar o âmago da flor que
em nós se esconde tão bem:
É libertar-se das amarras irracionais.
É perfilhar o perfume da rosa em
moradas outras.

Eclodir na maturidade de uma vida
bem vivida com prazeres, dores, angústias:
É continuar a caminhada em paz.
É enxergar as pessoas com outro foco.
É abrir os braços à vida!

© Anne M. Moor

19 comentários:

Udi disse...

Aodoreeeei!
Era tudo que eu precisava encontrar!
beijos

"libertar-se das amarras irracionais" ...para se permitir certas irracionalidades ;)

Anne M. Moor disse...

Udi,

O teu entusiasmo me faz bem. O teu carinho é um abraço. E as irracionalidades são todas permitidas rsrsrsrsrsrsrs

Beijo
Anne

Graça Pereira disse...

O Outono da vida traz-nos tantas coisas positivas ao contrário do que muita gente pensa... Somos mais "nós", temos outra qualidade de vida, mais paciência e...sabedoria!"É continuar a caminhada em paz. È enxergar as pessoas com outro foco. É abrir os braços à vida!" E disseste completamente tudo!!
Beijão
Graça

Anne M. Moor disse...

Graça

Que bom que gostaste! É verdade isso...

Beijos
Anne

rm disse...

Inspirada heim, nega?

"No entanto que espiritual
Usted me dar una rosa
De tu rosal principal..."

Solange Maia disse...

sim Anne... uma hora a gente se reconhece mulher... e é extenso esse reconhecer... e denso, e intenso, e imenso !!!!!

lindo.

beijo no seu coração de poeta...

Anne M. Moor disse...

rm

:-) estava mesmo...

Beijos
Anne

Anne M. Moor disse...

Solange

Nunca é tarde para a gente se reconhecer mulher... Obrigada!

Bjos
Anne

Jorge Lemos disse...

Anne

É sempre bom conhecer uma mulher verdadeiramente ns dus integralidade:

Flor mulher,
desabrochando sempre
quando quer
em qualquer idade!

Amo vc. Saudade

Lemos disse...

"em sua"

Anne M. Moor disse...

Jorge!

Bom te ver aqui e eu amo vc também!

Estarei no aeroporto de Guarulhos dia 6 de abril de mais ou menos meio dia até em torno das 18h, esperando meu voo para a Espanha.

Vou visitar a Carol que está morando lá. Mas a próxima vez que estiver em São Paulo irei te visitar.

Beijão
Anne

Sylvio de Alencar. disse...

É tudo isso que vc colocou, visto pelo meu angulo, aberto, extensamente aberto, e masculino.
Como não ficar feliz quando, mesmo podedo serem ásperos, nunca o serão mais do que nossa incompreenção os faziam.
Uma mulher, como você, que canta ese outono, merece meu respeito. E amor.

Abraços.

vittorio disse...

Esses outonos...a revelarem nunças
de nossa existência.
A magia da poesia nos traz na plenitude do outono a primavera da vida.

Beijos em quatro estações

Anne M. Moor disse...

Sylvio

Acho que já te 'vi' lá no rm... Seja bem vindo ao Life... Living... Volte sempre!

Obrigada pelo carinho!

Abraço
Anne

Anne M. Moor disse...

Vittorio

As nuanças de nossas vidas vão se desnudando uma a uma a nos mostrar quem somos e quem podemos ser...

Beijos outonais :-)
Anne

Jorge Lemos disse...

Anne
Pena não estar ainda dirigindo
após operações na vista. Gostaria de ver vc no aeroporto. Irei se achar motorista.
Stephany manda, como eu, beijos intensos à Carol.
Muito bom já encontrar plenamente
na Espanha.
Saudosos
Jorge, Georginho e Stephany

Fernanda disse...

Olá amiga Anne!

Este tinha escapado.
Não podia passar sem ler.
O Outono é lindo, embora eu me sinta mal nessa época.
O Outono da vida devia ser encarado só como uma das etapas da vida... custa só a passar os "enta", depois a gente se habitua. Já vou nos 58 mas ninguém me dá mais de 40 e poucos.
Modéstia à parte :))))))

Estou de acordo com tudo, tudo mesmo que diz...life is always worth living.

Fernanda Ferreira (Ná)

Anne M. Moor disse...

Fernanda

Ainda estás na flor da vida :-) Já te passei faz tempo!!! E a vida continua maravilhosa...

Beijão
Anne

marliborges disse...

Olá Anne,
Amei o poema. Adoro os outonos, são épocas naturais de produções, projetos e idealizações. A natureza nos estende um tapete de flores, e nós, no outono de nossa existência, podemos brindar nossos semelhantes com as cores que a vida nos deu.
Beijo grande, amiga.