segunda-feira, 19 de março de 2007




Eu nem mesmo era... até que...
Meu filho menor, Richard, me convidou para ir numa trilha de jipe com ele... Foi um fim de semana fantástico - frio, vento, sol, céu azulllllllllll, e muiiiiiiiiiiito barro. Voltei com a alma leve e as sobrancelhas tapadas de barro!!!! Sou eu sim... cabelo curto, mais gorda... com ele. O único senão do passeio foi que ele não me deixou dirigir... :-(

BUSCA
Em minhas águas,
quero nadar
e afundar
todo o meu eu.

Em meu lá dentro,
quero encontrar-me
e encarar-me
tal como sou.

Em minha nudez,
quero ouvir-me
e apagar
mágoas e dores.

Em minha alegria
de ver-me em vida,
quero alçar-me
e alcançar-me.

Em meu não ser,
quero rever-me
e refazer
e ser, enfim.

Em meu não posso,
quero-me força,
alicerçando-me
e construindo

Em meu não devo,
quero o direito
de questionar
como e por quê.

Em minha fome,
quero o cardápio
e o escolher,
toda apetite.

Em minha busca,
lanterna acesa,
quero encarar-me,
reconhecer-me.

Em meu encontro,
todo o espanto
de ver que eu
nem mesmo era.

Hilma Ranauro

10 comentários:

Udi disse...

Que delíííícia!
Mesmo de longe, dá prá perceber no filho uns traços da mãe, estou enganada?
E esse poema?! A sua cara! Enquanto lia imaginava que fosse seu.

Anne M. Moor disse...

Não estás enganada não. O filho, o caçula, é lindo igual a mãe... :P
Lindo o poema né? E combina comigo sim... :-)

Amanda Arthur disse...

Também pensei que o poema fosse seu...
E quando crescer quero ter um filho assim!

Anne M. Moor disse...

Meninas... eu não sou poeta... só adoro poesia...

Anônimo disse...

Também pensei que fosse seu.Claro que vc eh poeta...E tem alma de poeta , vê poesia em tudo.
Lú.

Maria disse...

Adorei o poema "TUDO A VER", mais ainda as fotos, me lembrei desta tua façanha.
Coisas de Anne.
Belezas de Anne.
Que dentro de ti sempre cabem e se expandem,
sem limites,
sem medo e
com este sorriso eterno.

Flavio Ferrari disse...

Se o poema fosse dela terminaria assim:

Em meu jipe
Quando tiver um
levo meu filho
mas quem dirige sou eu

Ernesto Dias Jr. disse...

Uau!
Depois dos sapos, a lama.
Teu blog é o brejinho mais acolhedor da net, Anne.

Anônimo disse...

Seu filho realmente se parece com a mãe. Lindos e escancarados sorrisos.
Lú.

Anne M. Moor disse...

Pelo jeito estamos todos perambulando pela blogosfera!!!
Maria: Lembras... Temos muita coisa pra lembrar... Mas, sem medos????? Eu empacoto os medos e faço de conta que não estão aqui...
Flávio: boa idéia...
Ernesto: barro acolhedor??? E foi... muito acolhedor... Deveriam experimentar...
Lú: Este realmente é muito parecido comigo... Num desses passeios pela blogosfera me pediste meu e-mail e eu me esqueci de te dar... Taqui: anne.moor@ufpel.edu.br ou dejacari444@hotmail.com
Abraços a todos.