terça-feira, 24 de março de 2009

Porque este e não aquele?


Paixões espocam de um universo em movimento
Misteriosamente sem comentário nem aviso
Gritam, envolvem, mexem com o que é mais íntimo
Instalam-se feito neurônios lúdicos a zombar da sanidade

Amores, mais calmos, acomodam-se no aconchego
Fincam raízes, apossam-se da respiração, ensaiando
O bolear do coração em arremesso de chamas que
Armam sentires, vontades e desejos de vai-e-vem

Porque este e não aquele? O que diferencia o calhado?
Explicações inexistem nem racionais, nem emocionais
Simplesmente é este e não aquele

Paixões e amores brincam com o que mais íntimo temos
Amores e paixões entrelaçam-se em um viver em abalo
Enigmas necessários a um viver de intensidade e prazer

© Anne M. Moor
Imagem da Internet

11 comentários:

A.Tapadinhas disse...

Quem teimar em fazer tudo muito certinho, sem correr riscos, tem menos probalidades de errar... Mas ficará sempre a dúvida de ter fechado a porta a felicidade... e ela não é como o carteiro que toca sempre duas vezes...
:)
Beijo.
António

Anne disse...

António:
Arriscar pode não rimar com viver, mas certamente a vida é um eterno risco e com as portas e janelas abertas :-)

Beijos

Michele Moura disse...

O amor tem razões que a própria razão desconhece... Não é isso!?

:)

Anne M. Moor disse...

Assim dizem Michele!!!

Beijo. Bom te ver.

Suzana disse...

..."O bolear do coração em arremesso de chamas que...

Só quem conhece a cultura dos pampas entende a força desse amor.
Lindo!

bjs

Angela disse...

Não me emendo: Continuo achando que o bom é quando o "este" se junta com "aquele".
Saudade de você.

Beijo

Flavio Ferrari disse...

Neuroses complementares
Olhares assanhados
Encontros salutares

Anne disse...

Angela,
Tbm com saudades tuas. Sumiste!

Beijosssss

Anne disse...

Flávio:
Neuroses, olhares e encontros ou encontros, olhares e neuroses?

Abração

Anne disse...

Suzana adorei a imagem feito pelo "O bolear do coração em arremesso de chamas que..." :-)

Bjos

Silvia King Jeck disse...

PAIXÕES E AMORES NÃO SE DÃO MUITO BEM, ACHO EU. A PRIMEIRA CEGA.
BELEZA DE VERSOS EM SONETO, AMIGA.
BJOS