domingo, 28 de junho de 2009

A dança das nuvens

Hoje de manhã, sentada no meu escritório e a olhar pela janela fiquei observando a dança das nuvens, que me levaram a dançar junto e inspiraram este poema...


Nuvens andam a esmo pelo céu
O sol, timidamente a espiar
Por entre as formas criadas e
A chaminé, patrimônio histórico
Parece dar sustentação à imagem.

Nuvens em tons de cinzas e pretos
Desenham o frio que ronda
A invadir casas e corpos
Mas a dança entre formas e cores
Aquecem o coração e a alma.

Nuvens brincam de esconder o azul
A dançarem em volta do sol que
Acomodado aceita a traquinagem e
Vez por outra compõem imagens
A desafiar as cores frias das nuvens.

© Anne M. Moor

16 comentários:

Ava disse...

Anne, nossos olhos procuram os desenhos, as formas...


Nada como procurar um coração no céu...

AS vezes até encontramos, entre tantas formas vistas...rs

E nossa alma é até capa de sorrir e de se sentir aquecida...


Beijos!

Anne M. Moor disse...

Bom dia Ava,

Hoje o céu aqui está uma capa fechada de cinza escura sem formas... Mas o cuori está cheia de formas e cores :-)

Beijão

Vivian disse...

...um velho chavão nos diz
que mesmo em meio a densas
nuvens esconde-se o sol.
e é nele que nos inspiramos
para olhar a vida como um
poema sem fim...

um beijo, linda!

tenha uma ótima semana!

Anne M. Moor disse...

Obrigada Vivian pela visita!!

Beijo

Flavio Ferrari disse...

Ah ... as nuvens inspiram.
Já ouviu falar na chapada nordestina ?
Trata-se de uma amiga que adorava "dar uns pegas" e ficar olhando para as nuvens ...

Anne M. Moor disse...

Flávio,
Nope... não tinha ouvido falar... :-)

Teu texto está no ar. Depois te conto qual foi a recepção...

Beijos

Carlos Eduardo Leal disse...

Anne,
Acabei de ler um livro que se chama "Quem se lembra de David Foenkinos?" e nele tem uma frase q diz: Embalado pelos meus pensamentos, fiquei muito tempo sentado olhando um casal heterossexual de nuvens pela janela." Sua linda poesia me lembrou este do David Foenkinos, um jovem escritor francês a quem vou mediar e/ou entrevistá-lo na Flip.
bjs
CEL

teresinha brandão disse...

Muito bonito, Anne... Estavas inspirada! A natureza é a melhor aliada da inspiração...!
Bj,
Tê!

Anne M. Moor disse...

Carlos Eduardo,
Janelas e nuvens têm lá seu encanto... :-) E a imaginação voa!!

Beijão

Anne M. Moor disse...

Tê,
Nuvens mudam de forma e cor a cada vez que as vemos...

Beijos

vittorio disse...

A tua poesia vem dar vida as nuvens da alma.
És o cinzel que da forma aos sentimentos.
Minha alma em teu reflexo ora se agita ora se acalma.
Navegando feliz por entre as cores infinitas dos teus versos.

Adorei
beijos
Vittorio

Anne disse...

Vittorio
Sempre poeta! Obrigada pelas palavras. Sentimentos tem seus mistérios próprios nénão?

Beijo

Suzana disse...

Um exercicio lúdico delicioso!
bjs

Anne M. Moor disse...

Suzana
já postaste as nuvens algumas vezes nénão?

beijo

Silvia disse...

Andei sumida mas tô de volta. O sumiço deveu-se à escrivinhação do meu Ruas de Pedras onde a chaminé que enxergas é personagem. Os céus e imagens de elotas estão sempre comigo e, por isto, no romance que escrevo. Bjos

Anne M. Moor disse...

Estou louca pra ler A Rua das Pedras...

Bjinhos