quarta-feira, 29 de julho de 2009

O mundo digital e seus tentáculos (1)

Sempre fui curiosa e rebelde. Curiosidade que me impulsionou a sempre procurar formas novas de viver. Rebeldia que me incitou a buscar o diferente, a aproveitar as oportunidades que a vida apresentava. O mundo digital está entre a curiosidade e a rebeldia. Instalou-se e está aqui para ficar, embora muitas pessoas insistam em ignorar esse inusitado fato. Poderiam me perguntar por que ‘inusitado’ se esse universo existe há tanto tempo. É bom deixar claro que eu me refiro à tecnologia em relações pessoais e não profissionais, nem acadêmicas. As relações entre homens e mulheres, entre pais e filhos, entre amigos, irmãos... Nos últimos anos o ser humano tem se encontrado em uma teia enredada de solidão, carência e um sentimento de estar perdido. O tradicional nas interações, no emergir de empatias, no sentir simplesmente tem sofrido com as mudanças sociais. Tantas pessoas na solidão dolorida, na procura de companhias, no buscar de aconchego... Nunca foi tão intensa a busca pelo ‘eu’ e pelo outro!

13 comentários:

rm disse...

Boa introdução. Tendo a concordar integralmente.

Mas e os tentáculos? E quais seriam as alternativas?

Teresinha Brandão disse...

Ainda hoje li um artigo que tratava sobre a "síndrome da solidão" ... Tem muito a ver com esse final do teu texto: nunca se buscou tanto "o outro"...!
Bjs! Tê!

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá Anne! Olha, eu particularmente, quando embarquei nesta, além de pretender novas amizades, encarei alguns outros detalhes como desafio, bem como, o alcance de algumas metas pre-estabelecidas.

Adorei o texto, muito bem coordenado. Concordo com tudo.

Passa lá, pois tem uma boa dica de leitura.

Beijos,

Furtado.

vittorio disse...

O eu e o outro, o outro e eu
partes da mesma moeda

Quando o eu encontra o outro
o outro deixa de ser e se torna o eu no outro

Quando o outro me encontra já não sou mais eu
o que o outro encontra é ele próprio no meu eu.

Se hoje somos cara amanhã seremos coroa
a buscar no jogo da vida o que um dia se perdeu.

Querida Anne sempre a nos fazer sonhar, sempre a nos fazer repensar sobre o nosso ser nesta vida.
beijos

Teresinha Brandão disse...

Anne, uma boa reflexão sobre o assunto:
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=04617
É como às vezes me sinto...

Anne M. Moor disse...

rm
O resto virá...

Beijos

Anne M. Moor disse...

Teresinha,
Ôbrigada Tê pelo artigo... Construir pontes é uma metáfora em que já tinha pensado. Já escrevi um texto com esse título :-) Acho que passamos a vida tentando construindo pontes mesmo que inconscientemente...

Boas reflexões

Beijos

Anne M. Moor disse...

Furtado,
A vida é um desafio não achas?

Beijos

Anne M. Moor disse...

Vittorio

Gostei dessa tua visão de sermos o eu e o outro dois lados da mesma moeda... O enxergar precisa que tiremos o véu da visão né não?

Beijos

A.Tapadinhas disse...

O mundo virtual tem muito de bom que existe no mundo real e o mau, que também há, é mais simples de resolver: desliga-se e pronto!

Já conheci em pessoa, alguém que surgiu do mundo virtual. Foi uma excelente maneira de começar, porque a sua simpatia superou as melhores expectativas... e estavam bem altas!

Na minha exposição, continuo à espera de alguém que me diga:
-Eu sou Z..., do blogue Y...

Por enquanto ainda não aconteceu!

Beijo.
António

A.S. disse...

Anne...

Vivemos num mundo cada vez mais carente de afectos. Vive-se a correr, pensando apenas na sobrevivência, esquecendo que somos uma ínfima particula de um universo, que precisa de sentir, desfrutar tudo de belo quanto a vida tem para nos oferecer.
Tornamo-nos individualistas. Nem sequer sabemos o nome do nosso vizinho mais próximo!
Já não paramos para apreciar a beleza de uma flor silvestre, nem tampouco a graciosidade do voo de uma borboleta...


Este tema... daria um excelente tema para um debate!

Um beijo!

Anne M. Moor disse...

António
Este mundo é fascinante... Por exemplo, eu tenho a impressão que te conheço desde de sempre!

Um dia chegarei a Portugal...

Beijos

Anne M. Moor disse...

A.S.

Mas os poetas como tu páram sim pra olhar o vôo da borboleta que nos traduzes em poemas lindos!

Beijos