sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sonhos

Postei este poema inspirada no post da Udi lá no Prozac.


Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.

by Sebastião da Gama, Pelo Sonho é que Vamos

15 comentários:

Carlos Eduardo Leal disse...

Querida Anne,
Te respondo com outro poema escrito ainda na juventude:

Eu sou
o que tu queres
que nós sejamos /
embora,
não passemos de um
pré-texto
mais-do-que-perfeito.

bjs,

Udi disse...

Lindo Anne!
Inspirado naquele post, mas este é totalmente você!
Já dizia Cazuza "quem tem um sonho não cansa"
Ou os mineiros do Clube da Esquina, nesta canção que tem o mesmo nome:

"Por que se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem"

beijos!

Anne M. Moor disse...

Carlos Eduardo

Perfeiiiiiiiiiiiiiiiito...

Beijos
Anne

Anne M. Moor disse...

Udi

Com certeza que não envelhecem...

Beijão
Anne

jefhcardoso disse...

Conheci o seu blog através do Prozac Café e resolvi dar uma passadinha e lhe convidar para conhecer o http://jefhcardoso.blogspot.com na hora em que tiver um tempoinho para jogar fora. Abraço e sorriso amigo: Jefhcardoso.

vittorio disse...

Aonde nascem os sonhos?
na inquietude da natureza humana
na tempestade dos sentimentos
na nossa impossibilidade de ser
na nossa angustia de não ter
no medo de perder
no anseio de amar
no desamparo da paixão
no silêncio da solidão.
na profundeza de mim
no eu de mim que desconheço

Segredo sagrado o sonho
a revelar no involuntário a nossa alma
a nos contar segredos em infinitas sensações
vivemos o virtual de nossa própria essencia
Somos o que não somos...
e o que realmente somos,
o saberemos em nossos sonhos?

Um sonho repleto de beijos

Anne M. Moor disse...

Jeff
Obrigada pela visita. Volte sempre!
Abraço
Anne

Anne M. Moor disse...

Vittorio

Adoro suas poesias!!! E qta verdade dizes...

"Somos o que não somos...
e o que realmente somos,
o saberemos em nossos sonhos?"

Com certeza... quem somos vamos enxergando pouco a pouco quando 'olhamos' :-)

Beijão
Anne

A.Tapadinhas disse...

Estudei em Setúbal, terra de Sebastião da Gama...

... que foi um dos meus poetas da juventude.

Beijo,
António

Anne M. Moor disse...

António

Descobri-o nas minhas andanças pela internet e adoro este poema dele em particular...

Beijos
Anne

A.Tapadinhas disse...

Gosto de "Sonhos", mas quando penso em Sebastião da Gama, lembro-me deste poema:

Pequeno poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe.

Quando eu nasci, também foi assim...

Beijo,
António

Anne M. Moor disse...

António

E entendo por que... É lindo, especialmente,
"Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu."

Isso carrega uma força ímpar! Obrigada pelo poema. Amei!

Beijos ternurentos :-)
Anne

A.S. disse...

Anne...

Belo poema de um grande Poeta!


Beijos
AL

Anne M. Moor disse...

AL

Com certeza... :-)

Beijos
Anne

Camila disse...

Lindo poema!!!!!!!!!!!!!

Me arrepiei!!!!!!!!!!:)

Beijos Anne!!!!!!!