sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Caminho ao final do arco íris


Sentar à sombra de uma figueira
A contemplar a vida acompanhada
De silêncios aconchegantes será minha cena
Um silêncio que fala intensamente sem som
Direto a tua alma e ao teu coração.

A maturidade mostrou-me o caminho.
Difícil silenciar, mas prazerosa a colheita.
As folhas da figueira se surpreendem
Com minha paz, embora os mistérios
Do andar não deveriam ser assombro.

© Anne M. Moor

10 comentários:

Luna Sanchez disse...

É a tua cena ideal, Anne? =)

Ainda não sei qual o meu cenário, vou reparar mais nas minhas inclinações mas tenho um forte palpite de que pode ser uma floresta. Que acha?

:p

Beijocas!

Anne M. Moor disse...

Não Luna... não é, mas aprendi que em muitas ocasiões é a única viável para preservar minha sanidade mental!

beijão
Anne

Graça Pereira disse...

Querida Anne

Sempre que vejo um arco- íris, saltam-me recordações da minha infância e da minha catequese...Diziam-me: este sinal no céu, é Deus a lembrar-nos que fez uma aliança connosco!! E ficou para sempre... A cena ideal, penso eu, é aquela que nos encontramos connosco próprias e podemos finalmente despirmo-nos completamente, de tudo e rever toda a nossa vida...quem sabe...através das sete cores de um arco-íris!!Obrigada pelo teu carinho.
Beijo
Graça

Anne M. Moor disse...

Gostei da ideia de Deus fazer uma aliança conosco, se bem que isso Ele fez quando nascemos :-)

Obrigada Graça.

bjs
Anne

A.Tapadinhas disse...

Sentar à sombra de uma figueira "é assistir ao renascer do mundo, é inventar nas folhas, vultos de faunos e de ninfas, é descobrir nos reflexos do sol, todas as cores do arco-íris e outras que só eu vejo"...

Está entre comas porque me estou a citar: in "Sargos para o Jantar" de António Tapadinhas a sair daqui a... uma eternidade!
:)
Beijo,
António

Anne M. Moor disse...

António

Que maravilha de frase meu poeta pintor, ou seria pintor poeta?! Estou fazendo uma poupança para poder comprar todos estes teus livros que estão por sair!!!!

Tenho que achar tempo para terminar o meu...

beijão
Anne

Carlos Eduardo Leal disse...

Anne, sua linda poesia me levou até este vídeo que espere que goste. Uma surpresa para mim. Um lindo dia para você,
Com carinho
http://www.youtube.com/watch?v=V1bFr2SWP1I

Carlos Eduardo

Anne M. Moor disse...

Carlos Eduardo
Eu me criei com "The Wizard of Oz" e minha avó cantando esta canção.

"Over the Rainbow" (referida muitas vezes como "Somewhere Over the Rainbow") é uma das canções mais famosas do final da década de 1930. A música foi composta por Harold Arlen e a letra é de E.Y. Harburg. Por vezes ela é citada com o título "Somewhere Over the Rainbow".

Muitos dizem que esta canção personifica as esperanças e sonhos de juventude sobre um mundo ideal de amor e alegria. Foi especialmente escrita para mostrar os talentos de Judy Garland no filme O Mágico de Oz, de 1939. Posteriormente a canção acompanharia a atriz durante sua vida; em todas suas aparições públicas ela era solicitada a cantá-la.

Sua melodia melancólica e letra simples representam o desejo de uma pré-adolescente de escapar da desesperança do mundo, desde a tristeza da chuva até o brilho de um novo mundo "além do arco-íris" ("over the rainbow"). Expressa a crença infantil de que o "céu" magicamente abrirá uma porta de um lugar "onde os problemas se derretam como gomas de limão" ("where troubles melt like lemondrops").

Obrigada pelo vídeo. Lindo!
Anne

iandra disse...

eu muito bom sempre fico olhando o arco iris de tao belo

iandra disse...

eu muito bom sempre fico olhando o arco iris de tao belo