segunda-feira, 8 de junho de 2009

Tu disseste

Hoje faço uma homenagem ao meu amigo Ernesto!


Fundo de poço, de um poço bem fundo
Estreito poço de um estreito mundo
Escuro e negro, útero infecundo
Sem sol nem lua e nem cor nem nada

E nele eu, a ensimesmar loucuras
A remoer a mágoa acumulada
Choro a tecer da dor uma armadura
(enquanto o povo ri na arquibancada)

Eis que embargada tua voz me fala
Emocionada e da raiva despida
Fala do amor que só em ti existe

Explode a luz, a multidão se cala
Eu me transmuto, cura-se a ferida
Louco talvez; não mais um louco triste

Ernesto Dias Jr. (26/05/2006)
Afrodite feiticeiro do amor - by AntónioTapadinhas

11 comentários:

Avassaladora disse...

Anne, vc conhece o Ernesto a bem mais tempo que eu...

Se fez um poema assim tão trsite, tem suas razões...

Sei não, senti tantas emoções contidas e retidas nas palavras...


Sei que ele é um pouquinho rabugente...rsrsrs

Bem, de qualquer forma, ficou maravilhoso!


Beijos e carinhos!



PS: Amo o Tapadinhas...rs Adoro as Pinturas dele...rsrs Lembro quando vc colocou aquele pintura...rs

Anne M. Moor disse...

Ava,
O Ernesto é um poeta maravilhoso de uma sensibilidade ímpar...

Beijos

Ernesto Dias Jr. disse...

Anne:
(corando)
Obrigado moça.

Ava:
Já passou, já passou.

Anne M. Moor disse...

Obrigada pelo 'moça' Ernesto :-) E você merece moço! E queremos te ver poetando novamente...

Grande abraço

Vivian disse...

...em tantos momentos
ensimesmados descemos
ao fundo do poço,
e de lá tiramos
a força, o impulso
para o céu alcançar!!!

poema dolorido,
mas intenso em
emoções!

bjbj

Anne M. Moor disse...

Vivian,
Tuas leituras são poesia em si...

Beijos

A.Tapadinhas disse...

Não posso descurar dois dias (que digo eu, um dia!), que acontecem coisas logo factos importantes...

Aconteceu com a amiga Avassaladora, e aconteceu agora contigo!

O teu poema tem uma força de que eu, pobre de mim, não te julgava capaz!

Deve ser a força inspiradora de Ernesto, o super-herói...

Beijo.
António

Anne M. Moor disse...

António!
O poema não é meu... É do Ernesto... rsrsrs O meu último poema que postei foi "Nowhere"...

Ernesto o António ficou tão impactado que se enganou de autor rsrsrsrsrs

Beijão

A.Tapadinhas disse...

Pronto, peço desculpa aos dois!

O meu comentário, mostrou a minha estranheza...

se houver alguma coisa que se possa considerar estranha, vinda de ti, no que diz respeito às letras!

A minha vénia vai direitinha para Ernesto, pela força telúrica do soneto!

E, já agora, pelo refinado gosto na escolha da ilustração...
rsrsrsrs

Beijo.
António

Anne M. Moor disse...

António,
Assim, como diz o Ernesto, vou corar...

Abração

Ernesto Dias Jr. disse...

Gente, que santa confusão!
Mas genhei mais elogios (quem não gosta?) e corei traveis.
Um abraço, Anne e António.