sexta-feira, 11 de junho de 2010

Medos

Ao longo da vida passam
Medos, fantasmas, traições
A moldar uma maneira de ser.

Ao longo da vida cruzam
O umbral de nossas portas
A zombar de inseguranças.

Ao longo da vida ensaiamos
Passos largos em direções
Diversas a ultrapassar pontes.

Ao longo da vida vontades
Povoam nosso pensar a
Brincar com sentimentos.

© 2010 Anne M. Moor

16 comentários:

Carlos Eduardo Leal disse...

Ah, nada pior do que o medo da traição. Quando há o medo é porque no mínimo já nos traímos.
bjs,

Suzana disse...

Que bom que ao longo da vida adquirimos experiências.

bjs

Anne M. Moor disse...

Carlos Eduardo

Ou já fomos traídos por tanta coisa!

Bjos
Anne

Anne M. Moor disse...

Suzana

Tantas...

Bjos
Anne

Ava disse...

Anne, ao longo da vida, por força das circunstâncias, temos que aprender a lidr com nossos medos, fantasmas e as traições...

A vida vai nos moldando.. nos moldando.. feito massinha de modelar...

Não temos escolhas.


Beijos meus!

Anne M. Moor disse...

Ava

Acho que temos escolhas sim. A escolha de deixar pra trás o que já passou para que possamos abrir as portas para novas vidas.

Estás melhor?

Beijos
Anne

Carlos Eduardo Leal disse...

Ah, Anne,
Depois vá lá no meu Veredas (eu sei, eu sei, você sempre vai), mas desta vez é só para você ler a minha cria...rs. Corujices de um pai.
Bjs
Carlos Eduardo

Ava disse...

Querida, sempre tão carinhosa..

Estou melhor sim. A vida eio de cabeça para baixo e muita falta de tempo, mas vamos levando...rs


Sobre sua resposta:

Sim, temos a opção de deixar tudo para trás, mas é que as vezes ficamos impregnadas de tudo, e por mais esforço que façamos, lá está nossa "bagagem"...


Beijos meus!

Anne M. Moor disse...

Carlos Eduardo

As corujices se justificam. Puxou ao pai.

Beijos
Anne

Anne M. Moor disse...

Ava

É bom saber que estás melhor!

Bjos
Anne

Ana Carolina Nunes disse...

Anne,

Realmente "ao longo da vida ensaiamos". Ensaiamos porque é disto que se trata a vida: um grande ensaio. Há sempre algo novo a aprender, a interpretar, a sentir, a improvisar, a se reinventar. Ela é um palco, onde escutamos aplausos e vaias, mesmo que a terceira campainha não chegue a soar.

Beijos,
Ana.

Obs: adorei sua passagem pelo conto Valsinha, confesso que aquele trecho que você destacou também "bate fundo em mim".

Ana Carolina Nunes disse...

Ah, agora que eu conheci o caminho, certamente passarei mais vezes por aqui! Parabéns pelo blog =)

Anne M. Moor disse...

Ana Carolina!

Que bom te ver por aqui. Volte sempre que quiser. Será sempre bem vinda!

Obrigada :-)
Bjos
Anne

Ana Carolina Nunes disse...

Será um prazer retornar a este seu "cantinho"!
Beijos,
Ana.

vittorio disse...

E paraimos em nossas ilusões
repletas de esperanças
Sonhos, devaneios e desejos
imagens incógnitas do ser
Somos personas de nossa alma
representando o próprio viver
Dramas, comédias e aventuras
atos do tempo que se foi e vai
Tragédias, infindas desventuras
a marcar o teu infindável papel
A reescrever estamos sempre
criando e recriando momentos
Repaginamos a nossa história
com as novas matizes do sentir
Na finitude da vida a fluir
atores no papel de si em si.

Beijos

lindo teu poema, profundo a tocar o nosso mais recôndito sentimento

Anne M. Moor disse...

Vittorio

Tantas coisas na vida pra olharmos com alegria e tantas outras a nos machucar...

Beijão
Anne