domingo, 27 de junho de 2010

Silêncio amoroso

Preciso do teu silêncio
cúmplice
sobre minhas falhas.
Não fale.
Um sopro, a menor vogal
pode me desamparar.
E se eu abrir a boca
minha alma vai rachar.
O silêncio, aprendo,
pode construir. É um modo
denso/tenso
- de coexistir.
Calar, às vezes,
é fina forma de amar.

by Affonso Romano de Sant'Anna

12 comentários:

Solange Maia disse...

ai... Anne...

não foram poucas as vezes que também precisei desse silêncio cúmplice... e é verdade, a menor vogal pode nos desamparar...

belíssimo texto !

beijo grande

Anne M. Moor disse...

Solange

O silêncio cúmplice está recheado de sentido. Gosto muito deste poeta.

Bjos
Anne

Flavio Ferrari disse...

Melhor do que o silêncio é o sorriso ...
Quando a gente ama, até as "falhas" são motivo para diversão ...

Anne M. Moor disse...

Flávio

Sorriso nos olhos...

Bjos
Anne

Suzana disse...

Quando você abre a janela a poesia entra em nossos corações.
bjs

Anne M. Moor disse...

Suzana

Obrigada pelo carinho amiga!

Bjo
Anne

Ana Carolina Nunes disse...

Amei o poema! Lindo Anne, muito sensível...
Um gde beijo,
Ana.

vittorio disse...

O silêncio, aquele instante mágico em as palavras não são ditas mas calam fundo na alma.

belissima escolha

beijos

A.Tapadinhas disse...

Se misturarmos o silêncio com um sorriso cúmplice, temos como resultado uma alegre forma de amar...

Beijo,
António

Anne M. Moor disse...

É Ana Carolina, o Affonso Romano de Sant'Anna sabe das coisas.

Bjos
Anne

Anne M. Moor disse...

Vittorio

As entrelinhas :-)

Beijos
Anne

Anne M. Moor disse...

António

Uma alegre forma de amar e o "poço" dos olhos que dizem tanto.

Beijos
Anne