sábado, 29 de janeiro de 2011

Medos


Ao longo da vida passam
Medos, fantasmas, traições
A moldar uma maneira de ser.

Ao longo da vida cruzam
O umbral de nossas portas
A zombar de inseguranças.

Ao longo da vida ensaiamos
Passos largos em direções
Diversas a ultrapassar pontes.

Ao longo da vida vontades
Povoam nosso pensar a
Brincar com sentimentos

by Anne M. Moor

12 comentários:

Jorge Lemos disse...

Anne
O que nos assegura os novos passos deste ensaio? Não ha simetria no perfeito... um só acorde não faz a sublime música, mas a importância da primeira nota musical é que determina o sonho do compositor. O medo faz parte nesta composição que é a vida.

Bijão saudo, com coragem
do
Lemos

Anne M. Moor disse...

Jorge

Isso. É a imprevisibilidade do viver que traz mistério e bem estar ao viver.

Beijos
Anne

nacasadorau disse...

Amiga Anne!

Belo e intenso.
Na vida só os insensatos... loucos... não sentem medo.
Este é uma componente integrante da lucidez de quem vive inteira e intensamente.
Bom Domingo.
beijinho

Luna Sanchez disse...

Anne, só li teu comentário a respeito do fds em Porto Alegre agora...ando afastada dos blogs por falta de tempo.

Desculpa, querida? =(

Um beijo grande.

Solange disse...

Anne...

este "não saber" afinal, é o que nos encanta...

belo poema !

beijo encantado

Anne M. Moor disse...



O medo nos acompanha até para keep us on our toes, nénão?

Beijão amiga
Anne

Anne M. Moor disse...

Luna

Imaginei :-) Não te preocupa, outros findis virão.

beijão saudosos
Anne

Anne M. Moor disse...

Solange

E a vida continua sendo um desafio muito bom.

beijos
Anne

A.Tapadinhas disse...

Ainda bem que os medos passam...

...mas a obra fica!

Beijo,
António

PS Encerrei a galeria d´Arte no Prozac. Agradeço (muuuito!) os comentários com que me brindaste ao longo das XVI semanas que a galeria esteve aberta! Vou agradecer, também ao Jorge Lemos e ao Walmir, os únicos bloguenígenas que continuam a frequentar o Prozac...

Anne M. Moor disse...

António

Obrigada meu amigo! Fico sempre lisonjeada com teus comentários!

Qto ao Prozac... acho que já deu o que tinha que dar. Pena... mas continuaremos cada um com seu blog e nos visitando sempre!

Beijos
Anne

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Anne, este teu poema me afetou, dando-me coragem e audácia; imagino que o medo do medo me fazia e me faz impotente... A vida é uma aventura errante, com riscos e encantos, precípios e o alto-céu...
Nada está dado, nada é seguro: assim, só os que se arriscam , conjugando ousadia e prudência, podem, num cais, descansar...
Obrigado, por tua poesia...
Jorge

Anne M. Moor disse...

Jorge B.

Obrigada pela tua leitura :-) E que bom que o meu poemar te diz algo...

Beijos
Anne