sábado, 23 de fevereiro de 2008

Viver


Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforescentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar... Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar...
e voar...
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer!

Mário Quintana
Imagem: "Pássaro Azul" de António Tapadinhas

24 comentários:

Flavio Ferrari disse...

Ontem, sonhei que voava
Não foi a primeira vez
Não foi como da primeira vez
Acordei mais leve
Como deve ser

Anne M. Moor disse...

O vôo da águia...
Beijos voadores :-)

disse...

Anne:
Esse é daqueles poemas que fazem a gente sentir a pujança e a delicia de viver.
Antonio:
Parabéns pela linda obra.
Beijos aos dois

A.Tapadinhas disse...

Viver é abrir uma janela (partir as vidraças, se necessário), e voar para junto de quem nos quer bem...
O meu vôo virtual vai encontrar-te, para te agradecer com um beijo...
António
PS. Obrigado, Lú!

Anne M. Moor disse...

António: Obrigada voador - chegaste...
Beijos vivos :-)

Lú: Voar dá uma sensação de liberdade :-)
Beijos voadores

ANA disse...

Mario y Antonio estarán orgullosos de sentirse tan cerca de ti, de compartir post (entrada).
El cuadro realmente hermoso Antonio, y a Mario no se le puede dar felicitaciones pero su poema las merece todas.
Un beso Anne.
ana.

Anne M. Moor disse...

Gracias Ana por tu cariño! Este quadro de António me encanta. És, como el poema de Quintana, una sensación de vida y libertad.
Besos dominicales

Camila G. dos santos disse...

Que poema Lindo Anne!!!Bom...eu sou muito suspeita pra falar de Mário Quintana...eu adoro!!!:)
Muito linda a figura que colocaste...quando eu li..eu senti uma PAZ e também uma vontade de VOAR...HAUHAUHAUHAU

Bjs!

Camila G. dos Santos

Anne M. Moor disse...

Camila, bom te ver de volta e, minha querida, VOA semmmmmmmmmmmmpre... É aprendendo a voar que aprendemos a viver!

Jorge Lemos disse...

A visão do alto sempre foi a mais bela: sempre se enxarga mais distante e os quadros se apresentam sem imperfeições.
Este sentido de liberdade alimenta sempre a esperança.
Regio presente para todos nós:
Antonio Tapadinhas é um verdadeiro monstro pela sensibilidade.
Ambos levaram-me a reflexõs profundas.
Louvo-os!!!!!!!!!!!!!!!!!

Anne M. Moor disse...

Jorge: Tu és um mestre da palavra e o António é um mestre da pintura. Os dois reis da sensibilidade!
Abraçossssssssss

zuleica-poesia disse...

Diversas vezes sonhei estar voando e, quando acordei, foi uma frustração só. Por essa ingratidão não sonho mais com imensidões. Mas talvez ainda volte... Sua postagem é linda.

A.Tapadinhas disse...

Tu já deixaste de me surpreender, porque comecei a habituar-me à sensibilidade das palavras que me dedicas, ao teu estilo encantatório... Mas, as palavras de Mestre Jorge Lemos, transformaram o habitante do rio Sem Margens, que "não sabia a linguagem da água", num ser mais confiante nas suas capacidades de comunicação. De tal feito, lhe agradeço, penhorado. Passarei a ver de outra maneira a palavra monstro... :)
Beijo e abraço, com muita amizade.
António

Anne M. Moor disse...

Zuleica, sonha que o vôo é livre!


António: meu amigo 'monstro' - sabia que ias gostar do comentário do Jorge.

Beijos aos dois

Suzana disse...

Nascer é meio como morrer para o perfeito, o puro, a paz.

Anne M. Moor disse...

é Suzana e voar é viver... vamos criar asas... :P

Jorge Lemos disse...

Em 1985 publiquei,pela Edicon, edição esgotada, "O Camelo".
Num determinado capítulo inicío:
"Esta noite que passou eu sonhei que voava" e a narrativa prossegue
descrevendo o maravilhoso cenário para os seres vivos.
O acrílico do Antonio Tapadinhas é
algo que arrebata. A iamegm da janela deflorada que dá
a ave o verdadeiro grito do coração
liberto do artista.
Anne, perdoe-me. Não resisti de postar novamente.
Carlos Parlagrecco ilustrou meu livros. E não conhecia, ainda, o Tapadinhas.
Louvo seu gosto em nos premiar com a imagem.

Jorge Lemos disse...

imagem.

Não conhecia ainda o trabalho do
Tapadinhas

Anne M. Moor disse...

Jorge: O trabalho do António é sensacional. De uma sensibilidade, de um movimento... algo arrebatador. Vai lá no blog dele pra ver o trabalho magnífico.
E podes comentar qts vezes quiseres - isso é o fluxo de interação que faz com que os blogs permaneçam vivos.
Beijos

A.Tapadinhas disse...

Anne: Deixas-me meio sem jeito... :-x
Jorge Lemos: Sabemos como é Anne, não é? Quando gosta é mesmo a sério...
Beijo e abraço.
António

Walmir Lima disse...

A Anne juntou Mario Quintana e António Tapadinhas.
Deu no que deu: Uma beleza só!

Anne M. Moor disse...

António: é verdade...

Walmir: Quintana e Tapadinhas :-) Ficou genial né... E as tuas pinturas? Quando vamos começar a usufruir de mais esta tua sensibilidade?

Beijos aos dois

vittorio disse...

Ligando os temas anteriores com este, cara Anne a areia não perdeu-se por entre os dedos, a junção da tua sensibilidade poética e a beleza poética da imagem do grande mestre António, comprovam o milagre da nossa existência.

Anne M. Moor disse...

E esse teu comentário Vittorio é pura poesia... Quando vais começar o teu próprio blog e compartilhar conosco os teus escritos???
Beijos :-)